Segunda-feira, 19 de Dezembro de 2016
ESTADO DA ÍNDIA PORTUGUESA (III)

 

 

1 – A 17 olhámos para o “antes”. A 18 para o “durante”. A 19 vamos olhar para o “depois”. E o depois, com a agressão militar, não poderia ter sido outro.

 

Goa foi ocupada pelas forças da União Indiana. Com estas a atravessarem o rio Mandovi e a entrarem em Pangim, capital de Goa, com jactos indianos a sobrevoarem a cidade. E no hospital de Pangim, o comandante do aviso «Afonso de Albuquerque» gravemente ferido, depois de sustentar luta feroz, mas desigual, contra um cruzador e dois contratorpedeiros da marinha indiana na baía de Mormugão.

 

2 – Nas Nações Unidas, o delegado francês Armand Berard, referiu a sua “surpresa, pesar e profundo desgosto”, considerando que o acto em si era “caso típico de agressão militar”. O delegado americano Adlai Stevenson, repudiando afirmações do delegado indiano, dizia que o problema não era discutir as vantagens ou inconvenientes do colonialismo português: o problema, sim, era um Estado membro da ONU ter violado a Carta recorrendo ao uso da força. E acrescentou o delegado americano: “É possível que Goa e as suas dependências sejam colónias ou territórios não autónomos, mas o que eles não são é parcelas da União Indiana e em Direito Internacional, pertencem a Portugal”. E o Chanceler Adenauer, da República Federal Alemã (RFA), na sua mensagem de Natal dirigida ao povo alemão, diz que a força passou a governar e acrescentou: “Goa, província portuguesa que se valorizou pelas suas minas de ferro, foi conquistada à mão armada pela União Indiana que tem uma população de 400 milhões de habitantes”.

 

3 – Perante isto, foi apresentado um texto de moção Afro-Asiática, pelo Ceilão (Sri Lanka), Libéria e R.A.U. (República Árabe Unida – Egipto e Síria), em que pedia a Portugal para terminar a sua acção hostil contra a Índia e que os enclaves portugueses constituíam uma ameaça à paz e à segurança internacional. Está-se mesmo a ver que assim era. E como não era, recebeu 4 votos a favor contra 7 no Conselho de Segurança. E, assim sendo, estava em cima da mesa uma moção apresentada pelo bloco ocidental, que recebe 7 votos a favor e 4 contra. Face a esta votação favorável a Portugal, o delegado soviético carimbou-a com o veto. A URSS utilizava, com este, 99 vezes o veto, o que não permitia mais qualquer discussão. Logo, o Conselho de Segurança da ONU não podia discutir mais o assunto. É de acrescentar que a moção ocidental foi apresentada pelos Estados Unidos, Turquia, Inglaterra e França. A Turquia com os seus altos e baixos na ordem política nacional e internacional, merece depois disto, e ainda hoje, toda a compreensão e ajuda que possamos dar.

 

4 – E no seguimento da tomada de posição que anulava a moção ocidental, a Inglaterra, pela voz do MNE, Lord Home, e na Câmara dos Lordes, afirmava que tinha comunicado a Portugal que seria impossível empenhar-se em hostilidades contra a Índia. Mas, no Conselho de Segurança das Nações Unidas, o apoio inglês a Portugal foi nítido. E círculos de Nova Deli consideravam-no mesmo como «o mais critico acontecimento nas relações indo-britânicas desde 1947». Aliás, o PM Macmillan e o PM Nehru já andavam de candeia às avessas sobre o Mercado Comum Europeu, a acção das tropas indianas no Congo – Kinshasa e a projectada redução pela Inglaterra da imigração na Comunidade. E agora, Goa era mais uma acha para a fogueira nas relações bilaterais.

