ARENDT E MARX
O trabalho é a actividade que corresponde ao artificialismo da existência humana (...) porque (...) produz um mundo artificial de coisas nitidamente diferente de qualquer ambiente natural.
(Agosto de 1950)
Hanna Arendt, in The Human Condition, University of Chicago Press, ed. 1984, pág. 7
É claro que não preconizo o ócio, esse que considero o «pai» de todos os vícios, mas dá gosto comparar esta frase arendtiana com a alienação marxista, sobre o que ela escreve a páginas 253-254 da mesma obra:
A moderna perda de fé não é de ordem religiosa na sua origem e o seu alcance não se limita à esfera religiosa. Pelo contrário, a evidência histórica demonstra que os homens modernos não foram arremessados de volta a este mundo, mas para dentro de si mesmos. O que distingue a era moderna é a alienação em relação ao mundo e não, como pensava Marx, a alienação em relação ao ego.
Outubro de 2013

