Quinta-feira, 12 de Janeiro de 2017
FRASES FAMOSAS DO BARÃO DE ITARARÉ

A forca é o mais desagradável dos instrumentos de corda



publicado por Henrique Salles da Fonseca às 18:35
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Segunda-feira, 19 de Setembro de 2016
HAJA SAÚDE!

 

sinapse.gif

 

Diz quem sabe que a longevidade é negativamente afectada pela gula, pelo sedentarismo e pela preguiça mental. Deduzo eu que, a contrario sensu, ela será positivamente afectada por um sóbrio regime alimentar, pela prática regular de exercício físico e pela actividade intelectual.

 

Ora, sendo o Neurónio a célula do sistema nervoso responsável pelo processamento da informação e condução do impulso nervoso e a Sinapse a zona activa de contacto entre uma terminação nervosa e um neurónio, posso entender que cada neurónio se serve da sinapse para comunicar com os seus pares pelo que, sem ela, não passa de um anacoreta.

 

Então, se queremos ser longevos, para além de alguma frugalidade, convém dar corda aos calcantes e levar as sinapses ao ginásio.

 

Haja saúde!

 

Setembro de 2016

Angkor Wat a cavalo 1.JPG

Henrique Salles da Fonseca

(em Angkor Wat, Camboja, NOV14)



publicado por Henrique Salles da Fonseca às 18:13
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Terça-feira, 13 de Setembro de 2016
ESTAREMOS TRAMADOS ENQUANTO...

 

KNORR-arroz malandrinho.png

 

 

... a comida for caseirinha

    (ou a comidinha for caseira);

... o arrozinho for malandro

    (ou o arroz for malandrinho);

... as pombinhas forem da Catrina

    (ou a Catrina for bloqueirinha);

... a cozinha for o reino da panelinha

    (ou o "panelinho" mandar na cozinha);

... as batatinhas forem assadas no braseiro

    (ou a assadura arder no traseiro);

... os poderosos se roerem de inveja

    (ou os invejosos se mantiverem no Poder);

... os analfabetos forem adultos

    (ou os adultos forem analfabetos);

... isto tudo não entrar nos eixos

    (ou um eixo não espatifar tudo).

 

Tenho dito!

 

Chefe índio 2.JPG

Henrique Salles da Fonseca



publicado por Henrique Salles da Fonseca às 14:05
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Terça-feira, 30 de Agosto de 2016
CENTRO DE SAÚDE DE OLHÃO

 

Olhão.png

 

Eis o espelho da confusão semântica e de vocabulário que tantas vezes existe nas cabeças dos utentes daquele Centro de Saúde...e ao fim e ao cabo de todos nós.

Agradecimentos às funcionárias administrativas Inês Simões e Fernanda Veloso, assim como à técnica de cardiopneumologia Sandrina Marto.


6h00m da manhã. O Sol já aparecia lindo sobre o azul celeste.


À porta do Centro de Saúde, um pequeno grupo de utentes organizava-se para a marcação da consulta "à vaga".


A maioria já se conhece. Afinal todos são já bem experimentados nesta forma bem própria de utilização da consulta.


Aliás, o Director do Centro de Saúde até mandou instalar uns banquinhos de jardim no local, para tornar a espera mais atractiva.


É uma excelente oportunidade para trocar experiências e conhecimentos, que todos vão acumulando ao longo do seu percurso de contactos com os médicos e hospitais.

A Maria do Céu vai à consulta do "Parlamento", a Dona Gertrudes vai à consulta da "Monopausa" e a Rita é que as corrige informando-as que aquela consulta chama-se de Planeamento Familiar.


Uma tem um "biombo" no "úbero" e leva os resultados duma "fotografia", outra está preocupada com comichões na "serventia" do marido, até porque ele, havia poucos dias, tinha já sido consultado pelo médico por estar com os "alforges" todos inflamados. Alguém logo ali diagnosticou um problema na "aprosta" do marido.

