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A bem da Nação

Do Brasil, com saudade

A Mitra, a Universidade de Évora e o IPPAR

 

Há bem mais de meio século saí daquela maravilhosa Escola de Regentes Agrícolas de Évora. Nela se formaram tantos homens para a vida, e onde os professores, honra e mérito primeiros para o antigo Director e maior Amigo, o engenheiro Augusto de Matos Rosa, além de ensinarem, defendiam e lutavam, sem baixar os braços, para a conservação do património, arquitectónico e histórico, daquela antiga propriedade que, in illo temporae, pertenceu à Mitra Eborense, donde o seu nome: Herdade da Mitra.

Com a reabertura da Universidade em Évora, aquele estabelecimento de ensino foi nela incorporado e, parece, as suas instalações destinadas à investigação. Até aqui tudo bem.

Mas e o património histórico e arquitectónico (Monumento Nacional?) o que fizeram dele? Entregue à deterioração. ABANDONADO!

Ao abrir a página da web da Universidade de Évora aparece um painel de azulejos, moderno, da autoria do Prof. Nuno Mendonça que estará no Colégio da Mitra. E os edifícios históricos, parte deles únicos no país, séculos XVII e XVIII, totalmente abandonados, quando não destruídos uns quantos? Um ambiente de tristeza invade qualquer um que veja o estado a que chegou o que era, há pouco tempo ainda, além dum cartão de visita, o orgulho também dos alunos que ali estudaram.

O tanque de água, circular, com uns 12 a 15 metros de diâmetro e mais de 2 de fundo, que nos serviu de piscina, único daquele género no país, tinha cinco estátuas de pedra todas em “tamanho natural”: uma de Moisés no centro e quatro à volta, com os profetas. Estas quatro... desapareceram! Estarão guardadas para restauro ou simplesmente deixadas roubar?

E as capelas da antiga horta? Pequenas quase preciosidades. Destruídas. E assim quase todo o restante com excepção do chamado, no antigamente, Colégio Velho, pequeno mosteiro para padres ou monges, ultimamente adaptado para receber com algum luxo professores e visitantes. Neste se encontra uma capela, pequenina, linda, toda em mármore... abandonada também.

A culpa é de quem? Da Universidade ou do IPPAR? Talvez porque muitos mandem ninguém se responsabiliza? E o problema é que este estado de abandono geral está assim há pelo menos quinze anos!

Pobre país pobre, que se dá ao luxo de deixar perder o pouco de história e património que lhe sobra!

 

Rio de Janeiro, 12 de Julho de 2006

Francisco Gomes de Amorim

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