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A bem da Nação

CRÓNICAS DO BRASIL

A  dança  dos  salários

 

Todos os anos a mesma dança. Começam a circular notícias sobre a «correcção» de salários.

Enquanto o governo debate profundamente o valor do aumento do salário mínimo, de R$350 para R$367 ou R$ 375, achando este um «exagero» (cerca de € 135) os excelentíssimos deputados, juízes, delegados, etc. querem ver o deles ajustado de R$12.800 para R$24.500 (€ 9.050)! Já ganham hoje o equivalente a cerca de 36,5 salários mínimos e querem «rectificá-lo» para 67! Beleza!

E o governo que veio, há quatro anos, com a promessa de dar ao povo três refeições por dia, discute agora se deve aumentar o salário mínimo em 5 ou 7%. Entre outras, são estas maravilhas do país tropical... abençoado coqueiro... que comovem.

Não demorou a solução: o mínimo ficou nos $367, com 5% de aumento, e os bacanas com $24.500, a modestíssima diferença de mais 91%!

E não se ficam por aqui os judiciários, que já têm 60 dias de férias anuais, exigem agora, e como são eles que decidem vão conseguir, mais 18 dias de recesso no Natal e Ano Novo. Viva a justiça, que se vê logo que não é a Deus, nem a cega, que em princípio a devia representar. Mas os caras têm o olho bem aberto.

Estamos a mudar de governos, tanto o federal quanto os estaduais. No federal continua tudo mais ou menos na mesma, com excepção das novas negociatas para se conseguir maioria no Congresso. São milhares de cargos públicos altissimamente remunerados em jogo. E isto é o jogo político. Cargos públicos de inegável interesse público, como... deixa p’ra lá!

«Ó Pátria amada, idolatrada, Salve, salve! …

Dos filhos deste solo és mãe gentil...»

Quer parecer que o hino nacional, para corresponder à realidade do país deveria ser alterado. Talvez:

 

«Ó Pátria amada, esfrangalhada, Deus te salve!..

Dos filhos deste solo... és mãe gentil p’rà vergonha...»

 

Rio de Janeiro, 23 de Novembro de 2006

 

Francisco Gomes de Amorim

 

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