ITE SCRIPTUM EST
Espero que não tenha sido debalde.
Até...
16 de Janeiro de 2026
Henrique Salles da Fonseca
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Espero que não tenha sido debalde.
Até...
16 de Janeiro de 2026
Henrique Salles da Fonseca
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Começo por louvar a iniciativa governamental «Programa Mais Cereais» que sendo imprescindível, parece não ser suficiente.
Os custos de contexto das agriculturas francesa e americana são muito diferentes dos homólogos portugueses, daí, ser absurdo praticar em Portugal os preços de formação alienígena.
Quanto aos locais onde se combinam preços para certos produtos (v.g. porco no Montijo vaca e cereais em Lisboa,…) não garantem a transparência do método de formação dos preços pois que se trata apenas de saber qual o «lobby» mais forte – os lances são nominais (em nome de cada Associação/empresa representada na mesa da negociação), consideram apenas mercadoria à vista (não fazem operações sobre futuros), não criam o verdadeiro garante da transparência que é o mercado secundário. Ou seja, não são Bolsas, são locais de primarismo mercantil que, para além do já referido, não dão acesso ao crédito bancário – nas Bolsas, as operações efectivadas são tituladas por documento endossável e descontável.
Só em mercados transparentes se formam preços efectivamente consensuais: um mercado é transparente quando a Oferta e a Procura se encontram livre e anonimamente (sem condicionantes administrativas ou legais e sem pressões lobistas), com divulgação pública das cotações de venda, de compra e efectivadas tanto para mercadorias à vista como para futuros e derivados (combinações de várias mercadorias). Ora, nada disto existe em Portugal pelo que podemos afoitadamente afirmar que os nossos mercados não são transparentes com evidente prejuízo da Oferta /produção como os baixíssimos níveis de autossuficiência demonstram.
PRIMEIRA CONCLUSÃO - Urge instituir a Bolsa de Mercadorias seja ela pública, privada ou mista.
Concluo renovando o louvor ao «Programa Mais Cereais»
1 de Janeiro de 2026, no 22º aniversário deste blog
Henrique Salles da Fonseca
No seguimento do «longo» texto anterior e dos comentários que mereceu, conclui-se que, por aqui, estamos todos de acordo no sentido de que a denúncia anónima é abjecta e desprezível.
Portanto, vou sugerir aos Partidos do «modo liberal» (PS, PSD, CDS, IL) bem como ao Governo para que se legisle de modo a que:
Dezembro de 2025
Henrique Salles da Fonseca
Será mesmo que a denúncia anónima começa por denunciar a falta de carácter do próprio denunciante?
Meditemos…
Dezembro de 2025
Henrique Salles da Fonsecas
n. - Porto - 21 de Dezembro de 1931
f. Rio de jardineiro - 12 de Dezembro de 2025
Este Blog está de luto
Putin – o inimigo
Zelensky – O Amigo
Trump – o traidor
Ursula von der Leien – Amiga
António Costa – Nosso
Xi Jin Pin – O ferrador (1 no cravo…)
Modi – Ofídio
Milei – Ousado
Lula – Boçal esperto
Bolsonaro – Boçal
Mohamed VI – O da marmita de Papin
General Sisi – Faraó amigo
Macron – L’enfant giflé
Rutte - Manietado
Dezembro de 2025
Henrique Salles da Fonseca
Natural de Amarante, D. António Pimentel do Lago foi Embaixador de Filipe III (IV de Espanha) em Estocolmo. Reinava Cristina Vasa que logo tratou de conhecer o Embaixador para além do Protocolo de Estado e a quem passou a trata-lo por «o Amarante».
Pode ter sido alguma corrente de ar boreal que tenha apanhado o Embaixador em trajes niilistas pondo-lhe as febres da «fraqueza do peito». Finou-se literalmente nos braços da rainha.
Destroçada pelo desaparecimento físico do amante Amarante, Cristina instituiu a «Grande Ordem de Amarante»/ «Stora Amaranten Orden» que consistiu na «garagem de recolha» dos conhecedores dos bordados dos reais lençóis, mas que depois de reformulada é hoje a maior Ordem Honorífica da Suécia.
