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A bem da Nação

LEMBRANDO ESQUECIDOS

 

 

Natural de Amarante, D. António Pimentel do Lago foi Embaixador de Filipe III (IV de Espanha) em Estocolmo. Reinava Cristina Vasa que logo tratou de conhecer o Embaixador para além do Protocolo de Estado e a quem passou a trata-lo por «o Amarante».

Pode ter sido alguma corrente de ar boreal que tenha apanhado o Embaixador em trajes niilistas pondo-lhe as febres da «fraqueza do peito». Finou-se literalmente nos braços da rainha.

Destroçada pelo desaparecimento físico do amante Amarante, Cristina instituiu a «Grande Ordem de Amarante»/ «Stora Amaranten Orden» que consistiu na «garagem de recolha» dos conhecedores dos bordados dos reais lençóis, mas que depois de reformulada é hoje a maior Ordem Honorífica da Suécia.

Entretanto, em Lisboa o calendário chegou a 1 de Dezembro de 1640 e à defenestração de Vasconcelos. Quando a notícia chegou a Estocolmo, logo Cristina fez com que a Suécia fosse o primeiro país a reconhecer a soberania restaurada de Portugal. E os “Vivas à Cristina” passaram a ser o modo como o povo português dava expressão a sua alegria. Ah grande Amarante que depois de morto ainda viveste!

Passados uns tempos, Cristina abdicou – sem problemas para Portugal. Ainda se candidatou ao Trono da Polónia, mas o processo não vingou. Católica, auto-exilou-se em Roma.

E a festa continua…

… num círculo em volta de Cristina – a que ela chamava a sua Côrte – composta sobretudo por artistas, eruditos e políticos, com realce para Prelados.

Em Portugal chegara D. Pedro II ao trono logo se apressando a ordenar que se sacasse o Padre António Vieira SJ das garras da Inquisição – caso necessário, sem cerimónias. Cumprida a ordem, foi o Reverendo mandado para Roma com a missão de convencer o Papa a reconhecer a restauração da nossa Soberania.

Orador famoso, logo foi convidado para celebrar nas igrejas jesuítas de Roma.

Rapidamente Cristina o convidou para sua Côrte a fim de  conversar sobre filosofia com os outros intelectuais. Aí conheceu o Cardeal Dezzio Azolino, membro da Curia, que também conhecia os bordados dos reais lençóis. Assim foi que a questão do reconhecimento da Soberania Portuguesa foi directamente tratada na Côrte Romana de Cristina em vez de Vieira perder tempo nos corredores do Vaticano.

Tinham, entretanto, passado 30 anos da revolução de 1 de dezembro de 1640, tempo em que prevaleceu o «lobby» espanhol.

 A Santa Sé foi o último Estado a reconhecer a Soberania restaurada de Portugal.

Cristina esteve, pois, no início e na conclusão do processo de reconhecimento internacional da Soberania restaurada de Portugal.

* * *

Por ordem cronológica, um brado de louvor a

 

 

 

  • António Pimentel do Lago
  • Cristina Vasa
  • Padre António Vieira SJ
  • Dezzio Cardeal Azolino

 

01 de Dezembro de 2025

Henrique Salles da Fonseca

A LANTERNA DE DIÓGENES

 

 

Filosoficamente cínico e, portanto socialmente disruptivo, Diógenes deambulava pela Ágora de Atenas em pleno dia com uma lanterna acesa em busca de quem vivesse de acordo com a Natureza e não se guiasse pelas absurdas (no parecer dos cínicos) regras da “deturpante Civilização”.

 

* * *

Na nossa Ágora também temos disruptivos mais ou menos cínicos mas todos eles pugnando pela destruição do modelo humanista em que é o Estado que serve o cidadão, em que a liberdade é conceito unicitário e não fragmentado (ao contrário das «mais amplas liberdades» do Dr. Cunhal). Tudo envolto num quadro legal do domínio público e aplicação universal com rejeição de particularidades de pertenças mais ou menos secretas, ou seja, numa clara opção democrática, pluripartidária de inspiração liberal e repúdio de toda autocracia fascista de qualquer extremo da nossa Ágora e da homóloga europeia.

Faça-se luz ao centro, não se percam na floresta da laurisilva nem adormeçam ao som das canções dos Faunos mais ou menos faladas - mais ou menos gritadas.

 

Não podemos tergiversar na afirmação e defesa das nossas convicções em que a nossa moderação é a nossa força.

Não exitemos em denunciar os cínicos que abusam da liberdade que lhes permitimos e com ela tentam destruir-nos.

Armemo-nos para a nossa própria defesa e não apenas para enviarmos munições para a Ucrânia. O inimigo ataca pelas costas e nesta guerra as costas somos nós.