 

5 – E as notícias continuavam a chegar. Com um porta-voz indiano a referir que a última bolsa de resistência em Goa, o porto de Mormugão, tinha terminado e que o Governador-Geral português, general Vassalo e Silva, tinha sido aprisionado. Mas não era para admirar tudo ter acabado tão depressa. Porque entre tropas invasoras, outras preparadas para reforçar a invasão e reservistas para actuar em caso de necessidade, estaria um contingente estimado em 45 mil militares e 26 mil reservistas. E para se oporem a tão grande número de efectivos, o máximo que podíamos ter armado eram cerca de 4 mil homens. Assim, o Comandante Cunha de Aragão gravemente ferido e o Alferes Santiago de Carvalho e o Segundo-Tenente Oliveira e Carmo mortos em combate, deram mais que provas de grande resistência e heroísmo perante o adversário. E, é de referir, que o comandante-chefe das forças invasoras general Chowdhury visitou no campo de prisioneiros portugueses o general Vassalo e Silva, tendo-lhe manifestado admiração pela determinação das forças portuguesas em querer combater, visto que, até pelo armamento, não havia possibilidades de resistir por muito tempo. Testemunhou o acto o capitão Carlos Azeredo, como intérprete entre os dois, visto que Vassalo e Silva não dominava o inglês. Carlos Azeredo que, como general, foi depois Chefe da Casa Militar do Presidente Mário Soares.

 

JAF-Alf. Alberto Santiago de Carvalho.jpg

 Alferes Alberto Santiago de Carvalho

 

JAF-Segundo Tenente Oliveira e Carmo.jpg

 Segundo-Tenente Oliveira e Carmo

 

 6 – Mas não podemos esquecer que para reforçar a guarnição de Timor onde tinha havido incidentes, retiraram-se tropas do Estado da Índia Portuguesa e quando a guerra em Angola rebentou, foi nova sangria de militares e material que dali saíram da mesma maneira. E quando havia exercícios militares das nossas tropas em Goa, verificava-se que as munições não saíam das armas como devia ser. E não tínhamos um único avião militar. As forças indianas tinham artilharia pesada contra a qual não havia possibilidades de enfrentar. No final dos finais, o general Vassalo e Silva, mais uns tantos oficiais, foram gravemente punidos e só com o 25 de Abril lhe foi feita (e a outros) alguma justiça. E na altura, face à atitude das autoridades militares e políticas, vários oficiais pediram para passar à situação de reserva, o que não lhes foi concedido.

 

7 – E nada mais nos restava que não fosse informar entidades e organizações políticas para tudo o que se tinha passado. Mais uma vez, Marcello Mathias era recebido pelo general De Gaulle. A OTAN (NATO) era informada pelo embaixador português na OTAN, Dr. Vasco Pereira da Cunha, sobre os acontecimentos em terras industânicas. O Chefe do Estado cancelava todas as audiências em Belém até ao final do ano e na entrevista concedida por Salazar ao jornal LE FIGARO, o jornalista Serge Groussard questionava: “Os portugueses mantêm uma alma de cruzados. Mas são cruzados sem armas”. Resposta pronta de AOS: “É sempre mais fácil encontrar armas do que cruzados. Por isso não abdico da esperança”.

 

8 – A imprensa internacional como o New York Herald Tribune diz que “a invasão de Goa faz dobrar os sinos pela ordem mundial e também pela organização internacional”. O New York Times considera chocantes as declarações do embaixador indiano junto da ONU. O New York Post refere “uma auréola manchada em Nehru e no seu Ministro da Defesa Krishna Menon porque preferem lançar as armas contra Goa a enfrentar as forças chinesas nos Himalaias que já lhe ocuparam território infinitamente maior que o Estado da Índia Portuguesa”. A imprensa britânica, a começar pelo Daily Telegraph, comenta “que o Pandita Nehru deixou de ser o grande homem que foi até ontem”. O Daily Herald refere “que Nehru desperdiçou todo o prestígio a favor de um pedacinho de território”. Os diários madrilenos condenam a agressão. O Journal de Genève e a Gazette de Lausanne dizem “que Nehru ficou com a imagem enxovalhada”.

