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A bem da Nação

ENSAIO SOBRE RELIGIÃO - 4

 

 

- C –

 

 

  Cabala  – Do hebreu qabbalah, “tradição, doutrina esotérica sobre Deus e o universo, como uma antiga revelação que se transmite entre iniciados. A cabala é sobretudo especulativa, mas tem grande influência sobre os espíritos, judeus ou não, curiosos de esoterismo, e interessa principalmente aos ocultistas modernos.

 

Çakti  – Energia feminina do Deus de quem é esposa. Os çakta são hindus que adoram a energia cósmica e geradora sob a forma de uma divindade feminina.

 

Calvinismo  – Doutrina reformada por Calvino, no séc. XVI. Opôs-se a Lutero pela teoria da predestinação da graça, assegurando a eternidade a alguns eleitos. Suprimiu todos os sacramentos excepto o baptismo, nega a transubstanciação da eucaristia, e só admite as línguas vernáculas. A severidade do calvinismo deu origem aos puritanos.

 

Candomblé  – Religião derivada do animismo africano onde se cultuam os orixás. Sendo de origem totémica e familiar, é uma das religiões afro-brasileiras praticadas principalmente no Brasil, onde as religiões não são vistas como exclusivas, e muitas pessoas de outras crenças religiosas — até 70 milhões, de acordo com algumas organizações culturais Afro-Brasileiras — participam em rituais do candomblé, regularmente ou ocasionalmente. Orixás do Candomblé, os rituais, e as festas são agora uma parte integrante da cultura e parte do folclore brasileiro. No tempo das senzalas, os negros para poderem cultuar seus orixás, nkisis e voduns usaram como camuflagem um altar com imagens de santos católicos e por baixo os assentamentos escondidos. Este sincretismo já havia começado na África, induzida pelos próprios missionários para facilitar a conversão. Depois da libertação dos escravos começaram a surgir as primeiras casas de candomblé, e é fato que o candomblé de séc. tenha incorporado muitos elementos do cristianismo. Imagens e  crucifixos eram exibidos nos templos, orixás eram frequentemente identificados com santos católicos,    algumas casas de candomblé também incorporam entidades caboclos, que eram consideradas pagãs como os orixás.

 

Capuchinhos  –  Os frades menores capuchinhos  (OFM Cap.) é da família franciscana. A ordem surgiu por volta de 1225,  quando  Matteo da Bascio, um Franciscano, se deu conta que a roupa vestida pelos Franciscanos não era do mesmo tipo usada por São Francisco de Assis. Assim, ele fabricou um capuz pontudo e começou a andar como um itinerante. Seus superiores tentaram suprimir essas inovações, mas em 1528 conseguiram obter uma bula do Papa Clemente VII. Foi-lhes dada a permissão de viver como eremitas, de vestir-se com o novo hábito, usarem barba, além de gozarem dos mesmos direitos dos camaldulenses  (religiosos que viviam como eremitas). Essas permissões não foram dadas somente a eles, mas também a todos que quisessem se juntar aos mesmos, a fim de restaurarem a obediência à Regra de São Francisco, aprovada como um ramo da primeira ordem de São Francisco de Assis em 1517 pelo papa Leão X.

 

Carmelitas  – Ordem fundada em 1451 por Jean Soreth, o geral do Carmelo. A reforma de Santa Teresa d’Ávila, em 1562, repôs a ordem na sua sua rigidez primitiva. São contemplativas e vivem fechadas em claustros.

 

Carmelo  – Nasceu dos eremitas que viviam nas grutas do Monte Carmelo. No séc. XII submeteram-se à Ordem de São Basílio, e fundaram a Ordem dos Carmelos. É uma ordem contemplativa religiosa, composta de três ramos: - os Grandes Carmelos (da antiga observância) também chamados de Carmelos mistos,  instituída em 1237; - Eremitas da Bem Aventurada Virgem Maria do Monte Carmelo,  Carmelos Descalços,   congregação religiosa estabelecida no séc. XVI a seguir à reforma da Ordem por Teresa d'Ávila e Jean de la Croix; - A terceira ordem carmelita, composta por leigos vivendo a espiritualidade do Carmelo.

 

Cartuchos  – Do francês Chartreux. Ordem fundada por São Bruno nas montanhas Grande-Chartreuse, em 1084. De grande austeridade, como  a regra de São Bento, mas os monges vivem separados só se juntando na capela ou nos passeios semanais.

 

Cátaros – Do gr. katharos, puros. Fiéis duma religião maniqueísta, que sacudiu a cristandade do Ocidente. Foi um movimento que buscava as suas raízes na simplicidade dos primeiros tempos do cristianismo.   O movimento foi tão forte no sul da Europa e na Europa Ocidental que a igreja Católica Romana passou a considerá-lo uma séria ameaça à religião; foram perseguidos como hereges – a heresia dos albigenses, da cidade francesa de Albi.