Diógenes foi um símbolo apalhaçado que não conseguiu destruir a Civilização Grega, uma das nossas próprias bases civilizacionais.

Vivam Platão e Aristóteles (ao outro não me refiro para evitar confusões histórico-numismático-cambiais)!

 

25 de Novembro de 2025

Henrique Salles da Fonseca

FACIT LUX

 

 

Escuro, noite adentro,

Acordei de sonho que nem sei

E dei por mim na floresta da laurisilva

A trautear músicas de Fauno

Suaves e floridas

Tocadas por flauta mágica

A encantar donzelas

Gentis e divertidas.

Facit lux, non dormities!

 

Novembro de 2025

HSF

 

OS PRIMOS DOS DEUSES

 

 

Durante a II Grande Guerra, no interior de Portugal, a paz confundia-se com a pasmaceira.

Foi a esse «bulício» que o então jovem médico-cirurgião se viu destinado por colocação num hospital(eco) em que dava consultas e fazia pequenas cirurgias. Tudo na calma e com o Senhor Doutor a grangear prestígio de quase-Deus.

Mas, certa vez, ocorreu grande aflição com um doente que já não aguentaria a demora e os solavancos até ao Hospital Regional.

O Doutor não exitou em o operar mas o doente morreu entre as suas mãos e no fio do bisturi. Chocado com a morte do doente, poisou os instrumentos cirúrgicos, retirou a máscara, despiu a bata, despediu-se de quem o rodeava, meteu-se no carro e … dedicou-se à agricultura. Não aguentara o choque de, afinal, não ser quase-Deus nem, sequer «primo dos deuses».

Quando o conheci já ele era agricultor e pai dos meus amigos João e Zé. Viveu longa e tranquilamente e eu continuo hoje– passados oito lustros da sua ida para a outra dimensão – a crer que ele nunca deixou de se considerar «primo dos deuses».

* * *

Durante seculos, desde o topo da pirâmide social até ao nível onde chegava o dinheiro, os pacientes de maleitas e doentes de males procuravam alívio ou cura junto dos médicos, curandeiros, endireitas, xamãs e charlatães; durante séculos, a ciência, o empirismo e a espiritualidade andaram de mãos dadas, mas, há relativamente pouco tempo, a Ciência adquiriu direito a Maiúscula e a glória dos médicos distribuiu-se por outros cientistas. Acabava o reinado exclusivo daqueles que, em terra de cegos, só tinham um olho.

Os médicos chegaram a 1974 e ao serviço Nacional de Saúde (SNS) para serem levados a substanciais quebras de facturação e passando de uma clientela pagadora, sofredora e grata para uma multidão exigente e ingrata.

Mas não há mal que sempre dure e eis que chegam os privados a investir na Saúde, a «roubar» médicos (e não só) ao SNS e a mostrarem que um doente saído vivo de um hospital privado fica mais barato do que o homólogo saído do público. 

Mistérios da gestão…

Entretanto, nos telejornais, os bombos da festa são as Ministras e outros responsáveis da Saúde mas, também entretanto, os telejornais informam que em Portugal há triplo de seguros de saúde em relação ao resto da Europa. Dá para perguntar se não anda por aí alguma mão invisível a manipular-nos…

Última questão: quem são hoje os «primos dos deuses»?

 

Novembro de 2025

Henrique Salles da Fonseca

 

 

QUANTO VALE O DINHEIRO?

 

 

O dinheiro vale na razão directa da confiança que as pessoas nele depositam. Não é por acaso que se fala da moeda fiduciária.

Mas a confiança é a ponta do iceberg de tudo o que lhe subjaz, nomeadamente a estabilidade ou instabilidade social e política na zona monetária em apreço, a pujança ou debilidade da sua economia(a questão do VAB ou VAL), saldos das contas públicas e da Balança de Pagamentos, etc., etc. Por trás de uma moeda que se dá ao respeito está necessariamente uma boa governação e por trás de uma moeda fraca está, muito provavelmente, o desmando, a governança.

Nos tempos por que agora passamos só numismatas e «tesoureiros» desbancarizados se interessam pelo valor material do «vil metal» sendo que o comum dos mortais se guia pelo que ditam as Bolsas e diz a imprensa financeira. Esperemos que esta imprensa não veicule muitas «fake news» sob pena de regressarmos ao valor de um boi calculado por não sei quantas ovelhas. E para que quero eu todas essas mais bocas para alimentar?

Nota quase final – As desvalorizações discretas ou deslizantes são um disfarce para esconder a incapacidade política de introdução das medidas necessárias à defesa da competitividade da economia servida pela moeda aviltada. Sim, as desvalorizações por Decreto são inúteis pois não resolvem os problemas subjacentes como são prejudiciais ao traírem a confiança que alguém ainda depositasse nos políticos mandantes nessa moeda.

