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A bem da Nação

«PRIMUM INTER PLURES PARES»

 

Nos tempos do Padroado e do Império Português do Oriente, ao Arcebispo de Goa foram atribuídos os títulos de Primaz da Índia e de Patriarca do Oriente. Tratava-se de títulos que correspondia a uma efectiva tutela sobre os assuntos da Igreja naquelas vastíssimas regiões da Terra, mas com o fim do Padroado e do Império, os títulos passaram a meramente honoríficos. E assim tem sido…

Contudo, (creio que foi) em 2019, o actual titular da Arquidiocese de Goa e Damão foi eleito Presidente da Conferência Episcopal da India e já nesta segunda quinzena de Fevereiro de 2024 em que nos encontramos, foi eleito Presidente da Federação das Conferencias Episcopais da Ásia congregando mais de trezentos Bispos.

Os títulos de Primaz e de Patriarca continuam a ser apenas honoríficos, mas o «primum inter plures partes» (o primeiro entre muitos iguais) fala português e a lusofonia sorri.

 

26 de Fevereiro de 2024

Henrique Salles da Fonseca

AS BARBAS E O MOLHO

Atendendo ao que dizem os telejornais, parece elevada a probabilidade de Trump ganhar a corrida à Casa Branca.  Desconheço os parâmetros incluídos nesses cálculos, para chegar a tal conclusão, mas eu considero que:

  • Sendo um relativamente bom Presidente, Biden é um candidato medíocre que não arrasta turbas ululantes em clangores sem fim;
  • Trump é o candidato da turba multa pois está sempre a destabilizar o «establisdment» que é o que os de baixo mais gostam de fazer aos de cima;
  • O voto em Biden é tendencialmente erudito e cerebral;
  • O voto em Trump é popular, emotivo.

* * * *

Entretanto, neste primeiro trimestre de 2024 em que escrevo, já Trump provocou uma fractura na sociedade americana que pode resultar em graves danos na segurança interna dos próprios EU. Se à fractura interna (traduzida no bloqueio legislativo) somarmos a ameaça de incentivo ao inimigo para que ataque aliados dos EUA até mesmo ao abandono da NATO, creio que na Europa temos todas as razões para pormos as barbas de molho.

Convém, desde já, irmos considerando que Trump será o autor de uma nova ordem mundial em que a Europa continuará a ter a Rússia como inimiga não podendo nós contar com a ajuda Americana, se não mesmo com a sua animosidade. Façamos desde já de conta que os EUA, já, não pertencem à NATO. O problema da substituição dos EUA não é solúvel, mas pode ser reduzido se promovermos a nuclearização do Canadá e da Escandinávia ao mesmo tempo que reforçarmos o flanco sul convidando para a nossa organização Militar o México, Cabo Verde, Marrocos, Tunísia e Egipto. Assim conseguiríamos alguma segurança na zona de influência de Cuba e Venezuela (onde ainda só temos os três “porta aviões” que são Aruba, Bonaire e Curaçau). Mais segurança também em toda a zona Atlântica até hoje desprotegida bem como ao longo da costa sul mediterrânica e mais de  metade do  Mar Vermelho. Ficam pelo meio países de confiança dúbia.

Fevereiro de 2024

Henrique Salles da Fonseca

DA FISCALIDADE

 

Diálogo entre Colbert e Mazarino durante o reinado do Luís XIV

 

 

• Colbert: Para encontrar dinheiro, há um momento em que enganar [o contribuinte] já não é possível. Eu gostaria, Senhor Superintendente, que me explicasse como é que é possível continuar a gastar quando já se está endividado até ao pescoço…

• Mazarino: Se se é um simples mortal, claro está, quando se está coberto de dívidas, vai-se parar à prisão. Mas o Estado… o Estado, esse, é diferente!!! Não se pode mandar o Estado para a prisão. Então, ele continua a endividar-se… Todos os Estados o fazem!

• Colbert: Ah sim? O Senhor acha isso mesmo ? Contudo, precisamos de dinheiro. E como é que havemos de o obter se já criámos todos os impostos imagináveis?

• Mazarino: Criam-se outros.

• Colbert: Mas já não podemos lançar mais impostos sobre os pobres.

• Mazarino: Sim, é impossível.