 

9 – Em Nova Iorque, o ministro da Defesa da Índia, Krishna Menon, questionado quando a Índia recuperaria os territórios que perdera em favor da China vermelha, referiu que o tentaria fazer sem recorrer à força. Pois… Porque seria?

 

10 – E não. Não se pense que o autor destes textos pensaria que o Ultramar Português não seria questionado algum dia e seria sempre português. Não. Os novos Brasis aconteceriam. Mas seria sempre melhor sem o sofrimento provocado a tantos. De um lado e de outro. Mas, por vezes, a aceleração dos tempos está ligada a muitos imponderáveis. E passados anos, “as mágoas” são ultrapassadas.

 

11 – E a agradecer ao Henrique Salles da Fonseca, camarada de armas há muitos e muitos anos na parcela do Índico, mais uma vez, o espaço que me dá. E a agradecer também que tenha publicado este pobre contributo, apenas como lembrança do que foi a História, a Geografia e a Política de Portugal.

 

Em 19.12.2016.

José Augusto Fonseca

José Augusto da Fonseca

 

Apoio Documental Principal: IMPRENSA Nacional e Internacional – 1961



publicado por Henrique Salles da Fonseca às 04:25
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Domingo, 18 de Dezembro de 2016
ESTADO DA ÍNDIA PORTUGUESA (II)


1 – São tantas este ano as datas redondas a lembrar em 2016. E nas redondas, umas, mostram-nos mais uma vez, que o hoje não é mais perigoso que o ontem. Outras, com altos e baixos, indicam que vamos percorrendo um caminho que nem sempre é fácil, mas, mesmo assim, vamos caminhando.


2 – Evoquemos o hoje e o agora. Porque olhando o Médio Oriente, vemos tragédias que não se podem repetir. Mas estas são sempre tragédias e apenas repetições noutros lugares de outras que se deram nesta nossa velha, obesa e gasta Europa. Este ano cumprimos os 80 anos do início da Guerra Civil de Espanha, os 70 da Guerra Civil da Grécia e os 60 da Insurreição na Hungria. E se ficamos siderados com a Síria e o Iraque, como ficaríamos perante todas as atrocidades verificadas na Espanha, na Grécia e na Hungria... E se não fosse o erro estratégico há 75 anos das chefias japonesas no ataque a Pearl Harbour e consequente entrada dos USA no segundo conflito mundial, como seria o desenrolar das operações militares aliadas na Frente Russa e na Frente Inglesa, com dois líderes que, apesar dos muitos defeitos, souberam resistir ao desânimo, à descrença e à derrota? Estaline o “georgiano soviético”, e Churchill o “bulldog  inglês”.


3 – Por cá, nas manhãs de Abril, os 40 anos da Constituição da República, os 40 da primeira Eleição Presidencial e os 40 do Poder Local. E no entardecer definitivo do Estado Novo, lembrar os 90 anos do 28 de Maio, os 55 do início da Guerra do Ultramar (ou Colonial, ou de África, ou de Libertação), os 50 da Ponte Salazar (perdão, 25 de Abril) e, para que os mais novos não o esqueçam (e anda tudo tão esquecido), o princípio do fim do Império que nos restava. Porque o Brasil já tinha ido, por obra e graça de futuro rei português.


4 – E neste ano, lembrar que o Estado da Índia Portuguesa, conheceria um destino que sempre lhe estava destinado, mas não da forma como aconteceu. Certo. Tinha de ser assim? Quase apetece responder como o general Carlos Fabião, profundo conhecedor da Guiné-Bissau, a uma questão que lhe foi colocada: se me dissessem que a Guerra da Guiné estava perdida, eu diria que sim; mas se me dissessem que a Guerra da Guiné não estava perdida, também digo que não estava. Confusos? Julgo que não. Se a Índia tinha o problema de Goa, nós acrescentamos, que a China tinha o problema de Macau e, na altura, a Indonésia tinha o de Timor. E para Portugal e União Indiana poderia ser outra coisa (de outra forma, quero dizer).