Mais à distância desta conversa, um grupo de senhoras falavam dos métodos contraceptivos e, uma delas, peremptória, afirmava que nunca aceitaria porem-lhe uma "fateixa" dentro da barriga!


Uma outra discordava, e lá lhe foi dizendo que, por causa disso, é que teve tantos filhos, felizmente todos de parto normal, só o último foi de "açoreana", mas aquele que lhe dava mais problemas era o mais velho que já era "toxico-correspondente"!

Noutro local, um grupo de homens mais idoso ia falando da relação entre o "castrol" e a "atenção".


Às tantas um deles começa a explicação cuidada dum acidente que tivera. Por isso é que tinha a vacina contra o "tecto" em dia, mas o acidente estragou-lhe a "tibiotísica" e causou-lhe uma hérnia "fiscal", pelo que tinha ido fazer uma "fotocópia" e um "traque".


Outro referiu que nunca teve problemas de ossos, o seu problema era uma grande "espirrogueira na peitogueira".


Uma senhora, atraída pela conversa, queixava-se de entupimento no "curso" com dores "alucinantes" quando se "abaixava". Além disso cobria-se de suores e "gómitos", ficava "almariada" e tudo acabava com uma forte "encacheca", ficando cerca de 3 dias com cara de "caveira misteriosa". Alguém lhe falou nuns supositórios que a poderiam ajudar mas ela já os conhecia, aparentemente tinham sido muito difíceis de engolir, pelo que o melhor ainda era o "clistério".

Finalmente, uma outra senhora queixava-se da "úrsula" no "estambo", pelo que vinha mostrar o resultado duma "endocuspia" e ainda algumas análises especiais, como a Proteína C "Reaccionária".


8h30m da manhã. Ainda havia muito para conversar mas a Inês, jovem funcionária administrativa do Centro de Saúde, obviamente tarefeira, acaba de chegar. Os funcionários administrativos não podem chegar atrasados, caso contrário, confundir-se- -iam com os doutores.

 

- Quem é o primeiro, se faz favor? Ora diga lá o seu nome?

- Josefina Trindade

- Idade?

- 67 anos.

- Estado?

- Constipada, muito constipada!



9h00m da manhã. Aparece a enfermeira Freitas que grita para a pequena multidão barulhenta que cerca a Inês:

- Quem está para medir as tensões? É você? Então entre e diga-me qual é o seu problema?

- Sabe, senhora enfermeira, o meu problema é ter uma doença "arrendatária" que "arrendei" do meu pai e já me levou uma vez aos cuidados "utensílios" do
hospital. Afecta-me as "cruzes renais" e por isso dá-me muita "humidade à volta do coração". Aliás, o doutor pediu-me uma "pilografia" e um "aerograma" que aqui trago e recomendou-me beber pouca água.


Finalmente, chega o médico, que logo dá início às consultas:


- Então de que se queixa?

- De uma angina de peito, senhor doutor. Tudo começou há uma semana quando fui às urgências. O médico disse-me que era uma angina na garganta, mas a angina começou a descer e agora apanha-me o peito todo!


Aos poucos, os utentes iam entrando e saindo, com melhor ou pior cara.


Alguns perguntavam à Inês onde era o "pechiché da retrosaria" para pagarem a taxa moderadora

 

 



publicado por Henrique Salles da Fonseca às 11:01
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Segunda-feira, 22 de Agosto de 2016
A QUADRATURA DO CÍRCULO POLÍTICO...

 

 

... consiste na tentativa de conciliação

 

do hierárquico e do convivial.

 

Paul Ricoeur.jpg Paul Ricoeur,

in A CRÍTICA E A CONVICÇÃO, Edições 70, pág. 69, Março de 2009

 

 

Como por exemplo,

 

Pergunta: - Como é que o Senhor Político faz isso?

 

Resposta: - Daqui de cima, determino fazer a demagogia que me

                   apetece.

