Quinta-feira, 19 de Janeiro de 2017
SE A MINHA ILHA SOUBESSE…

 

Mar negro.jpg

 

 

Ó mar tão negro

Que negrura guardas

Em teu coração?

Que quimeras loucas

Partindo de ti

Se foram, mar fora

Sem dia nem hora

Sem tempo previsto?

Ó mar tão bravio

Tão negro e tão frio

Atlante medonho

Povoas meu sonho

Causando arrepio…

Que negros segredos

De lutos e medos

Tens no teu arfar?

Quem buscas, quem amas?

De rendas recamas

O leito que of’reces

Às ilhas, as damas

A quem estremeces!...

 

Maria Mamede - 3.jpgMaria Mamede



publicado por Henrique Salles da Fonseca às 14:50
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Domingo, 8 de Janeiro de 2017
SE A MINHA ILHA SOUBESSE…

 

Mau tempo no canal.jpg

 

 

Todas as noites de tempestade

Me parece ouvir o mar…

E nos meus pesadelos

Ele rebenta os paredões

E sobe a montanha

Até á cratera do vulcão extinto.

Algum tempo depois, sossegando,

Esquece a fúria e regressa

Ao leito

Como se nada tivesse

Acontecido.

A prová-lo, ficam somente

Caminhos de coral, areias negras

E búzios

Fortemente azuis

À espera de mim!...

 

O mar do Pico é bravio

Tão bravio

Que parece engolir barcos

E homens

Que se aventuram na faina…

Pelo tanto que o temo

É cada vez mais difícil

Para mim

Partir e regressar!...

Maria Mamede.jpgMaria Mamede



publicado por Henrique Salles da Fonseca às 22:40
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Sexta-feira, 6 de Janeiro de 2017
CANCIONEIRO 2017

JANEIRO               

 

Borralho.jpg

 

Ora cá ‘stou e ‘inda bem

que trago bom agasailho;

tadinho de quem num tem

a quentura dum burrailho!...

Maria Mamede - 3.jpgMaria Mamede



publicado por Henrique Salles da Fonseca às 22:04
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Terça-feira, 27 de Dezembro de 2016
SE A MINHA ILHA SOUBESSE…

 

MM-gruta da Madalena, Açores.jpg

 

 

Sei das belezas incontornáveis

Das grutas da Madalena

Mas de grutas, já tenho a minha quota…

Por isso, comprei na Vila uns postais

Para enviar aos Amigos!

 

Já vi alguns ninhos dos canários da terra

É hora da procriação…

Pequenos e aguerridos

Defendem a bicadas

O que lhes pertence…

Será

Que eu deveria ter feito o mesmo?!...

 

Além da sombra

Que o fim do dia projecta

Pairou no ar deste Sol-pôr

O voar dum milhafre…

Com ele me vou

Esfaimada

Em busca de alento!...

 

Há dentro de mim

Um incêndio maior

Do que aqueles

Que tanta vez grassam

Por essas encostas…

E meu coração

É perigosa labareda

Sem fim à vista!...

 

Sempre que passeio

Prás bandas do mar

Lamento a minha falta de habilidade

Para a pintura…

As suas cores

Mudando hora a hora

Vão dos tons negros

Aos claros vibrantes

Num piscar de olhos…

Como a vida!

 

Maria Mamede.jpgMaria Mamede



publicado por Henrique Salles da Fonseca às 18:51
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Quarta-feira, 14 de Dezembro de 2016
SE A MINHA ILHA SOUBESSE…

 

acores-ilha-do-pico-sao-roque-do-pico.jpg

 

Sempre que vou à Ponta do Espigão

Olho intensamente o mar

E vem-me um imenso desejo

De fugir…

Embora ame tanto esta ilha

Meu coração habituado

À planura

Sente-se aprisionado!...

 

Na lagoa do Capitão

Relembrei amores antigos

E a saudade voltou…

Esta imensidão de água doce

Fez-me recordar

A doçura duma boca

Que um dia beijei por cá!...

 

Nos meus encontros com o mar

Há sempre algo de olá e de adeus…

E dentro de mim tudo é cais,

Lenço branco, despedida

E vontade de um regresso

Que o não foi!...

 

Um dia

Um amor ‘inda promessa

Foi pelo mar fora

Jurando voltar…

E passadas tantas vidas

Ainda o espero!...