5 – E não se percebe, ainda hoje, que a Índia, com um problema muito mais grave na Fronteira Indo-Chinesa onde tinha perdido cerca de 40 mil Km2 de território para as mãos do Exército Popular da China, podendo aí demonstrar todo o valor do Exército Indiano, vem demonstrar, afinal, que não está para tolerar um poder colonial, com um minúsculo corpo militar no EIP, sem Força Aérea, com forças navais residuais, praticamente só para fiscalização das águas territoriais. E com um total de 3 mil soldados, com armamento totalmente ultrapassado, no tempo e no modo.


E diga-se o que se disser, não se fez mais porque mais não se poderia fazer. E batemo-nos no tempo possível. Para além dele, o impossível não era justo. E o que não é justo, não pode ser cumprido.


6 – E tudo isto foi pena. De um lado e do outro dois Homens Carismáticos, duas lideranças, ambas fortes, que deveriam ter evitado este conflito. Uma das lideranças em autarcia, outra liderança em democracia. E ambas sabiam o que estava em jogo. Nehru sabia, porque sabia, que o Dr. Salazar não poderia ceder na Índia Portuguesa. Cedendo ali, a enxurrada levaria logo a seguir a casa africana pois cedência naquele lado implicaria cedência na Costa do Atlântico e do Índico.


7 – Nehru poderia ter seguido o modelo paciente chinês para com Portugal. Negociar, negociar sempre. Mesmo para além do limite. E sabendo, porque o sabia, que o Mundo estava a mudar (como hoje) e com ele mudaria um dia a situação da tutela portuguesa em Goa, Damão e Diu. E de homem político respeitado, que o era, tornou-se, de um momento para o outro, de “pacifista” para um vulgar “beligerante” tendo ficado mais enfraquecido, porque a sua beligerância foi fraca com os fortes e forte com os fracos cuja retaguarda estava a milhares de quilómetros de distância. Argumentou-se, depois, quase como desculpa, que foi empurrado pelo seu MD Krishna Menon, um radical no Governo indiano. Se o foi, então fraca era a sua liderança política e abalado ficou o seu prestígio como Homem de Estado.


8 – E passados 55 anos, vem à memória a nota oficiosa da Presidência do Conselho de Ministros: “Depois de nas últimas semanas ter realizado poderosa concentração de forças, a União Indiana iniciou hoje a agressão contra o Estado Português da Índia, segundo acaba de confirmar o governador-geral. Nos termos das instruções que haviam sido dadas, as forças armadas entraram em acção na defesa do território. O Governo confia em que todos saberão cumprir o seu dever”.


Estávamos então em 18 de Dezembro de 1961. Entre 30 mil a 40 mil homens do Exército Indiano, apoiados pela Força Aérea e Marinha, atacavam territórios que tinham apenas forças para pouco mais do que para olhar pela paz social dos mesmos.


9 – Com uma tão grande desproporção de forças, nada mais nos restava que um ou dois dias de resistência. Pouco mais poderia ser feito. Salazar, anos antes, não tinha aceitado a sugestão do seu amigo Marcello Mathias. Faça-se um referendo. O resultado, desde que tudo feito como devia ser, iria mostrar ao Mundo o que os goeses queriam, dizia um. O outro, o timoneiro, nem mais uma palavra. Este, em 1959, insistia em discurso, que a situação que o País enfrentava era difícil, mas tínhamos de ter sempre presente uma palavra: AGUENTAR. Ou melhor. Na sede da União Nacional, em 23 de Maio de 1959, dizia: “Aguentar! Aguentar! E nada mais é preciso para que amaine a tempestade e se nos faça justiça”. Só que o Aguentar nesta data, iria ter um problema. Como dizia Franco Nogueira: tinham chegado a Washington os intelectuais de Harvard com o Presidente Kennedy, e com ele, novos ventos sopravam na e da Casa Branca.

