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A bem da Nação

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Descontinuação do SAPO Blogs

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Depois do dia 30 de junho, deixará de ser possível publicar ou editar qualquer blog no SAPO Blogs, pelo que sugerimos, desde já, que proceda à cópia dos seus conteúdos.


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Cumprimentos,
A equipa do SAPO Blogs

DOS PREÇOS AGRÍCOLAS

 

Começo por louvar a iniciativa governamental «Programa Mais Cereais» que sendo imprescindível, parece não ser suficiente.

  1. A autossuficiência cerealífera nacional (~19% do consumo) tem a ajuda dos preços determinados pelas Bolsas de Paris e de Chicago como mais um complemento distorçor da racionalidade.

Os custos de contexto das agriculturas francesa e americana são muito diferentes dos homólogos portugueses, daí, ser absurdo praticar em Portugal os preços de formação alienígena.

Quanto aos locais onde se combinam preços para certos produtos (v.g. porco no Montijo vaca e cereais em Lisboa,…) não garantem a transparência do método de formação dos preços pois que se trata apenas de saber qual o «lobby» mais forte – os lances são nominais (em nome de cada Associação/empresa representada na mesa da negociação), consideram apenas mercadoria à vista (não fazem operações sobre futuros), não criam o verdadeiro garante da transparência que é o mercado secundário.  Ou seja, não são Bolsas, são locais de primarismo mercantil que, para além do já referido, não dão acesso ao crédito bancário – nas Bolsas, as operações efectivadas são tituladas por documento endossável e descontável.

Só em mercados transparentes se formam preços efectivamente consensuais: um mercado é transparente quando a Oferta e a Procura se encontram livre e anonimamente (sem condicionantes administrativas ou legais e sem pressões lobistas), com divulgação pública das cotações de venda, de compra e efectivadas tanto para mercadorias à vista como para futuros e derivados (combinações de várias mercadorias). Ora, nada disto existe em Portugal pelo que podemos afoitadamente afirmar que os nossos mercados não são transparentes com evidente prejuízo da Oferta /produção como os baixíssimos níveis de autossuficiência demonstram.

PRIMEIRA CONCLUSÃO - Urge instituir a Bolsa de Mercadorias seja ela pública, privada ou mista.

 

  1. A independência hídrica nacional pode ser alcançada com a dessalinização por alambiques solares-eólicos, ou seja, sem a aleatoriedade da chuva ou a chantagem espanhola. Mais: utilizando apenas energias gratuitas e não consumindo as dispendiosas membranas para a osmose, o custo da água é assim quase nulo. Estes baixos custos correspondem apenas à amortização do investimento (~20 anos) e as despesas de manutenção. Tudo isto pode ser mais do que compensados pela comercialização da salmoura/sal gerando custo negativo (lucro) para a água dessalinizada à saída do alambique.
  2. Considerando que a Produção Interna de Cerais (PIC) em níveis de razoabilidade económica (não entrando por terras de marginalidade evidente) nunca ultrapassará o nível de ~50% do consumo de cereais, parece necessário passarmos a pensar nos moldes de Produção Nacional de Cereais (PNC) procurando produzir lá fora o que não conseguimos produzir cá dentro. Estou a pensar no sul da Tunísia e na Líbia Sirenaica.

Concluo renovando o louvor ao «Programa Mais Cereais»

1 de Janeiro de 2026, no 22º aniversário deste blog

 Henrique Salles da Fonseca

MEDITANDO…

 

 

No seguimento do «longo» texto anterior e dos comentários que mereceu, conclui-se que, por aqui, estamos todos de acordo no sentido de que a denúncia anónima é abjecta e desprezível.

Portanto, vou sugerir aos Partidos do «modo liberal» (PS, PSD, CDS, IL) bem como ao Governo para que se legisle de modo a que:

  • A denúncia anónima seja eliminada antes de qualquer registo de entrada na PGR ou nas Polícias;
  • O denunciante que pretenda não ser identificado pelo denunciado deverá identificar-se inequivocamente perante as Autoridades a quem entrega a denúncia e estas garantam o sigilo requerido;
  • Caso a denúncia se revele mera calúnia, o caluniador sujeita-se às penalidades previstas na Lei.

 

Dezembro de 2025

Henrique Salles da Fonseca

DOS NOMES E DOS COGNOMES

 

Putin – o inimigo

Zelensky – O Amigo

Trump – o traidor       

Ursula von der Leien – Amiga

António Costa – Nosso

Xi Jin Pin – O ferrador (1 no cravo…)

Modi – Ofídio

Milei – Ousado

Lula – Boçal esperto

Bolsonaro – Boçal

Mohamed VI – O da marmita de Papin

General Sisi – Faraó amigo

Macron – L’enfant giflé

Rutte - Manietado

 

Dezembro de 2025

Henrique Salles da Fonseca

 

 

 

 

LEMBRANDO ESQUECIDOS

 

 

Natural de Amarante, D. António Pimentel do Lago foi Embaixador de Filipe III (IV de Espanha) em Estocolmo. Reinava Cristina Vasa que logo tratou de conhecer o Embaixador para além do Protocolo de Estado e a quem passou a trata-lo por «o Amarante».