 

Terra negra, negro cais

Areia negra no mar

Amor partiste e não mais

Viste meu cais pra voltar?!

 

Maria Mamede.jpgMaria Mamede



publicado por Henrique Salles da Fonseca às 19:37
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Sábado, 10 de Dezembro de 2016
PÁTRIA PEQUENA

 

POEMAS MAIATOS

Nogueira.jpg

 

NOGUEIRA

 

Debaixo daquela nogueira de Nogueira

Descansámos e nos demos

Vezes sem conta.

Naquela época,

Ouvia-se cantar as fontes,

Os grilos e os ralos

E o tempo deslizava manso…

 

Vindimemos amor

O tempo breve do vinho que espuma

Nos cachos loiros da nossa juventude

Enquanto a vida

Nos não traz a neve

A enfeitar os cabelos…

 

Maria Mamede.jpg

Maria Mamede



publicado por Henrique Salles da Fonseca às 16:26
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Terça-feira, 29 de Novembro de 2016
PÁTRIA PEQUENA

POEMAS MAIATOS

 

Pelourinho da Moreira, Maia.jpeg

 

MOREIRA

 

Fomos Mouros em Moreira

Antes das estradas dos Romanos

Antes, bem antes de Gonçalo Mendes,

Da Maia Lidador;

E como em todas as vidas

Fomos donos da paixão

Que o tempo ainda não destruiu…

 

 

Pela estrada que leva ao Cabo do Mundo

Deixei um rasto de conchas,

Caso me queiras seguir.

Se não vieres,

Levo na mão um búzio

Raiado de azul

Para me mandares notícias.

 

Maria Mamede - 2 Maria Mamede



publicado por Henrique Salles da Fonseca às 19:06
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Domingo, 27 de Novembro de 2016
SE A MINHA ILHA SOUBESSE…

 

 

Ontem, quando fui à cidade,

Já ouvi por lá grasnar os patos bravos.

Na subida de regresso

Vi que as galinholas

Também tinham voltado!

 

O chão das cumeadas

Atapetado de urze e queiró

Tem cá de longe o encanto

Do rasteiro colorido

Como num quadro!

 

Pelos rigores do Verão

Sou hortênsia que desmaia

Nas encostas do Pico!

 

Faz muitos anos que não ia às piscinas de S. Roque…

Com o tempo sereno e quente

Hoje levantei-me mais cedo e fui até lá.

Levei comigo o bloco, a bic,

Os óculos escuros e o chapéu.

E quedei-me

Algumas horas,

Esquecida do tempo

Escrevendo, sonhando

E recordando…

Há tanto que não sonhava!...

 

Maria Mamede.jpg

 Maria Mamede



publicado por Henrique Salles da Fonseca às 18:23
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Segunda-feira, 21 de Novembro de 2016
SE A MINHA ILHA SOUBESSE…

 

Uma quase homenagem a Vitorino Nemésio

 

 

Vitorino Nemésio.jpg

 

 

Digo dos mares e do vento

Das grutas e de montanhas

Deste Atlântico, alimento

De alma a ferir entranhas…

Digo do negro, as mil cores

E das neblinas sem fim

De sofrimentos e amores

Que sempre choram em mim.

E se a noite é promessa

Dum inquieto desvario,

Não há Verão que impeça

De o corpo morrer de frio!...

 

Maria Mamede - 2

Maria Mamede



publicado por Henrique Salles da Fonseca às 15:52
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Quinta-feira, 17 de Novembro de 2016
MINHA ALDEIA, ANTIGAMENTE...

MM-igreja-de-santa-maria-igreja-matriz-de-silva-es

 

Minha Aldeia, antigamente

Laborioso cortiço

Era colmeia de gente

Mourejando, sol a sol;

E da aurora ao arrebol

Sorria, tranquilamente...

Tinha gente, tanta gente

Que eu amei ou conheci!

A minha aldeia era aqui

Mas hoje, tudo é diferente;

Já lá vai a mocidade,

Já passou a ser cidade,

Já esqueceu essa gente!

Por isso, quero deixar

Antes que parta também

Aos que cá vivem agora,

A recordação d’outrora,

Tempo pra mim sem cuidado

E revivendo o passado

Dos que foram pró Além,

Quero trazer à memória

Alguns, de que seu a história!