 

Aviso Afonso de Albuquerque.jpg

 NRP Aviso «Afonso de Albuquerque»


10 – Mas o assunto não estava definitivamente arrumado. A Índia administrava como parte integrante a Índia Portuguesa, mas como ocupante. Portugal em momento algum prescindia dos seus Territórios da costa indiana, juntamente com os enclaves. O assunto só ficou arrumado, não em data redonda, mas em data quadrada (de quadro jurídico; nada de confusões) com a lei 9/74, que reconheceu a plena soberania da União Indiana, sobre os territórios de Goa, Damão, Diu, Dadrá e Nagar-Aveli. E este reconhecimento é antecedido pela lei 7/74, que abre em definitivo o fechar da página Imperial e Colonial. Com esta lei, Portugal reconhece o direito dos povos à autodeterminação e independência. É o nosso regresso em definitivo ao território europeu e insular atlântico. 


11- E podíamos aqui encerrar o acontecido e noticiado. Mas, talvez valha a pena um terceiro texto. E o Henrique com a sua paciência para ainda me ir lendo e dando guarida. E eu com a esperança de alguém mais ir ler o que escrevo. Vamos a isso.


Em 18.12.2016

 

José Augusto Fonseca

José Augusto da Fonseca


Apoio Documental Principal: IMPRENSA Nacional e Internacional – 1961



publicado por Henrique Salles da Fonseca às 00:29
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Sexta-feira, 2 de Dezembro de 2016
EL PURO D’EL COMANDANTE

 

 

 

Voltando a Fidel Castro, reconheço que se tratava de personagem carismática. Mas não me restam grandes dúvidas de que era um verdadeiro malandro que parece ter mandado matar mais gente do que a ditadura militar do seu antecessor, o boçal sargento Fulgêncio Batista (auto-arvorado em Coronel e em Comandante Chefe das Forças Armadas do seu país) e muitíssimo mais do que a ditadura militar no Brasil. Na ausência de estatísticas fiáveis, fiquemo-nos pelo que se diz.

 

Como já contei noutra crónica (http://abemdanacao.blogs.sapo.pt/na-morte-de-fidel-castro-1747911), a minha tia Amélia Teixeira casou nova com o tio Pairó[1], cubano de origem galega, advogado e que viria a ser professor catedrático de Direito Civil na Universidade da sua Havana natal. E foi por ela que eu soube que a vida em Cuba não era fácil.

HSF-Fulgêncio Batista.jpg

 

Durante o período de Fulgêncio Batista, a boçalidade reinava e Cuba pouco mais seria do que um parque de diversões – eufemismo de prostíbulo – ao largo da Flórida para americanos à busca de diversão mas gerido com grande intervenção da Máfia. Mas os cubanos viviam. Diga-se em abono da verdade que viviam com as dificuldades típicas de um país gerido por gente iletrada, boçal, complexada e, portanto, tendencialmente violenta.

 

Letrado, Fidel pôs um ponto final nesse cenário.

 

O tio Pairó tinha sido professor de Fidel e, conhecendo-o relativamente bem, atribuía aos americanos a culpa da viragem que ele fez para o comunismo. Lembro-me perfeitamente de ouvir a tia Amélia dizer «o Manolo diz que o Fidel não era comunista e que só se virou para a Rússia quando os americanos lhe fizeram a vida negra». E nós, conhecendo o tipo de raciocínio hermético do americano vulgar para quem o mundo é a América e tudo o mais não passa de arrabaldes desprezíveis, estamos mesmo a ver como o caldo se entornou: Fidel fez um Inferno aos negócios da Máfia em Cuba, a Máfia queixou-se ao Governo Americano e este fez um Inferno a Fidel. Não era que a Máfia mandasse no Governo Americano; este apenas pensou que os interesses americanos estavam a ser prejudicados em Cuba e não quis saber de mais nada. A partir daí, todos conhecemos a História...

