ENSAIO SOBRE RELIGIÃO – 12
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Kailãsa – Montanha sagrada por excelência, refugio de Siva no mais alto maciço montanhoso do mundo, os Himalaias.
Kala – O Tempo, no panteão brahmânico, criador e destruidor do universo.
Kali – Do hinduísmo, “negra”, a “Mãe”, a força vital, a grande deusa da fecundidade, da morte e da destruição, é também Durã, companheira de Siva. De origem obscura, dos muito antigos cultos não arianos, é representada com um aspecto monstruoso, a pele negra e os olhos injectados de sangue, com um colar de crânios, cadáveres nas orelhas e serpentes à volta dos braços. O seu templo mais célebre é em Kalighat, Calcutá, “cidade de Kali”.
Kãma – O Deus do amor, na mitologia hindu. As lendas divergem sobre a sua origem, a sua esposa é Rati , deusa da volúpia. O Kãma-sutra faz parte da literatura religiosa da Índia; foi escrito por Vatsayayana por volta do séc. IV.
Kami – No Japão, os deuses do xintoísmo, da religião autóctone chamada Kaminomichi, “ A via dos deuses”.
Karaítas – Do hebreu qaraim, “leitores de escrituras” ou “interessados na palavra”, formavam uma seita, 765 d.C., sob a direcção de Anan ben David, e por isso chamados de ananitas. Os karaítas dizem-se fortemente ligados às tradições e por isso se opõem às adições do Talmud.
Karma – Na filosofia da Índia é o acto e suas consequências, que por uma força dinâmica e quase mágica leva o homem numa série de transmigrações até à liberdade, moksha, talvez o nirvana.
Karttikeya – No hinduísmo, Deus da guerra, filho de Siva e de Parvati, a sua montada é um pavão.
Kharaitas – Do árabe khawarij, "os que cindiram", foram o primeiro ramo a formar-se no Islão durante o cisma de 655-661, entre Ali e Muawiyah sobre quem deveria ser o califa, e têm origem na batalha do Camelo, onde o governador do Sham, Muawiyah , junto com a viúva de Maomé, Aicha, uniram forças para tirar Ali do poder. Com a morte de Ali, este foi sucedido por seu filho Hassan, porém, o novo califa foi obrigado a renunciar em prol do corrupto Muawiyah, que subornara os seus amigos, corrompera o seu governo, tornando-se impossível a governabilidade. A divisão entre sunitas e xiitas nasce da questão sucessória desta época.
Khnoum – Deus egípcio com cabeça de carneiro, criador da vida, guardião do Nilo.
Knox – (John). Reformador escocês – 1514-1572 – tornou-se padre católico mas logo adoptou a Reforma e fez abolir o catolicismo no seu país.
Krishna – Do sânscrito, “negro”, Deus célebre na Índia, encarnação de Vishnu, herói mítico, um antigo chefe aborígene, identificado tanto como um sábio veda com importante papel no Mahãbhãrata, como Gopala Krishna, deus vaqueiro. Krishna revela-se no Bhaganad-Gita, “A canção do bem-aventurado, como o Senhor supremo, indicando uma via de sabedoria para a exaltação de um amor místico, o bhakti, devoção, futura grande forma de devoção indiana.
Krishnanamurti – Nascido em 1897, brâmane, fundou a facção chamada “Igreja católica-liberal”. Os teólogos reconheceram nele o percursor do boddhisattva Maitrya, pois viram nele uma reencarnação do Cristo. Recusando título e honrarias, retirou-se para a Califórnia.
Kubera – Na Índia, o Deus das riquezas. Representado com grande barriga e um saco de tesouros.
Kwan-yin (na China) ou Kwannon (no Japão) – Deusa da misericórdia, tem a forma feminina da Avalokiteçvara no budismo. Infinitamente compassiva manifesta grande poder de interceder, por isso muitas vezes representada com mil braços. Carrega um vaso para curar a sede dos homens e, protectora das mães, invocam-na em caso de esterilidade.
(continua)
Dezembro de 2013

