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A bem da Nação

Operacionalizar-mos ?


 
 
 
«Há um provérbio húngaro que diz: "É por sua língua que um país vive". É muitas vezes num certo culto da língua nacional e de vários outros elementos do patrimônio nacional e do folclore que a consciência patriótica vai buscar as razões da sua sobrevivência e de sua grandeza. » (Correio da Unesco, Maiode 1986, pág.23).
 
De muitos pensadores saem outras verdades que os milênios de vida do homem
tem confirmado serem verdades básicas, tais como "povo que perde ou renuncia
às suas raízes está condenado a perder a sua identidade."
 
Aqui no Brasil estes pensamentos e estas verdades parecem, muitas vezes estar invertidas, o que não é muito para admirar visto estarmos no hemisfério sul, sempre representado na parte inferior do globo, sem que ninguém saiba qual a parte deste que está por cima. Mas enfim.
 
Na Tv brasileira passam filmes legendados com um linguajar ou escrevinhar do
tipo "vc ax bm q ç pass?" - Traduzindo: Você acha bem o que se passa?
 
Qual a intenção da emissora de Tv? Destruir o patrimônio nacional que é a nossa língua? E porque o ministério da cultura não interfere? Liberdade jornalística? Ou... incapacidade e quem sabe se cumplicidade?
 
Há dias um hotel de 5 estrelas mandou um orçamento para um jantar, caríssimo, que tinha algumas preciosidades semânticas: começava por oferecer um Jantar privativo empratado!  Jantar empratado! Uma delícia! E por fim, depois de apresentar um cardápio caricato, com termos franceses e ingleses, quase todos mal escritos, pede uma resposta rápida para "operacionalizar-mos o pedido"!  Fiquei imaginando o pessoal do hotel: uns a operacionalizarem-se com o pedido e os cozinheiros a empratarem a comida do hóspedes.
 
Não chega a ser uma vergonha. É uma tristeza.
 
Mas como não há-de ser assim se até um indivíduo que encontrei não faz muito
tempo, de sobrenome Silva, afirma a pés juntos que não é descendente de
portugueses, mas sim de celtas! Logo de celtas! Ninguém sabe como ele terá
montado a sua árvore genealógica para chegar a tão longínquas raízes, mas... em vez de árvore não será "um molho de capim genealógico"... para burros?
 
Empratando a operacionalização, quem sabe se algum dia se vai ensinar melhor
nas escolas, sobretudo nas oficiais! U q vc ax?
 
 
 
Rio de Janeiro, 30 de Março de 2006
 
Francisco Gomes de Amorim

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