Pode ter sido alguma corrente de ar boreal que tenha apanhado o Embaixador em trajes niilistas pondo-lhe as febres da «fraqueza do peito». Finou-se literalmente nos braços da rainha.

Destroçada pelo desaparecimento físico do amante Amarante, Cristina instituiu a «Grande Ordem de Amarante»/ «Stora Amaranten Orden» que consistiu na «garagem de recolha» dos conhecedores dos bordados dos reais lençóis, mas que depois de reformulada é hoje a maior Ordem Honorífica da Suécia.

Entretanto, em Lisboa o calendário chegou a 1 de Dezembro de 1640 e à defenestração de Vasconcelos. Quando a notícia chegou a Estocolmo, logo Cristina fez com que a Suécia fosse o primeiro país a reconhecer a soberania restaurada de Portugal. E os “Vivas à Cristina” passaram a ser o modo como o povo português dava expressão a sua alegria. Ah grande Amarante que depois de morto ainda viveste!

Passados uns tempos, Cristina abdicou – sem problemas para Portugal. Ainda se candidatou ao Trono da Polónia, mas o processo não vingou. Católica, auto-exilou-se em Roma.

E a festa continua…

… num círculo em volta de Cristina – a que ela chamava a sua Côrte – composta sobretudo por artistas, eruditos e políticos, com realce para Prelados.

Em Portugal chegara D. Pedro II ao trono logo se apressando a ordenar que se sacasse o Padre António Vieira SJ das garras da Inquisição – caso necessário, sem cerimónias. Cumprida a ordem, foi o Reverendo mandado para Roma com a missão de convencer o Papa a reconhecer a restauração da nossa Soberania.

Orador famoso, logo foi convidado para celebrar nas igrejas jesuítas de Roma.

Rapidamente Cristina o convidou para sua Côrte a fim de  conversar sobre filosofia com os outros intelectuais. Aí conheceu o Cardeal Dezzio Azolino, membro da Curia, que também conhecia os bordados dos reais lençóis. Assim foi que a questão do reconhecimento da Soberania Portuguesa foi directamente tratada na Côrte Romana de Cristina em vez de Vieira perder tempo nos corredores do Vaticano.

Tinham, entretanto, passado 30 anos da revolução de 1 de dezembro de 1640, tempo em que prevaleceu o «lobby» espanhol.

 A Santa Sé foi o último Estado a reconhecer a Soberania restaurada de Portugal.

Cristina esteve, pois, no início e na conclusão do processo de reconhecimento internacional da Soberania restaurada de Portugal.

* * *

Por ordem cronológica, um brado de louvor a

 

 

 

  • António Pimentel do Lago
  • Cristina Vasa
  • Padre António Vieira SJ
  • Dezzio Cardeal Azolino

 

01 de Dezembro de 2025

Henrique Salles da Fonseca

A LANTERNA DE DIÓGENES

 

 

Filosoficamente cínico e, portanto socialmente disruptivo, Diógenes deambulava pela Ágora de Atenas em pleno dia com uma lanterna acesa em busca de quem vivesse de acordo com a Natureza e não se guiasse pelas absurdas (no parecer dos cínicos) regras da “deturpante Civilização”.

 

* * *

Na nossa Ágora também temos disruptivos mais ou menos cínicos mas todos eles pugnando pela destruição do modelo humanista em que é o Estado que serve o cidadão, em que a liberdade é conceito unicitário e não fragmentado (ao contrário das «mais amplas liberdades» do Dr. Cunhal). Tudo envolto num quadro legal do domínio público e aplicação universal com rejeição de particularidades de pertenças mais ou menos secretas, ou seja, numa clara opção democrática, pluripartidária de inspiração liberal e repúdio de toda autocracia fascista de qualquer extremo da nossa Ágora e da homóloga europeia.

Faça-se luz ao centro, não se percam na floresta da laurisilva nem adormeçam ao som das canções dos Faunos mais ou menos faladas - mais ou menos gritadas.

 

Não podemos tergiversar na afirmação e defesa das nossas convicções em que a nossa moderação é a nossa força.

Não exitemos em denunciar os cínicos que abusam da liberdade que lhes permitimos e com ela tentam destruir-nos.

Armemo-nos para a nossa própria defesa e não apenas para enviarmos munições para a Ucrânia. O inimigo ataca pelas costas e nesta guerra as costas somos nós.

Diógenes foi um símbolo apalhaçado que não conseguiu destruir a Civilização Grega, uma das nossas próprias bases civilizacionais.

Vivam Platão e Aristóteles (ao outro não me refiro para evitar confusões histórico-numismático-cambiais)!

 

25 de Novembro de 2025

Henrique Salles da Fonseca

FACIT LUX

 

 

Escuro, noite adentro,

Acordei de sonho que nem sei

E dei por mim na floresta da laurisilva

A trautear músicas de Fauno

Suaves e floridas

Tocadas por flauta mágica

A encantar donzelas

Gentis e divertidas.

Facit lux, non dormities!

 

Novembro de 2025

HSF

 

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