Tinha o Crista, sapateiro

E o Perigoso, barbeiro.

Perto, o Barros da Capela,

Tinha a tasca da Malícia

A Benfolga do polícia

E a Laranja em Ventiela.

Tinha os Senras na carreira

A Ti Maria louceira

E feira no Largo da Cruz,

Onde a Olívia hortaliceira

De segunda a sexta feira

Abria a boca e Ai Jesus!...

Festa igual não há nenhuma

Mesmo rodando quilómetros

Será procurar debalde;

Só o “Senhor da Boua Fertuna”

Ou a festa dos gasómetros

Lá no Largo de Moalde.

Na rua atrás da Capela

Existia um Trovoada

Casado com uma Carneira

Que passava a vida inteira

Sempre a trovejar por nada,

Mas caladinho pra ela...

Havia um Olho de Vidro

E havia um grupo entretido

A jogar a vermelhinha;

Havia um Caramileiro

E o Manel Farrapeiro

Perto dessa Capelinha.

Quando havia um funeral,

Fosse de rico ou de pobre

O Quim tarracha é sabido

Compenetrado do acto,

Vestindo o seu melhor fato

Ia à Cruz, sem alarido.

E o Manel Vai Pr’á Guerra

Que a guerra não conhecia

Pra ganhar algum pataco

A fazer recados vivia.

Não dava pró que comia,

Ia dando pró tabaco!...

Havia um Cego na Asprela

Perto do Manel do Cabo

Havia a gente do Brinca

E havia a Vinte e Cinca

Sempre num “arranca rabo”.

Tinha os filhos do Cesila

E a casa do Basila

Que era o “Quartel General”;

Tinha uma Lina Caruja

E a família da Maruja

Gente do bem e do mal...

Havia o Manel d’Além,

Caramalhas, Saias Rotas

Gente descalça e com botas

Ou calçado rapelhado;

E a presa da Lavandeira

Com o Rio Novo à beira

Pra dar de beber ao gado...

Teve até um Regedor

O Baristo lavrador,

Que sempre que alguém prendia,

Levava o preso consigo

E era tal o castigo

Que ser solto, ninguém queria!

Teve um Juiz Julião

Um Professor Fabião

E um Padre Farinhote

Com a gata Consciência;

Teve a Senhora Clemência

Que arrastava o saiote...

A registar quem nascia,

Quem casava, quem morria

Havia uma Primavera

E havia uma Liberdade

Sem saber o que isso era

E escondida a vontade

Dum Abril que foi espera!

Frente à Loja do Cantinho

Vivia o Zeca Manquinho

Que de “piela” dizia

Para a casa onde morava

Sua “piscina” cruzava

A nado, quando chovia...

Pelos “Passos”, na Procissão,

Havia um grande sermão

Do “Encontro” assim chamado;

E “unhas”, que ninguém nos ouça,

Só o Ribeiro da Bouça

Pró estandarte mais pesado,

Tinha um Mestre-Escola pedreiro

Um Periquito barbeiro

Um padeiro Batatinha

Um lavrador Cabeleira

Tinha louças na Barbeira

E tabaco na Cacinha.

Tinha um Silva Regedor

E um Cordeiro Doutor

Um lavrador Fevereiro

Tinha Poupas e Pardais

E outros Pássaros mais

Muitos, gente de dinheiro.

Tinha um Pereira enfermeiro

Um Barros relojoeiro

Casado c’uma Barista

Tinha a casa Tianol

O Adelino Pitrol

E tinha a bouça do Brista.

Havia um Nocas pintor

Que era também actor

No Teatro de Revista;

E a Gertrudes parteira

E o Nina da Sarradeira

E um porqueiro Batista.

Tinha uma Fonte dos Alhos

E quem caísse em trabalhos

Na quelha da Caganita:

E o Domingos dos cavalos

Foguetes de 4 estalos

E a família do Pita.

E um Melro, na Igreja Velha

A caminho de Parada

Tinha a Maria Picada

E os” Fandinos” em passeio;

Tinha o Infesta jogando

A Maria Aurora cantando

E o eléctrico ao meio.

O Ginja do Simpatia

Desenhava e escrevia

Tinha talento e humor.

Quando entrou no “Caldo e Broa”

Chegou a ir a Lisboa

Na companhia do Flor.