Entretanto, em Lisboa o calendário chegou a 1 de Dezembro de 1640 e à defenestração de Vasconcelos. Quando a notícia chegou a Estocolmo, logo Cristina fez com que a Suécia fosse o primeiro país a reconhecer a soberania restaurada de Portugal. E os “Vivas à Cristina” passaram a ser o modo como o povo português dava expressão a sua alegria. Ah grande Amarante que depois de morto ainda viveste!
Passados uns tempos, Cristina abdicou – sem problemas para Portugal. Ainda se candidatou ao Trono da Polónia, mas o processo não vingou. Católica, auto-exilou-se em Roma.
E a festa continua…
… num círculo em volta de Cristina – a que ela chamava a sua Côrte – composta sobretudo por artistas, eruditos e políticos, com realce para Prelados.
Em Portugal chegara D. Pedro II ao trono logo se apressando a ordenar que se sacasse o Padre António Vieira SJ das garras da Inquisição – caso necessário, sem cerimónias. Cumprida a ordem, foi o Reverendo mandado para Roma com a missão de convencer o Papa a reconhecer a restauração da nossa Soberania.
Orador famoso, logo foi convidado para celebrar nas igrejas jesuítas de Roma.
Rapidamente Cristina o convidou para sua Côrte a fim de conversar sobre filosofia com os outros intelectuais. Aí conheceu o Cardeal Dezzio Azolino, membro da Curia, que também conhecia os bordados dos reais lençóis. Assim foi que a questão do reconhecimento da Soberania Portuguesa foi directamente tratada na Côrte Romana de Cristina em vez de Vieira perder tempo nos corredores do Vaticano.
Tinham, entretanto, passado 30 anos da revolução de 1 de dezembro de 1640, tempo em que prevaleceu o «lobby» espanhol.
A Santa Sé foi o último Estado a reconhecer a Soberania restaurada de Portugal.
Cristina esteve, pois, no início e na conclusão do processo de reconhecimento internacional da Soberania restaurada de Portugal.
* * *
Por ordem cronológica, um brado de louvor a
01 de Dezembro de 2025
Henrique Salles da Fonseca
Filosoficamente cínico e, portanto socialmente disruptivo, Diógenes deambulava pela Ágora de Atenas em pleno dia com uma lanterna acesa em busca de quem vivesse de acordo com a Natureza e não se guiasse pelas absurdas (no parecer dos cínicos) regras da “deturpante Civilização”.
* * *
Na nossa Ágora também temos disruptivos mais ou menos cínicos mas todos eles pugnando pela destruição do modelo humanista em que é o Estado que serve o cidadão, em que a liberdade é conceito unicitário e não fragmentado (ao contrário das «mais amplas liberdades» do Dr. Cunhal). Tudo envolto num quadro legal do domínio público e aplicação universal com rejeição de particularidades de pertenças mais ou menos secretas, ou seja, numa clara opção democrática, pluripartidária de inspiração liberal e repúdio de toda autocracia fascista de qualquer extremo da nossa Ágora e da homóloga europeia.
Faça-se luz ao centro, não se percam na floresta da laurisilva nem adormeçam ao som das canções dos Faunos mais ou menos faladas - mais ou menos gritadas.
Não podemos tergiversar na afirmação e defesa das nossas convicções em que a nossa moderação é a nossa força.
Não exitemos em denunciar os cínicos que abusam da liberdade que lhes permitimos e com ela tentam destruir-nos.
Armemo-nos para a nossa própria defesa e não apenas para enviarmos munições para a Ucrânia. O inimigo ataca pelas costas e nesta guerra as costas somos nós.
Diógenes foi um símbolo apalhaçado que não conseguiu destruir a Civilização Grega, uma das nossas próprias bases civilizacionais.
Vivam Platão e Aristóteles (ao outro não me refiro para evitar confusões histórico-numismático-cambiais)!
25 de Novembro de 2025
Henrique Salles da Fonseca
Escuro, noite adentro,
Acordei de sonho que nem sei
E dei por mim na floresta da laurisilva
A trautear músicas de Fauno
Suaves e floridas
Tocadas por flauta mágica
A encantar donzelas
Gentis e divertidas.
Facit lux, non dormities!
Novembro de 2025
HSF
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