 

 

HSF-AGO16-Tavira

 

Henrique Salles da Fonseca



publicado por Henrique Salles da Fonseca às 11:28
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Segunda-feira, 15 de Agosto de 2016
HUMOR DIPLOMÁTICO

 

 

Quem se fia na electrónica corre o risco de contar com meios que por vezes falham acabando por se desiludir com os progressos do que all we take for granted.

 

 

Foi o caso do Luís Soares de Oliveira, Embaixador, que me enviou várias vezes a mesma mensagem porque o sistema o avisava de que a mensagem não tinha seguido. E quando lhe fiz saber que já tinha recebido a dita mensagem, logo disse que a insistência lhe fazia lembrar uma conhecida cena da nossa História Diplomática.

 

dom-carlos-i-a-cavalo.jpg

 

O Rei D. Carlos recusara o pedido de agrément a Porras y Porras (apelido de uma distinta família espanhola) que o Rei Alfonso XIII de Espanha queria acreditar como Embaixador em Lisboa e o Conde de Arnoso, secretário de D. Carlos, perguntando se a recusa era por causa do nome, o rei respondeu: - Não é o nome, é a insistência.

 

 

Já conhecendo a passagem que sempre considerei admirável, respondi ao Luís Soares de Oliveira que: Essa do D. Carlos é famosa e vale bem uma divulgação para que outros conheçam o espírito de humor do Rei. Ele poderia ter muitos defeitos – em que o principal era ser monárquico – mas tinha muitas qualidades que merecem realce.

 

 

Logo na volta do correio e sem repetições, responde o meu ilustre interlocutor: «Quanto ao D. Carlos ser monárquico, tenho dúvidas. Uma vez que assistia no Teatro D. Maria à estreia de uma peça de D. João da Câmara, propôs condecorá-lo ao que o dramaturgo respondeu: - Não posso aceitar pois sou republicano. Ao que D. Carlos respondeu: - Aí está uma posição em que o meu cargo me impede de o apoiar

 

 

Barril-14AGO16-3.jpg

  Henrique Salles da Fonseca



publicado por Henrique Salles da Fonseca às 17:53
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Quarta-feira, 10 de Agosto de 2016
ESTUDAR NO CAFÉ?

 

 

Foi em Cascais, na praia do «Palm Beach» (oficialmente chamada «da Duquesa»), que certa manhã a minha mãe me disse que o João Gaspar Simões tinha ido para um toldo lá na outra ponta porque ali havia muitas crianças barulhentas. Eu nunca me tive por barulhento e ainda hoje faço um esforço para identificar as outras crianças que, comigo, poderiam incomodá-lo.

Passados mais de 60 anos sobre a ocorrência, confesso finalmente que fiquei ofendido com a atitude do «velho safado» (que à época era certamente mais novo do que eu sou hoje). Admito que fosse uma prima minha que fazia uma ou outra birra mas fica a dúvida para esclarecimento no além pois tanto a possível origem do incómodo (é claro que, estando uma prima envolvida na situação, evitei o adjectivo «putativa») como o incomodado já lá estão na eternidade. Eles que se esclareçam por lá.

E foi na minha ofensa que passou a haver outra coisa a dar-me voltas na cabeça como enigma indecifrável e que ainda hoje tem alguns resquícios por explicar: como é que um homem podia estar ali, na praia, em vez de a trabalhar?

Licenciado em Direito, nunca exerceu a profissão jurídica e sempre se dedicou às letras. Ficou conhecido como crítico literário mais do que como autor. E para se ser crítico literário, há que ler as obras a criticar. Fica explicado o meu mistério se admitirmos que a praia até nem é mau sítio para se ler um livro. E se o livro for mesmo bom, a praia até pode não ser grande «coisa» - como a do «Palm Beach» - e serve na mesma para a boa leitura.

Os resquícios que ainda hoje tenho por explicar têm apenas a ver com a questão de saber como se consegue sobreviver em Portugal como profissional de crítica literária. Mas como essa perspectiva na vida de João Gaspar Simões nunca foi «conta do meu rosário», posso deixar a questão na situação inexplicada em que actualmente se mantém e dormir sossegadamente.

