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A bem da Nação

O FUTURO A DEUS PERTENCE... MAS...

 

 

Velho adágio! Desde tempos imemoriais procurando ser desmentido pelos “espertos”! A esta casta pertenciam os sacerdotes da alta antiguidade, as pitonisas em Delfos, e continua nos astrólogos, cabalísticos, feiticeiras, bruxas, xinguilas, ngangas, xamãs, leitores de tarô, “intérpretes” de búzios ou das entranhas de animais, e até naqueles que “simplesmente lendo” as linhas da mão ficam a prever tudo!

 

Até Zaratustra é posto à prova. Os séculos vão passando e, depois de qualquer acontecimento de destaque sempre aparecem uns estudiosos que relacionam esse caso com escritos zaratustrianos! Vê-se que não têm muito em que ocupar a mente!

Aos profetas bíblicos não terá sido tão difícil anunciar a palavra de Deus, porque, homens santos, sempre acreditavam que os homens um dia (quando?) seriam melhores. Anunciou-a até Francisco de Assis e os homens de boa vontade; os que pregam que o paraíso pode estar mesmo aqui, na Terra.

 

Conta a Bíblia que um dia José, vendido como escravo para o Egipto, interpretou o terrível sonho do faraó e previu os sete anos de fartura seguidos dos sete de fome. Talvez o único, e assim mesmo, estando escrito na Bíblia... ninguém cientificamente garante a sua veracidade.

 

A ciência dos futuros, disse Platão, é a que distingue os deuses dos homens, e daqui lhes veio sem dúvida aquele antiquíssimo apetite de serem como deuses. Aos primeiros homens, a quem Deus tinha infundido todas as ciências, só a dos futuros lhes faltava, e esta o Demónio lhes prometeu, quando lhes disse: Sereis como Deuses, conhecendo o bem e o mal.

 

No homem “a esperança é a última a morrer”, mas apesar de muito “seguras”, as promessas dos antigos profetas, cansavam o povo de tanto esperar por elas. Esperavam e desesperavam, porque primeiro se lhes acabava a vida do que se concretiza a esperança!

 

Deixavam os pais em testamento as esperanças aos filhos, aos netos e nem estes chegavam a ver o cumprimento do esperado.

 

A Abraão prometeu Deus as terras da Palestina, mas foi preciso que Josué as conquistasse com a espada, talvez mil anos mais tarde!

 

É sempre maior a utilidade do conhecimento das cousas passadas do que só a esperança nas futuras. Por isso os egípcios não olhavam para o deus do céu porque, mesmo vivendo exclusivamente das águas para a agricultura, não era o deus do céu que as mandava, mas o Nilo que as trazia!

 

Não só a ciência como o bom senso, permitem hoje que se faça um pouco de futurologia a curto prazo! A longo... ainda não.

 

Com tanto desperdício por estupidez e cupidez, a Europa entrou numa espiral invertida. Não como os tornados que puxam tudo para cima, mas outra que a está puxando para baixo. E assim não foi difícil antever que os governos que foram apanhados pelo rebentar da crise fossem postos fora. Grécia, Itália, Espanha e Portugal, Holanda, Grã-bretanha, e agora a França, terra dos bons vinhos, gastronomia e greves, sobretudo greves, que tanto ajudam a corroer por dentro. E outros se seguirão.

 

Nenhum dos novos governos que entrou ou vai entrar para enfrentar a crise sairá indemne. Vão todos perecer porque não têm mais meios para sair da recessão. Parece que ainda não entenderam o “recado” do FMI: Não é com arrocho que se avança, mas com criação de postos de trabalho, que se faz a riqueza.

 

É aqui que entra a esperança, a tal que, mesmo anunciada pelos profetas sempre morria com cada geração. E nova espiral se forma.

 

Um dia os países vão poder voltar a viver com alguma dignidade. Quando? Por enquanto... esperança. Só.

 

A bola de cristal no que diz respeito aos EUA não também aparece muito nítida! Mas à sua volta a energia que se sente é negativa.

 

Apanhados no mesmo turbilhão da Europa, e talvez o principal responsável de toda esta desgraça, lutam vigorosamente para sobreviver. Mas, oh! Perversa esperança! Aproximam-se as eleições para a presidência e o candidato da extrema-direita, um fundamentalista cristão (não será um contra-senso um cristão ser fundamentalista em vez de universalista?) vai querer continuar a manter os privilégios dos milionários, abandonando às suas sortes os menos favorecidos.

 

E os milionários são os fabricantes de armas, a indústria farmacêutica, a Bolsa, a banca. Mesmo na nebulosa que circunda a “bola de cristal” parece antever-se uma maior degradação do país mais rico do mundo! E um aumento – se tanto for possível – da tensão no Médio Oriente.

 

Além disso, segregacionistas, até hoje não se perdoam ter perdido as últimas eleições para um negro! Isso os fundamentalistas não engolem. A esperança, nos EUA, será o voto dos jovens, dos latinos e dos mais desfavorecidos, que os há aos milhões no país da teórica “Liberdade e Igualdade”. E eu gostaria de apostar nesta esperança.

 

Para o mundo inteiro a esperança está no Quinto Império! O Império do Espírito Santo, com um imperador menino, sem fome e sem presos, nem cadeias. O “quando” é que demora. Vão passar-se gerações e gerações até que isso aconteça.

 

No Brasil, o país do futuro que Stefan Zweig “previu” há mais de setenta anos, tarda também a chegar. O país não entrará no futuro enquanto tiver um congresso podre, uma corrupção incomensurável, uma educação deficiente, treze milhões de pobres, um governo de compadrios escusos, um judiciário que obedece ao executivo, e nem mesmo distribuindo dinheiro, não por caridade mas para compra de votos, em vez de investir com força, muita força, na criação de postos de trabalho.

 

O Quinto Império é um sonho. A verdadeira esperança. E é bonito sonhar. Mas não chega. Entretanto é preciso combater, os muitos “status quo” que impedem, impossibilitam, que todos os povos alcancem o seu Futuro.

 

25/04/2012

 

 Francisco Gomes de Amorim

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