Assim se vê a diferença entre o Euro e o Dólar do Zimbabwe.

Confiança na Moeda? Não! Confiança ou falta dela nos políticos que mandam na Moeda.

Atenção Trump!

Novembro de 2025

Henrique Salles da Fonseca

 

MAIS ARGENTINA

 

 

Princesa espanhola, Carlota Joaquina casou com o então herdeiro do trono de Portugal, o Príncipe D. João que, como Rei, viria a ser o VI desse nome.

Estando a Côrte Portuguesa no Brasil, meteu-se na cabeça de Carlota Joaquina ser Rainha de Buenos Aires. Tal foi o susto que os «porteños» apanharam que logo implantaram a República.

Já se passaram anos suficientes para acharmos que tarda um agradecimento dos argentinos a nós, portugueses, por termos guardado em exclusivo os serviços de tão «prestimosa» Senhora.

* * *

Jorge Luís Borges, ao cegar, passou a ter uma Senhora que o secretariava e que passava a escrito o que ele ia compondo e ditando. Uma dessas Senhoras tinha sido professora de piano de um jovem chamado Giorgio Mario Bergoglio.

Sim, em Buenos Aires podemos cruzar-nos na rua com a ajudante de um poeta injustiçado pelos do Nobel e professora de piano de um Papa.

Que diferença para outros países com mais prosápia…

 

Novembro de 2025

Henrique Salles da Fonseca

OS DOIS PILARES DO TEMPLO

Hoje, começo pela conclusão: Governação sem ética é governança.

* * *

Conheço a Argentina desde o Delta do Paraná-Rio da Prata até o Ushuaia-Terra do Fogo. Ou seja, conheço mais da Argentina do que a maior parte dos argentinos. Acho que é um País fantástico (cheio de fantasia) e formidável (capaz de ganhar forma como potência mundial).

Como país formidável, contam as enormes condições naturais que lhe permitiram na primeira metade do séc. XX ser potência mundial na produção de cereais e de carne até que houve um «levantado» vaidoso que deitou tudo a perder. Chamava-se Juan Péron e, para a maior desgraça do país, «deu corda» a Evita, a maior demagoga dos tempos modernos. Ele assumiu a Presidência do país, baseado no Sindicato dos Frigoríficos de Buenos Aires fazendo também a industrialização forçada; ela passou a gerir o Orçamento Social. As insolvências industriais a sucederem-se em catadupa; o Orçamento Social a exigir uma política monetária de fazer gripar rotativas, a inflação a tragar tudo e todos; a agricultura a não conseguir suportar tanto desmando. Evita adoeceu e morreu; o General foi apeado e exilado para Espanha. Mas o mal perdurou com «defaults» sucessivos até Javier Milei ser eleito e ter conseguido baixar a inflação dos 240% anuais para a casa dos 30%. Ainda é muita a tensão inflacionista mas os eleitores parece terem aprendido a lição e reforçaram nas recentes eleições intercalares aquele a quem os da demagogia tinham apelidado de «el loco».

Já basta a Argentina ter entrado nos compêndios de economia pelas portas do fundo para que agora possa entrar na Galeria de Honra das políticas Orçamental e Monetária que são os dois atuais grandes pilares do templo argentino.

Chegada a hora da sensatez lembro-me, de grandes fenômenos tais como Astor Piazzola, Carlos Kleiber, Martha Argerich, Jorge Luís Borges, o Papa Francisco e muitos outros em que me falha a memória…

Oxalá a demagogia justicialista não volte a entornar o caldo.

 

Outubro de 2025

 

Henrique Salles da Fonseca

 

 

 

O ERRO SEMÂNTICO

 

 

Do dicionário extrai-se que «desculpar» e «perdoar» são sinónimos mas…

  • Desculpar é o acto pelo qual o ofendido «entra» no pensamento do ofensor e lhe apaga algum peso que ele possa ter pelo mal praticado;
  • Perdoar é o acto pelo qual o ofendido apaga e perde os inconvenientes existentes na sua mente causados pelo agressor.

CONCLUSÃO: pela desculpa, o agredido liberta o agressor do sentimento de culpa permitindo-lhe o retorno à maldade sem mácula do passado mas, perdoando, a vítima fica incólume e o agressor continua a carregar o peso da culpa. A desculpa fica, assim, associada a irresponsabilidade e perdoar a pedagogia. Ou seja, não são sinónimos.

 

Outubro de 2025

Henrique Salles da Fonseca

CONTRIBUTO PARA UM HIPOTÉTICO PROGRAMA DE GOVERNO

 

 

Axioma inicial: a essência do desenvolvimento reside no factor humano.

A evidência da afirmação anterior torna-se flagrante quando comparamos a Suíça com o Afeganistão ou o Congo (ex belga) com o Japão.