Mas ler um livro por prazer na praia é coisa bem diferente de ler obra que se tenciona criticar profissionalmente. E aí, então, entra uma outra questão para mim totalmente inexplicável que é idêntica à daqueles que estudam nos cafés e que, de tão habituados, já não se conseguem concentrar sem o ruído de fundo típico duma pastelaria ou estabelecimento equivalente.

Posso admitir que frequentem aqueles cursos que dão passagem directa para o desemprego mas duvido que cursos a sério possam ser estudados nos cafés, pastelarias, bordéis ou estádios de futebol.

Portanto, também a crítica literária me parece «coisa» séria de mais para se poder fundamentar em leituras de praia com a minha prima a fazer ou não birras nas cercanias. Fica João Gaspar Simões perdoado da ofensa que me infligiu mas eu fico com sérias dúvidas que a praia do «Palm Beach» possa servir de cenário a trabalho intelectual de monta. A menos que ele estivesse de férias e a ler «Tios Patinhas». Estaria? Duvido.

Foi muitos anos mais tarde que li trabalhos de João Gaspar Simões e também ele me ajudou numa faceta para que o meu Avô já me alertara: na literatura, o estilo é bem mais interessante do que a história contada. Por outras palavras: a forma literária é que conta!

É fantástico que alguém dedique a vida inteira à análise da forma literária de obras alheias esquecendo-se de si próprio como potencial autor. Tenho a certeza de que ele próprio se consideraria «mais um escritor» enquanto todos nós sabemos que João Gaspar Simões foi o grande crítico literário português do século XX e que dos seus trabalhos, diz quem sabe, se extrai doutrina.

Mas continuo na minha: nos locais de veraneio ou devaneio não se estuda!

 

HSF-AGO16-Tavira

Henrique Salles da Fonseca

(Tavira, AGO16)

 

 



publicado por Henrique Salles da Fonseca às 05:42
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Sexta-feira, 3 de Junho de 2016
GRANDE SARILHO

 

«Geschlecht» – tribo, sexo, raça

 

 

Vá o Leitor ao Google Translator ou a qualquer outro dicionário «Alemão – Português» e encontrará vários significados para a palavra alemã ali em cima com que dou início a esta historieta.

 

Um casal meu amigo emigrou para a Alemanha a certa altura das suas jovens vidas e ambos começaram por se inscrever num curso intensivo de alemão.

 

A certa altura, já conseguindo a turma comunicar em diálogos simples, o professor entendeu pôr os alunos a dissertar sobre o respectivo «Dia Nacional».

 

desfile_militar_na_russia_que_celebou_os_70_anos_d

 

Todos os alunos se foram desenrascando, o meu amigo disse meia dúzia de balelas e o professor ficou satisfeito. Mas a minha amiga, mais expansiva, decidiu falar sobre aquilo a que até pouco tempo antes por cá chamávamos o «dia da raça». E, vai daí, procura o dicionário, encontra o significado de «raça» em alemão e, catrapus, avança com o «Geschlecht».

 

Dissertação brilhante sobre o nosso «dia da raça» e o professor, maroto, deixou-a falar à vontade sobre o assunto mas dando a «Geschlecht» o seu sentido mais comum, o de «sexo». E a minha amiga esteve não sei quanto tempo a falar sobre o «dia do sexo» como sendo o Feriado Nacional de Portugal. O professor, então, perguntava o que se fazia no nosso «dia do sexo» e a minha amiga, inocentemente, respondia que se faziam paradas triunfais, se dava medalhas aos melhores e trinta por uma linha...

 

- Dão medalhas aos melhores? Mas isso deve ser um país fantástico!!! Por que é que Vocês vieram para a Alemanha? Não receberam nenhuma medalha, está visto!

 

Até que o professor entendeu que devia parar com a brincadeira e explicar à pobre inocente o significado comum de «Geschlecht».