 

E o que foi a revolução cubana? Muito simplesmente, o alastramento do Inferno a toda a sociedade. Os adeptos do comunismo tecem loas à educação e à saúde mas esquecem-se do pequeno-almoço, do almoço e do jantar; a louvável expulsão dos americanos mafiosos não foi acompanhada da instauração de uma economia virtuosa que criasse níveis mínimos de bem-estar; pelo contrário, o dogma tomou conta de tudo e a economia colapsou. E como a «pureza» da tirania já perdura há quase 58 anos[2], são várias as gerações de cubanos que não sabem viver se não na miséria. E a alta instrução que obtiveram, aplicam-na gerindo stocks de senhas de racionamento e mantendo relações públicas (vulgo, prostituição) com quem lhes acene com moeda forte já que o ordenado médio mensal equivale (em moeda não transaccionável) a € 5,00 e um engenheiro ganha cerca de € 8,00.

 

E não me venham, comunistas, com a conversa mais do que estafada dos malefícios do bloqueio americano. Esse bloqueio não passou de um bluff infantil só «para inglês ver» pois estava super furado pelos próprios americanos disfarçados de canadianos e os outros países cooperaram sempre com Fidel. O problema tem sido um e um só: o modelo económico comunista não funciona e, portanto, não presta. Vi com os meus próprios olhos, não emprenhei de ouvido.

 

E foi por causa do desastre do modelo que muitos cubanos optaram por mandar a «pureza» às urtigas e fugiram em botes, jangadas e câmaras-de-ar devidamente insufladas; os outros, esperaram pelo fim do puro d’el Comandante, esse que não precisava de esperar pelo fim do mês para fumar charutos.

 

HSF-Fidel e o seu Cohiba.jpg

 El Comandante y su puro

E agora?

 

Agora, a ver vamos como dizia o ceguinho. Como assim? Quem é que já viu um comunista abandonar o poder voluntariamente ou em resultado de eleições livres?

 

Não tenho uma bola de cristal que me informe dos passos seguintes em Cuba (nem fora de Cuba) mas creio que tudo terá que ser construído a partir do zero pois o comunismo destruiu completamente a sociedade civil, assim destroçando a Nação cubana que, das duas, uma: ou vive no Partido em obediência cega ou fora dele, numa clandestinidade mais ou menos literal e rigorosa.

 

O sucessor do «tio Manolo» na cátedra de Direito Civil (será que ainda existe?) na Faculdade de Direito da Universidade de Havana vai ter muito trabalho a descodificar as normas partidárias para que, um dia no futuro, Cuba discuta democraticamente um renovado quadro legal e possa finalmente ser aquilo que nunca foi verdadeiramente: um Estado de Direito. Um dia...

 

E que os mafiosos se mantenham à distância.

 

Novembro de 2016

 

HSF-27NOV16.jpg

Henrique Salles da Fonseca

 

[1] Manuel Diaz Pairó - Universidad de La Havana, Facultad de Derecho

[2] - Fidel Castro chegou ao poder no dia 1 de Janeiro de 1959



publicado por Henrique Salles da Fonseca às 08:17
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Quinta-feira, 1 de Dezembro de 2016
RESTAURADORES EM 1 DE DEZEMBRO DE 1640

 

 

Lisboa-Restauradores.jpg

Lisboa - monumento aos restauradores da sobernia nacional 

 

Afonso de Menezes, D.

Álvaro Coutinho da Câmara, D.

Antão Vaz d’Almada, D.
António de Alcáçova Carneiro, D.Alcaide-mor de Campo Maior
António Álvares da Cunha, D. 17º Senhor de Tábua
António da Costa, D.
António Luís de Menezes, D.1º Marquês de Marialva
António de Mascarenhas, D.

António de Melo e Castro
António de Saldanha – Alcaide-mor de Vila Real
António Teles da Silva – Governador do Brasil
António Telo, D.

Carlos de Noronha, D.
Estêvão da Cunha
Fernando Teles de Faro, D.

Fernão Teles de Menezes – 1º Conde de Vilar Maior
Francisco Coutinho, D.

Francisco de Melo
Francisco de Melo e Torres – 1º Marquês de Sande
Francisco de Noronha, D.