Tina a Farmácia do Lino

Onde o Quim de pequenino

Era aprendiz de doutor;

Sabia dar injecções

Fazer pomadas, poções

E xaropes pró amor...

E tinha o Dr. Germano

Parteiro como não há;

Mesmo não sendo de cá

Merece bem estar aqui

Pois ao que eu soube e vi

Ele trouxe para a vida

Muita gente cá da Aldeia;

Sendo a ingratidão coisa feia,

Recordo-o agradecida!

Do Germano seguidor

Pelo Ginja caricaturado

Eu quero também lembrar

O Dr. Vilar Machado

Baixo, bem apessoado

Que me apraz recordar.

O cauteleiro Cabilhas

Pôs os filhos e as filas

A ajudá-lo no negócio;

À esquino do Botequim

Fazia grande chinfrim

Mas nunca quis nenhum sócio!

Tinha o Augusto dos panos

Que já entrado nos anos

Fez um Cinema na Aldeia;

Tinha Chapas e Moletes

A Pimenta das bicicletes

E uma Caritas bem feia...

No cinema tinha o Megre

Bilheteiro e Lanterninha;

Tinha uma Viúva Alegre

E o Zoeira, genro desta

Tocador de violino

Que escreveu, com muito tino

“S.Mamede está Infesta”!

Ainda há hoje no Flor

O Zé Oliveira, actor

Do tempo de “Caldo e Broa”;

Tanto tempo dirigente

Não é para toda a gente

Nem para qualquer “Patroa”...

A loja do Campeão

Tinha sementes, feijão

Hortaliças e etcs.;

Mas não tinha cola-tudo

Pra colar “peixe miúdo”

Nem as “bocas-mais-abertas”!

Manel Luís e Pacar

Tinham carros para alugar

Com motoristas fardados;

Levavam ao mesmo tempo

Os noivos ao casamento

Pais, Padrinhos e convidados...

Existiram no passado

Políticos contra o Estado

Democrático Movimento;

Hoje apenas o que resta

Em S. Mamede de Infesta

É essa rua do Centro.

E havia Cucos e Cucas

E Custódias “meio zucas”

Que bebiam “escarlatina”;

Havia Pedros e Pedras

E Lourinhas bem azedas

E Polidores, em cada esquina.

À tasca do Azeiteiro

Ia um Boletineiro

Bebedolas, pachorrento

Pra quem o correio Urgente

Ou normal, era indiferente...

“Se é Urgente, tem tempo!...”

‘Inda há Limas e com Lima

Tanto primo e tanta prima

E ‘inda há o Leça Armador;

Mas a Isaura dos Caixões

Já não entra em confusões

Porque abalou pró Senhor!

Havia muitos Dourados

E havia Patos casados

Com Patas e outras mais

Pra juntarem a riqueza;

Havia a Tia Ana Teresa

E o Zeca dos jornais.

A Micas dos Caladinhos

Vendia desses docinhos

Na sua loja de Usados;

Paravam por lá uns “mangas”

Alguns amigos das “tangas”

E outros, aposentados.

Numa noite de calor

Descansando do labor

Tentando matar a sede,

Criaram, deram à luz

O que foi seu “Ai Jesus”

O Rancho de S. Mamede!

Havia a Foto Taveira

E pertinho, quase à beira,

Havia o Maximiano

E o Júlio Chapeleiro

E os filhos do Mineiro

Com fominha, todo o ano...

Mas não se julgue que eu penso

Serem tempos assombrosos

Pois descalcinhos, ranhosos,

Jogando à bola de trapos

Muitos Meninos da Aldeia,

Só tinham “jantar” ou “ceia”

Colchão de palha e farrapos.

Apenas sinto saudade

Desse tempo de esperança

Pois quando se é criança

Não se conhece maldade...

Muita gente eu esqueci

E disso peço perdão

Talvez noutra ocasião

Eu os lembre, noutros versos;

Às vezes, são adversos

Os ventos da inspiração...

No entanto, à minha Terra

Deixo aqui este penhor

Expressão do meu amor

Que pra amar, não há idade;

E ao Padroeiro, a veia

Do que escrevo à Minha Aldeia

Que agora já é Cidade!...

 

Silva Escura, 26 de Junho de 2001

 

Maria Mamede.jpg Maria Mamede



publicado por Henrique Salles da Fonseca às 16:38
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