 

Catolicismo  – do gr. katholikos, universal. Religião do Cristo seguida pelos seus apóstolos. Com base na Bíblia, mas sobretudo no Novo Testamento, a Boa Nova, por conter a frase que define a sua essência: “Amai-vos uns aos outros.”

 

Celtas  – Povos do grupo indo-europeu que se constituíram no II° milénio a.C., de organização clânica. A sua religião, segundo a arqueologia e tradição céltica da Irlanda, cultuava a fertilidade e honrava Deuses de características zoomórficas. Deusas guerreiras e Deuses sanguinários exigiam atrozes sacrifícios humanos. Desapareceu pouco depois do cristianismo, mas sobreviveu no folclore e nas lendas.

 

Chamanismo  – Do sânsc. sramana, “homem inspirado pelos espíritos”. Conjunto de práticas, mais do que religião, comum a povos da região ártica, norte americana e norte asiática. Foi descrito pela primeira vez no séc. XII por vikings, entre os lapões.

 

Ciência cristã  – Religião fundada por Mary Baker Eddy – 1821-1910 – Autora do livro Ciência e Saúde com a Chave das Escrituras, fundou a primeira Igreja de Cristo, Cientista, em Boston, e foi  presidente da Faculdade de Metafísica de Massachusetts. Dedicou mais de 40 anos ao estabelecimento da Ciência Cristã, consolidando a posição como pensadora religiosa e fundadora de um movimento religioso de alcance global e que está alicerçado na simplicidade do Cristo, seu poder divino atemporal e na Cura Cristã, aberta e acessível, prática e aplicável a todas as circunstâncias do quotidiano humano. Em Dezembro de 2006, a Mary Eddy figurou na lista de 100 nomes da Revista americana The Atlantic como uma das pessoas que mais influenciou a história Americana.

 

Cientologia - A Igreja da Cientologia é um dos mais controversos movimentos religiosos modernos que surgiram no século 20. Tem sido muitas vezes descrita como um culto que faz lavagem cerebral, defrauda e abusa financeiramente de seus membros, cobrando taxas exorbitantes por seus serviços espirituais.

 

Cistercienses  – Religiosos da Abadia de Citeaux, França, fundada em 1098, por São Roberto, que queria voltar a dar aos beneditinos a severidade da regra. Em 1113 São Bernardo, seduzido pela austeridade ali professou e tornou-se o abade de uma das abadias, Clairvaux.

 

Confucionismo  – Conjunto de ritos e crenças, baseados nas obras clássicas e compiladas por Confúcio (Kung Chiu, Kung Chung-ni,

nasceu em meados do séc. VI (551 a.C.), em Tsou, uma pequena cidade no estado de Lu). Até onde se pode conhecer a história religiosa da China encontra-se o Céu como o Grande Deus, Thian; abaixo residem os espíritos, príncipes invisíveis, génios e o mundo dos espíritos dos antepassados. O culto destes remonta à alta antiguidade, e é uma referência aos anciãos, aos velhos, aos costumes e ao respeito devido aos progenitores. Este culto doméstico foi introduzido por Confúcio.

 

Congregação de São Vicente de Paulo  – Fundada em 1845 por Jean Le Prévost, para a evangelização dos trabalhadores e dos pobres.

 

Contra-Reforma  – Movimento cristão de renovação e de luta contra o que se considerou heresia, onde a igreja católica procurou se reformar a ela mesma.

 

Copta­  – Além de uma língua que significa “egípcio”, em gr., a religião copta é um aspecto do cristianismo oriental que vem dos primeiros séculos. Os coptas são monofisitas e monotelistas, admitem os sete sacramentos, mas, por costumes locais antigos, praticam a circuncisão, observam interdições alimentares (kosher e porco) e devem fazer uma peregrinação a Jerusalém.

 

Corão – Do árabe qu’ran, o livro santo do Islão, considerado como a palavra de Deus transmitida a Moisés pelo anjo Gabriel. O Livro dos Crentes para os muçulmanos, um guia infalível e para a humanidade um obra prima da literatura árabe.

 

Credo  – Do lat. “eu creio”, redigido pelos apóstolos, e confirmado no concílio de Niceia de Bitínia (Iznik, Turquia) em 325 a.C. pelo Imperador Constantino  Foi a primeira tentativa da igreja de obter um consenso através de uma assembleia representando toda a cristandade. O seu principal feito foi o estabelecimento da questão cristológica entre Jesus e Deus, o Pai, a construção da primeira parte do Credo Niceno, a fixação da data da Páscoa, e a promulgação da lei canónica.

 

Cripta  – Do gr. kruptos, “escondido”. Lugar secreto onde os primeiros cristãos se reuniam para celebrar o seu culto, enterrar os seus mortos e honrar os seus mártires. Utilizavam muitas vezes antigas pedreiras abandonadas.

 

(continua)

 

Dezembro de 2013

 

 Francisco Gomes de Amorim

 

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