• Colbert: E então os ricos?

• Mazarino: Os ricos também não. Eles não gastariam mais. Um rico que gasta faz viver centenas de pobres.

• Colbert: Então como havemos de fazer?

• Mazarino: Colbert! Tu pensas como um queijo, como um penico de um doente! Há uma quantidade enorme de gente entre os ricos e os pobres: os que trabalham sonhando em vir a enriquecer e temendo ficarem pobres. É a esses que devemos lançar mais impostos, cada vez mais, sempre mais! Esses, quanto mais lhes tirarmos mais eles trabalharão para compensarem o que lhes tirámos. É um reservatório inesgotável.

 

in Le Diable Rouge, de

(Traduzido do original francês por Henrique Salles da Fonseca)

ANTES DE O SER...

…  JÁ O ERA             

 

Ao fim de alguns séculos, Santo Anselmo e Steve Jobs encontram-se para um «chat» enquanto saboreiam capilés sentados numa nuvem branca.

A brincadeira anterior serve apenas para mostrar como a tecnologia é determinante nos pensamentos de dois homens inteligentes.

* * *

Santo Anselmo começa o seu Argumento Ontológico com a afirmação de que «basta uma pessoa pensar em algo para que esse algo exista». De seguida, desenvolve o seu raciocínio até provar a existência de Deus.

Este «movimento conceptual» começa no homem para ser arquivado numa nuvem ao estilo da de Steve Jobs, aí ficando ao dispor do conhecimento humano.

Contudo, admito outro   tipo de «movimento» pois, no essencial, tudo existe mesmo que o homem não o conheça.  Num exemplo algo rude, o caminho marítimo para a Índia já existia antes de Vasco da Gama o descobrir. Mas a esfericidade já existia até que o homem a fatiou e percebeu que a roda é mais fácil de puxas do que o paralelepípedo.  O troglodita percebeu que podia deixar recados à mulher partindo para a caça enquanto ela dormia deixando-lhe sinais e sinalefas entendíveis. E assim nasceu a escrita que, na essência da comunicação, afinal, já existia. Bastava o homem puxar u pouco pela imaginação.

 

Sim, na essência, já tudo existe faltando apenas limar arestas e juntar as peças. Ou seja, tudo se descobre, nada se inventa.

Eis como podemos afoitadamente afirmar que tudo já era antes mesmo de o ser.

Afinal, a Santo Anselmo só faltou a tecnologia de Steve Jobs.

E que a descoberta substitua a invenção sem, contudo, desprezarmos a impres,cindível remoneração d invreestigação.

 

 

Janeiro de 2024

Henrique Salles da Fonseca

BILIOSOS E SANGUÍNEOS

 Radical, o inabalável nas suas firmes convicções irredutíveis, inegociáveis para quem só o castigo purifica e redime os desvios.

* * *

Natural de Tarso, no Leste da actual Turquia, Saúl – a que também chamavam Saulo – era o mais radical de uma família ultra -ortodoxa Judaica. Para além do estudo da Lei Judaica, Saúl dedicava-se a combater o Cristianismo e a castigar os cristãos com que se cruzava

Conta o próprio que, caminhando certa vez pela estrada de Damasco, se lhe revela o Espírito Santo que lhe pergunta «Saulo, por que me fazes tanto mal?». Maravilhado com a revelação, Saúl de imediato se apercebeu da Divindade de Jesus Cristo e ali mesmo se converteu ao Cristianismo sob o nome de Paulo.

Mudou de fé, mas não terá mudado muito de temperamento algo bilioso e eis como nasce o radicalismo na Igreja também ela então nascente. Por contraste com o temperamento benigno e sanguíneo do pescador Simão a quem Jesus chamou Pedro.

Pesassem embora as diferenças entre o suave Pedro e o irrequieto Paulo, os romanos imperiais deram o mesmo tratamento aos dois Homens, mas nada conseguiram contra as suas ideias, as fundadoras da Igreja.

A via biliosa, castigadora, fundada por S. Paulo, foi-se desenvolvendo até que chegou a S. Tomás (de Aquino) e a S. Domingos (de Gusmão deles passando a Frei Tomás de Torquemada (Inquisição/Congregação para a Doutrina da Fé), Papa Bento XVI.