 

Risada geral na turma que assim aprendeu como também o alemão pode ser uma língua muito traiçoeira.

 

E, passados mais de quarenta anos, ainda hoje os meus amigos contam a história no meio de grande risota.

 

Maio de 2016

 

Henrique Salles da Fonseca

Henrique Salles da Fonseca

(NOV15, algures no Tamil Nadu)

 



publicado por Henrique Salles da Fonseca às 08:25
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Quarta-feira, 1 de Junho de 2016
AS FREIRAS DE AMARANTE

FGA-Freiras de Amarante.jpg

 



publicado por Henrique Salles da Fonseca às 13:41
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Domingo, 22 de Maio de 2016
HUMOR E IRONIA EM EÇA DE QUEIRÓS

Eça de Queiroz.jpg

 

RECLAMAÇÃO DIRIGIDA À

«COMPANHIA DAS ÁGUAS DE LISBOA»



Ilmo. e Exmo. Senhor Pinto Coelho, digno director da Companhia das Águas de Lisboa e digno membro do Partido Legitimista.

 

Dois factores igualmente importantes para mim me levam a dirigir a V. Ex.ª estas humildes regras: o primeiro a tomada de Cuenca e as últimas vitórias das forças carlistas sobre as tropas republicanas, em Espanha; o segundo é a falta de água na minha cozinha e no meu quarto de banho.

 

 

Abundaram os carlistas e escassearam as águas, eis uma coincidência histórica que deve comover duplamente uma alma sobre a qual pesa, como na de V. Ex.ª, a responsabilidade da canalização e a do direito divino.

 

Se eu tiver a fortuna de exacerbar até às lágrimas a justa comoção de V. Ex.ª , que eu interponha o meu contador, Exmo. Senhor, que eu o interponha nas relações da sensibilidade de V. Ex.ª com o mundo externo! E que essas lágrimas benditas, de industrial e de político, caiam na minha banheira!


E, pago este tributo aos nossos afectos, falemos um pouco, se V. Ex.ª o permite, dos nossos contratos. Em virtude de um escrito, devidamente firmado por V. Ex.ª e por mim, temos nós – um para com o outro – certo número de direitos e encargos.


Eu obriguei-me para com V. Ex.ª a pagar a despesa de uma encanação, o aluguer de um contador e o preço da água que consumisse. V. Ex.ª, pela sua parte, obrigou-se para comigo a fornecer-me a água do meu consumo. V. Ex.ª forneceria, eu pagava. Faltamos evidentemente à fé deste contrato: eu, se não pagar, V. Ex.ª, se não fornecer.


Se eu não pagar, V. Ex.ª faz isto: corta-me a canalização. Quando V. Ex.ª não fornecer, o que hei-de eu de fazer, Exmo. Senhor?


É evidente que, para que o nosso contrato não seja inteiramente leonino, eu preciso no caso análogo àquele em que V. Ex.ª me cortaria a mim a canalização, de cortar alguma coisa a V. Ex.ª... Oh! E hei-de cortar-lha!...


Eu não peço indemnização pela perda que estou sofrendo, eu não peço contas eu não peço explicações, eu chego a nem sequer pedir água! Não quero pôr a Companhia em dificuldades, não quero causar-lhe desgostos, nem prejuízos!


Quero apenas esta pequena desafronta, bem simples e bem razoável perante o direito e a justiça distributiva: quero cortar uma coisa a V. Ex.ª!


Rogo-lhe, Exmo. Senhor, a especial fineza de me dizer imediatamente, peremptoriamente, sem evasivas, nem tergiversações, qual é a coisa que, no mais santo uso do meu pleno direito, eu posso cortar a V. Ex.ª.


Tenho a honra de ser

De V. Ex.ª


Com muita consideração e com umas tesouras

 

Assinatura de Eça de Queiroz.png

José Maria Eça de Queirós

 

 



publicado por Henrique Salles da Fonseca às 08:37
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