Francisco de São Paio
Francisco de Sousa, D.1º Marquês das Minas
Gaspar de Brito Freire
Gastão Coutinho, D.

Gomes Freire de Andrade
Gonçalo Tavares de Távora
Jerónimo de Ataíde, D.6º Conde de Atouguia
João da Costa, D.1º Conde de Soure
João Pereira, D.

João Pinto Ribeiro, Dr.
João Rodrigues de Sá
João Rodrigues de Sá e Menezes, D.3º Conde de Penaguião

João de Saldanha da Gama
João de Saldanha e Sousa
Jorge de Melo
Luís Álvares da Cunha
Luís da Cunha
Luís da Cunha de Ataíde, D.Senhor de Povolide,
Luís de Melo, Alcaide-mor de Serpa
Manuel Rolim, D. – Senhor de Azambuja

Martim Afonso de Melo – Alcaide-mor de Elvas
Miguel de Almeida, D.4º Conde de Abrantes
Miguel Maldonado
Nuno da Cunha de Ataíde, D.1º Conde de Pontével
Paulo da Gama, D.

Pedro de Mendonça Furtado – Alcaide-mor de Mourão
Rodrigo da Cunha, D.Arcebispo de Lisboa
Rodrigo de Menezes, D.
Rodrigo de Resende Nogueira de Novais
Rui de Figueiredo – Senhor do morgado da Ota
Sancho Dias de Saldanha
Tomás de Noronha, D. - 3º Conde dos Arcos
Tomé de Sousa -  Senhor de Gouveia
Tristão da Cunha e Ataíde - Senhor de Povolide
Tristão de Mendonça

 

TOTAL = 55



publicado por Henrique Salles da Fonseca às 05:29
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Sábado, 19 de Novembro de 2016
NA GUERRA DAS LARANJAS

 

Miguel Távora.jpg

Filho do então Marquês de Abrantes, o Senhor D. Miguel da Lancastre e Távora, já então cavaleiro de se lhe pôr um olho em cima, teria entre 15 e 16 anos de idade e foi convidado nos idos de 60 do século anterior para ir passar umas férias escolares de Inverno na Quinta da Torre Bela, propriedade dos Duques de Lafões.

 

E foi então que me veio à ideia a Guerra das Laranjas.

 

Vamos à História...

 

O último Távora.png

 

Quando os seus avós, os Marqueses de Távora, subiram ao cadafalso de Belém, Pedro de Almeida Portugal era ainda um menino. Durante dezoito longos anos ainda ficou longe da família: o pai foi encarcerado no Forte da Junqueira e a mãe e irmãs fechadas no lúgubre Convento de Chelas.

 

Foi sob o signo de muitas contradições que começou a vida do futuro 3º Marquês de Alorna. Távora e de condição aristocrática, protagonizou os episódios políticos mais marcantes do seu tempo, nomeadamente a fuga da Côrte para o Brasil e as Invasões Francesas. Um enredo de intrigas, maldições e invejas, durante muito tempo escondido no emaranhado da História, levou o entretanto nomeado Marquês de Alorna e muitos outros companheiros a juntarem-se aos franceses, combatendo na Europa, participando na 3ª Invasão e partilhando o terrível destino do exército de Napoleão na campanha da Rússia.

 

* * *

 

E quem comandava então a política de defesa em Portugal? Exactamente o Duque de Lafões que, sendo membro do Conselho Régio em representação da Corte Portuguesa exilada no Brasil, proibiu as tropas comandadas por D. Pedro de Almeida Portugal de intervirem contra as forças franco-castelhanas as quais, ao longo da fronteira com Portugal, se encaminhavam de Cáceres para tomarem Olivença. E o herdeiro dos Marqueses de Távora, do lado de cá da fronteira, a ver toda a manobra inimiga mas proibido de agir. E assim foi que o verdadeiro inimigo de Portugal foi identificado com a inépcia do poder instituído passando a caber a Napoleão a preferência dos bravos que por cá ainda havia. Absurdos da circunstância que só quem nela se vê metido consegue decifrar. A velha ordem estava podre, viesse uma nova ordem que pusesse os inaptos na valeta da História.