A via sanguínea, do perdão aos arrependidos, nasceu com Jesus, passou a S. Pedro, evoluiu até S. Francisco de Assis, a Stº Inácio de Loiola e, passando por outros, chegou ao Papa Francisco, o bom.

 

Janeiro de 2024

Henrique Salles da Fonseca

FELIZ ANO NOVO

Ou

MULHERES PARA HOMENS

 

Feliz ano para quem tenha sentido de humor!

Hoje começo com duas verdades absolutas, indiscutíveis:

1ª-As mulheres algarvias são bonitas;

      2ª- Toda a regra tem excepção.

A aplicação da segunda à primeira regra chamava-se Brites de Almeida, era natural de Silves, teria um «buço» de fazer inveja a qualquer Sargento de Cavalaria e não precisava de usar calças no Inverno porque a «penugem» nas pernas a protegia do frio. 

Por motivos de casamento – naqueles tempos proto-imperiais os homens portugueses eram muito corajosos e casavam com mulheres bigodadas – a «gentil» nubente rumou ao centro de Portugal onde, qual «Panzer avant la lettre», participou na batalha de Aljubarrota para grande azar daqueles espanhóis que, na fuga, se enganaram no esconderijo e a quem ela «tratou o sarampo» com a pá de raer o seu forno do pão. Passou à História como «a padeira de Aljubarrota». Onde está a sua estátua?

* * *

  1. Martinho Taumaturgo Castello Branco, 2º Conde de Vila Nova de Portimão, recebeu alvará de D. Manuel I para explorar o prostíbulo conhecido por «Paço da Mãe Joana».

Local de liberdades exacerbadas, crê-se que assim terá nascido a pergunta «Você acha que isto é da Joana ou quê?»

* * *

  1. António Pimentel do Lago, natural de Amarante, foi Embaixador de Filipe III de Portugal/IV de Espanha junto da coroa da Suécia, então usada por Cristina Wasa. Não terão ficado registado oficialmente os méritos daquele que era conhecido na Suécia por «O Amarante» mas a Raínha apaixonou-se por ele com tanta veemência que o segurou nos reais braços até o nosso embaixador, atacado pela «fraqueza de peito», ter exalado o último suspiro. Inconsolada, a Raínha decidiu homenagear o seu amante instituindo aquela que ainda hoje é a mais importante Ordem Honorifica da Suécia, a «Stora Amarantenorder» que é como quem diz a «Grande Ordem de Amarante».

Não terá sido por acaso que a Suécia foi o primeiro país a reconhecer a nossa soberania depois de 1640. Reinava D. João IV e por cá o povo deu VIVAS À CRISTINA!

Reinava já D. Pedro II quando, auto-exilada em Roma Cristina levou o Cardeal Dezzio Azolino, seu novo amante, a induzir a Santa Sé a reconhecer a nossa soberania. E o nosso povo voltou a bradar VIVAS À CRISTINA!

 

Janeiro de 2024

Henrique Salles da Fonseca

CAMBÃO

 

Chama o noso povo de cambão ao acordo particular (tendencialmente secreto) de preços entre os agentes económicos do mesmo lado do mercado (da Procura ou da Oferta) de modo a anularem a concorrência entre eles e atirarem o risco para o outro lado do mercado.

* * *

Este tipo de actuação concertada só é possível em oligopsónios («não compramos acima do preço X») e do oligopólio («não vendemos abaixo do preço Y»), ou seja, em situações nominativamente identificadas, tudo ao arrepio da transparência dos mercados.

Um mercado é transparente quando a Oferta e a Procura nele se encontram em total liberdade e anonimato donde resultam preços publicamente conhecidos.

Face ao que se deve concluir que em Portugal não há mercados transparentes uma vez que o grande comércio de retalho constitui um poderoso oligopsónio que se impõe facilmente a uma miríade de potenciais fornecedores, sempre sob a ameaça da alternativa da importação que ninguém investiga se por ali anda algum dumping à mistura.

Não contentes com esta prática generalizada do esmagamento dos preços à produção, o cenário ainda é «enfeitado» com a produção cerealífera nacional (~5% do nosso consumo de cereais) a ser cotado em conformidade com a… Bolsa de Chicago!  Mais ainda, o décor do cenário vai ao cúmulo do absurdo com as Lotas a cotarem o pescado em leilão descendente - o campo mais fértil para o cambão da Procura.

