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A bem da Nação

CHOVER NO MOLHADO

 

 

Correm os jornais, rádios e televisões em direcção ao Convento do Beato para ouvirem falar sobre ideias tão importantes como algumas das que há meses e anos debatemos no “A bem da Nação”, nomeadamente as do peso da despesa pública corrente, da Segurança Social, da competitividade.

 

É agradável constatar que há mais quem discuta o que nós há tanto tempo seleccionámos como importante e felizmente que o fazem com pompa e circunstância bem maiores do que as correspondentes aos nossos “Jantares de Ano Novo” e “Encontros da Primavera”, eventos em que todos os participantes sempre couberam comodamente mas em que também nunca se viu uma cadeira vazia . . .

 

Mas o Governo já vem executando políticas que visam alcançar os objectivos enunciados neste segundo encontro do “Compromisso Portugal” e, portanto, temos que reconhecer que estas “novidades” que agora nos chegam pelos jornais e televisões se assemelham bastante ao “chover no molhado”. Mais: se nalgumas ideias se repescam discussões em curso no âmbito dos famosos “Pactos de Regime”, noutras envereda-se por uma evidente radicalização das soluções (despedimento de 200.000 funcionários públicos) que mais parece recado encomendado para desvio das atenções relativamente à política que o Governo está a executar deixando os tambores sindicais a rufar contra o Beato dos Cónegos de S. João Evangelista em vez de interferirem com S. Bento. “Si non é vero, é benne trovatto”.

 

Esses temas estão para nós praticamente encerrados e não vamos aqui discutir particularidades que ao Governo cumpre definir. A partir do momento em que consideramos que as políticas estão correctas, devemos passar à fase seguinte e propor para discussão novos temas em que dentro de alguns meses ou anos outros pegarão para anúncio no Beato ou noutro local igualmente mediático.

 

Creio que os temas do futuro relativamente próximo têm a ver com o aprofundamento das mudanças no modelo de desenvolvimento e, portanto, com a educação e formação, com o corporativismo prevalecente, com a segunda versão da “Estratégia de Lisboa”, com a qualidade do investimento público, com a redefinição dos sectores estratégicos para a soberania nacional, com o regresso de Portugal à produção de bens e serviços transaccionáveis, com a economização da CPLP.

 

Fica lançado o debate.

 

Lisboa, 24 de Setembro de 2006

 

Henrique Salles da Fonseca

 

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