* * *

Daqui resulta liminarmente que o «click» para o nosso desenvolvimento é a EDUCAÇÃO para que Portugal sublime o subdesenvolvimento crónico e «salte», no espaço de um decénio, para o pelotão da frente d0 desenvolvimento internacional.

 

Para que isso aconteça, são necessários dois Programas de Acção Estrutural, a saber: o Salto Cultural e a Revolução Verde.

 

SALTO CULTURAL

  • Erradicação do analfabetismo (a começar pela população prisional);
  • Valorização académica de alguns dos cursos ministrados pelo Instituto do Emprego e Formação Profissional (IEFP) dando equivalência ao 6º ano da escolaridade;
  • Desenvolvimento das Vias Profissionalizantes como alternativas à Via Clássica do Ensino Secundário;
  • Relançamento da Telescola (ao estilo do YouTube permitindo visualizações independentes em simultâneo);
  • «Convite» aos Institutos Politécnicos no sentido de instituírem o Ano Zero conferindo equivalência ao 12º e dando acesso aos cursos pós-secundários ministrados em cada uma dessas instituições.

 

REVOLUÇÃO VERDE

  • Criação da BOLSA DE MERCADORIAS para assim se garantir a transparência dos mercados dando equivalência de oportunidades à Oferta e à Procura na formação dos preços em mercados à vista e em futuros assim como fazendo desaparecer suavemente o actual oligopsónio;
  • Obtenção da INDEPENDÊNCIA HÍDRICA pela dessalinização com alambiques solares/eólicos (sem membrana de osmose nem consumo de energia fóssil).

 

 

* * *

Contudo, num período de guerra como o actual, o contributo de um tal Ministro do Fomento para um hipotético Programa de Governo ainda terá mais uma rúbrica, a relativa aos «3,5% do PIB para a Defesa». Mas este tema é reservado.

Outubro de 2025

Henrique Salles da Fonseca

 

POLÍTICAS DE DESENVOLVIMENTO(CONT.)

INQUÉRITO

RESPOSTA DO COR. ADRIANO MIRANDA LIMA AO DR. MIGUEL TEIXEIRA E MELO

Com a devida consideração para com o conteúdo do comentário do Dr. Miguel Teixeira e Melo, permito-me fazer as seguintes observações, com toda a minha simpatia.Conforme é entendimento quase consensual na sociedade portuguesa e na classe política, não é provável nem plausível que a atual Constituição possa ser substituída por outra que consagre maior amplitude aos “princípios do sistema económico da liberdade e no domínio do social..”. O artigo 2.º da Constituição prescreve que “a República Portuguesa é um Estado democrático, baseado na soberania popular, no respeito e na garantia dos direitos e liberdades fundamentais e no pluralismo de expressão e organização política democrática, que tem por objectivo assegurar a transição para o socialismo mediante a criação de condições para o exercício democrático do poder pelas classes trabalhadoras.” De facto, a referência ao “socialismo” pode causar engulhos e é susceptível de contestação (não tanto à época do PREC, mas nos tempos actuais). Dir-se-á que hoje é mais uma expressão de retórica injectada em momento de exaltação ideológica do que uma referência jurídica, algo como uma espécie de apêndice que pode ser removido, mas que também pode continuar por não oferecer perigo. Aliás, terá sido premonitória a seguinte afirmação do democrata e socialista Mário Soares, em 1978, num período conturbado da vida nacional: “não se trata, agora, de meter o socialismo na gaveta, mas de salvar a democracia”. Até porque a abertura da economia à sociedade civil por Cavaco Silva iria criar todas as condições para ela se desenvolver e progredir sem peias ideológicas. Portanto, em minha opinião, não é a Constituição que trava um passo mais largo à nossa economia e ao progresso social.Diz o Sr. Dr. Teixeira e Melo que a Constituição se deve “ater sem reservas ao conservadorismo cristão”. Ora, o nosso Estado é laico e não vejo que sentido faz invocar o conservadorismo cristão para o supor numa relação promíscua com questões marcadamente político-ideológicas. Os modelos de desenvolvimento económico e social podem realizar-se, quaisquer que sejam, sem a intervenção vinculativa da moral religiosa ou a imposição de padrões comportamentais de natureza social ou cultural.Por último, não creio que o país sinta qualquer arrependimento da sua adesão à CEE/UE ou da adopção da moeda única. No fundo, abolir a actual Constituição ou questionar as vantagens da nossa condição de membro da UE, representa simplesmente regressar ao ano de 1973 e ao país pobre e rural em que vivemos parte das nossas vidas. Não desejo por nada que os meus descendentes regressem a esses tempos, por mais dificuldades e desafios com que a actualidade nos possa controntar.

AbraçoAdriano Lima

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