Aqui chegados, dá para perguntar como é que em Portugal ainda há quem se arrisque a semear uma batata e a pescar um carapau. É que, se o cambão existe como hábito pernicioso (vício) do mercado, não faz qualquer sentido que seja o próprio Estado a fomentá-lo como no caso das Lotas ou a permiti-lo com passividade como no caso do grande retalho. E se a este cenário tão adverso à produção juntarmos a ideia caótica de que o Consumo é o motor do desenvolvimento, dificilmente se compreende que haja – nomeadamente na classe política –quem se espante com a dimensão astronómica da dívida externa privada, com a exaustão do crédito externo do nosso sistema bancário e com a passagem deste para o controlo estrangeiro.

E, contudo, é relativamente fácil resolver o problema: basta promover a distribuição equitativa do risco entre a Oferta e a Procura (actualmente e desde há algumas décadas, o risco incide maioritariamente sobre a Oferta).

Falta apenas nomear alguém que lidere um Ministério da Agricultura e Pescas que não seja apenas uma caixa distribuidora de subsídios. E que isto aconteça no novo ano.

Votos de feliz 2024 para todos e em especial para quem pertença à Oferta portuguesa.

30 de Dezembro de 2023

 

AGRICULTURA E PESCAS

LINHAS DE ACTUAÇÃO

 

  • LINHA EUROPEIA – Execução da Política Agrícola Comum (PAC) e da Política Comum das Pescas (PCP);
  • LINHA DOS PREÇOS - Assegurar a transparência dos mercados;
  • LINHA HÍDRICA - Obtenção da independência hídrica nacional;
  • LINHA PROFISSIONALIZANTE– Ampliação/criação da rede escolar profissionalizante equivalente ao 12º ano de escolaridade, (acção mista com o Ministério da Educação) Escolas Práticas de Agricultura e E.P do Mar.

* * *

NOTAS EXPLICATIVAS

  • Relativamente à segunda linha, constituição da «Bolsa de Mercadorias» onde se realizem transacções sobre produtos reais (à vista) e sobre futuros (produtos virtuais que, chegando a oferta e a procura a acordo de preço, serão produzidos e entregues em prazo certo).
  • Na terceira linha, trata-se de dotar cada bacia hidrográfica (em especial as da metade sul do nosso território continental) de central dessalinizadora (evaporação forçada por recurso exclusivo a energias renováveis – solar e eólica).
  • Na quarta linha (mista com o Ministério da Educação) combate ao abandono escolar precoce. Trata-se de promover as vias profissionalizantes.

Lisboa, Dezembro de 2023

Henrique Salles da Fonseca

NATAL

 Já passaram alguns anos desde que visitei a Basílica da Natividade e recordo o ambiente sombrio da nave central do templo. Por contraste, a zona onde se localiza a gruta mais sagrada do Cristianismo encontra-se profusamente iluminada por uma miríade de luzes, luzinhas e luzernas que encandeiam quem ali chega. A decoração, ao estilo ortodoxo grego, parece-me «kitsch» e pouco solene.  Mas será mesmo que «gostos não se discutem»?

Foi ali que me lembrei da pergunta que uns anos antes, um amigo meu, jesuíta, me colocara sobre se eu sabia quem era a companhia de Jesus. Atabalhoadamente, balbuciei algumas banalidades pseudo-históricas e ele, aprontando breve sorriso, me informa que a resposta é «a vaca e o burro são a companhia de Jesus no Presépio».

Mais me lembro de que, no extremo oposto do amplíssimo lajedo fronteiro à Basílica se Fiquei se saber se afirmava verdades da fé corânica ou se se  tratava de impropérios contra encontra uma Mesquita cujo altifalante exalava ensurdecedores decibéis. Mas o que sei é que passei a chamar àquele lugar o fronteiro à Basílica Fiquei sem saber se se tratava de afirmações da fé corânica  ou de impropérios contra quem têm outras pertenças de fé. Por isso, passei a chamar ao dito espaço «o lajedo do perdão e da vingança».

 

24 de Dezembro de 2023

Henrique Salles da Fonseca

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