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A bem da Nação

PAPAI NOEL, DEUS E O PODER

 

S. Nicolau de Mira, o verdadeiro Pai Natal

 

Quem não começou a vida acreditando no Papai Noel? Nunca o víamos, mas aguardávamos com ansiedade a sua passagem, os presentes, que às vezes, e não para todos, deixava, mas trazia o milagre e a alegria de juntar a família. A maioria de nós, já meninos, descrentes desse “tal” Pai Natal, continuámos sempre a mantê-lo para a festa dos filhos, mais tarde dos netos, e por aí deverá continuar.

 

Acreditávamos – e depositámos alguma esperança na qualidade do seu presente! Era uma maneira de sonhar.

 

Depois, criados em ambiente cristão, sem saber porque, acreditámos, indiscutivelmente, na existência de Deus Todo-poderoso. De entrada, sabíamos só que se fizéssemos asneiras tínhamos o inferno para nos castigar apesar de não entendermos muito bem a diferença entre o verdadeiro bem e o verdadeiro mal, e só bem mais tarde nos fomos apercebendo que afinal Deus não era assim tão mau, e até mandou à Terra o Seu Filho para nos ensinar o único caminho, o verdadeiro, da Paz: a Irmandade, o Amor.

 

Mas antes disto, o homem, em qualquer tempo, desde os mais remotos, e em qualquer lugar do planeta, sempre acreditou e venerou um Ser Superior, desconhecido mas respeitado.

 

E sempre também os que se arrogaram o direito de melhor “conhecer ou interpretar as vontades” de Deus, desde os sacerdotes citados no Génesis, passando pelos egípcios, os deuses gregos e romanos, os nganga, xamans, padres, pastores, imans e de todas e quaisquer crenças, alcandoravam-se à mais elevada elite de todo o povo.

 

E tão tremenda era a força dessa elite que, por exemplo, a Inglaterra viveu séculos batendo-se internamente somente entre cristãos: católicos, protestantes, puritanos, calvinistas, etc., “ganhando” com isso centenas de milhares de vítimas fatais e... aos vencedores o ouro, aos vencidos o desprezo e a fome, quando não a forca ou o machado no pescoço.

 

De todos os seres vivos do nosso planeta, o homem é o único que, mais crente ou mais ateu, sabe, ou pelo menos desconfia, que há algo superior. Discute-se muito o Princípio, o Big Bang; cientistas dizem que foram uma ou duas partículas de não sei o quê que se juntaram, mas ninguém sabe, nem jamais conseguirá explicar de onde surgiram essas tais partículas. E aí entra Deus.

 

E os “representantes de Deus”, em “associação com o Todo Poderoso”, exerceram desde os primeiros tempos, um tremendo poder sobre a humanidade. Ainda hoje.

 

Os budistas não entendem os cristãos, que por sua vez lutam entre si, os islamitas, além de lutarem também entre si, lutam contra os judeus e os cristãos, e por aí vai a história da humanidade. Cada um procurando impor ao “outro” a sua crença, a sua “força”!

 

Tudo isto foi “muito bonito” até surgir um outro, e muito mais forte, PODER: o financeiro!

 

Tempo houve, já perto de nós, em que Roma era o mais forte potentado, pelo menos do mundo ocidental; mandava e desmandava, dividia o mundo entre os “amigos”, tirava e punha reis, fazia guerra, etc. Paralelamente os judeus cresciam em toda a parte e, perseguidos, se uniram cada vez mais, e há já alguns séculos são eles que dominam o mundo da finança, levando um senador dos EUA a afirmar: “país que não tenha judeus jamais terá peso no mundo financeiro”.

 

E Portugal sentiu isso bem profundamente com a infeliz inquisição!

 

Surgem os muçulmanos, os petro-dólarianos a avançarem de forma só reversível quando o petróleo se esgotar, e renasce imparável, como uma tsunami, a força do dragão, um bilhão e meio de chineses, com um poder que jamais tiveram.

 

Não tarda assistirmos ao eixo “City-Wall Street” com o chapéu na mão face à China.

 

Mas nada melhor que uma guerra para ir compondo “as coisas”!

 

A III Guerra Mundial, não tarda. É difícil acreditar que seja atómica, porque o medo de ambos os lados dos contendores levará a guerra para os tanques, a informática, e inevitavelmente para a perca de milhares de inocentes que acreditam estar a defender a pátria!

 

Que pátria? Hoje há só uma pátria, que se chama Poder Financeiro.

 

E é ele quem ganha com as guerras: vende armas, financia ambos os lados para os endividar e ficarem a receber os pesados juros, etc.

 

Assistimos hoje a esse poder estrangular os mais fracos. Empréstimos, empréstimos e logo a falência dos devedores, mas somente após terem pago e repago a condescendência dos financiamentos.

 

Nos EUA mandam-se para a rua os desgraçados que não têm mais como pagar a prestação da casa! Ficam rigorosamente sem nada! E como essas casas não se vendem, os bancos mandam demoli-las! Incrível a maldade! Demolir uma casa ou deixar lá dentro os desgraçados, o Poder opta por desprezar o ser humano!

 

Vê-se isso nos indivíduos, e pior, nos países. Estes, administrações ineptas, empurram o problema com a barriga, apertando a do povo, até este morrer de fome.

 

Todos os países que se vêm nesta altura em situação de extrema dificuldade, nas suas histórias já passaram por momentos difíceis. Sobreviveram. Mas hoje as garras do Poder esmagam tudo.

 

Há pouco quando a UE quis lançar um imposto sobre as operações de Bolsa, quer dessem lucro ou não, a “City”, peremptoriamente negou-se! É dessa especulação que vive. Como “Wall Street”.

 

Como vai ser o “encontro” entre os vários Poderes – EUA/Inglaterra x petrodólares x China – não parece muito difícil prever: mais uns arranjinhos secretos e dividem o mundo entre si!

 

E diz-se que o mundo caminha para a democracia! Sem falar em Sírias, Sudões, etc., a democracia tem um inimigo que não conseguirá, jamais, vencer.

 

Em 1934, David Loyd George, que havia sido primeiro-ministro da Grã-bretanha, dizia: “A Inglaterra é escrava do bloco financeiro internacional”... apontando Wiston Churchill como um dos apoiantes da Finança Internacional, afirmou:

 

a democracia tem não mais persistente ou insidioso inimigo do que o poder do dinheiro!”

 

Tudo o resto é ilusão ou ingenuidade.

 

Rio de Janeiro, 03/04/2012

 

 Francisco Gomes de Amorim

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