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A bem da Nação

UM «POIS» EM BIS

 

 

«POIS...»,um texto que com gosto transcrevo no meu blog, “POR A MAIS B”, confirmação daquilo que sempre pensei e que fui anotando nas “crónicas verde-rubras” da minha escrita de um «j’accuse» convenientemente ignorado, por não alinhar nos moldes da nova ética, não identificada com valores morais, mau grado o alarde de solidariedade, igualdade e fraternidade que a ânsia libertária abocanhou no cinismo de uma real avidez de ambição e comando sem escrúpulos, na unilateralidade do conceito que se apoia na lei do mais forte, quer economicamente falando, quer na exaltação demagógica.

 

São histórias antigas que a ninguém mais comovem, mas cito Rousseau que, no Prefácio da sua Lettre à d’Alembert sur les spectacles afirma coisas – triviais na altura, hoje risíveis, pelo menos para nós – do seu empenhamento em contestar (d’Alembert) segundo os parâmetros da Justiça e da Verdade: Justice et vérité, voilà les premiers devoirs de l’homme. Humanité, patrie, voilà ses premières affections. Toutes les fois que des ménagements particuliers lui font changer cet ordre, il est coupable.

 

Quando Rousseau se refere à pátria e à humanidade como primeiras afeições do Homem, é, naturalmente o homem em formação que implica, que bebe esses conceitos incutidos desde a infância. Não são valores para agora. Continuamos a amar a pátria, claro, mas noutros moldes e sabores, fazemos o que podemos para a bem servir, mas com o irrespeito que para sempre a amortalhou.

 

Por isso, ao texto de Jonathan Llewellyn na página «GUERRA COLONIAL 1961-1974», do Facebook, que Salles da Fonseca colocou no seu blog, e a que, sardonicamente, apôs o sintético título reticente «POIS...» para bons entendedores, fiz o comentário seguinte:

«Às vezes, um escrito estrangeiro vem confirmar o que pensávamos sobre o cinismo do mundo, que com uma mão vende as armas e com a outra dá o pão. Aconteceu connosco isso mesmo, toda a gente sabia que as colónias estavam a ser bem defendidas pelas tropas portuguesas e que foram entregues sem sequer de mão beijada. Os outros povos mandam os seus homens com as suas armas para alargar poderios ou proteger comércios ou ideologias. Nós desfizemo-nos de compromissos com os territórios que tínhamos há muito e que Salazar defendia, naturalmente, como era sua obrigação. Gostei a valer deste texto de Jonathan Llewellyn reposto numa altura em que já se pode "repor", embora a maioria continue silenciosa e acomodada. Ou esquecida. A caminho do "nada".»

 

 Berta Brás

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