 

Só que, afinal, acabou D. Pedro por morrer em Königsberg, na Prússia Oriental, aquando da retirada napoleónica daquela que foi a aventura russa do pequeno corso.

 

* * *

 

Então, quando eu ainda era jovem mas já conhecendo algumas passagens da vida de Portugal, ver um Távora a passar férias em casa do Duque de Lafões, fez-me logo pensar que estávamos perante um curto-circuito na História de Portugal.

 

Conclusão? Sim! A de que, a bem da Nação, há ainda muitas pazes a fazer...

 

Novembro de 2016

Uruguai-Piaffer 2.jpg

Henrique Salles da Fonseca



publicado por Henrique Salles da Fonseca às 08:19
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Segunda-feira, 14 de Novembro de 2016
DIA DE SANTA CECÍLIA

Santa Cecilia - Maderno.jpg

Em 1599, Stefano Maderno esculpiu a estátua jacente de Santa Cecília reproduzindo a posição em que o corpo, incorrupto, foi encontrado 14 séculos depois da morte. 

 

Para saber mais, consultar, p. ex., em

https://pt.wikipedia.org/wiki/Santa_Cec%C3%ADlia

 



publicado por Henrique Salles da Fonseca às 12:07
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Quarta-feira, 5 de Outubro de 2016
O FORTE DE PENICHE E A VERDADE HISTÓRICA

 

Forte de Peniche.jpg

 

 

A polémica àcerca da concessão deste forte para um empreendimento turístico levou-me a este comentário dadas algumas confusões que parece haver quanto ao seu valor como monumento histórico relacionado com as lutas anti-salazarismo.

 

Como as lutas salazaristas eram sobretudo contra os comunistas que durante o período do Governo de Espanha ser por eles controlado, além de serem conhecidas as perseguições ali verificadas contra particularmente a religião católica e as que na União Soviética aconteceram para ser possível lá instalar o comunismo, um tal monumento que se realizasse no Forte de Peniche seria também de homenagem ao comunismo.

 

O que obviamente quem for a favor da liberdade em Portugal não poderá estar de acordo.

 

Ainda por cima recordo-me de ter ouvido nos círculos de anti-salazaristas, em que eu participava e não eram comunistas, a versão de que a fuga tinha sido muito apreciada por Salazar pois constava este ter a opinião de que Cunhal nunca deveria passar a ser um mártir e o ideal seria ele viver fora de Portugal.

 

Parece pois que a História precisa de ser bem contada…para que se possa ficar a saber a verdade!

 

Lisboa, 4 de Outubro de 2016

Eng. J.C. Gonçalves Viana

José Carlos Gonçalves Viana



publicado por Henrique Salles da Fonseca às 08:34
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Terça-feira, 4 de Outubro de 2016
ESTÁ COM TOSSE?

Inês, Pedro e....jpg

 

 

Eis como D. Pedro I tirou a Tosse ao escudeiro Afonso Madeira que ele muito amava «mais do que se deve aqui dizer...». Nunca fiando...


Embora havendo três filhos do seu segundo casamento e tendo vivido uma relação intensa com Inês de Castro, com quem também houve descendência, acerca do temperamento deste soberano, o cronista Fernão Lopes dedicou um capítulo que intitulou "Como El-Rei mandou capar um seu escudeiro porque dormia com uma mulher casada", permitindo entrever que o gesto teria sido motivado por ciúmes do monarca por seu escudeiro, de nome Afonso Madeira.

 

Madeira é descrito como um grande cavalgador, caçador, lutador e ágil acrobata, e regista: "Pelas suas qualidades, El-Rei amava-o muito e fazia-lhe generosas mercês."

 

O escudeiro, entretanto, apaixonou-se por Catarina Tosse, esposa do Corregedor, descrita como "briosa, louçã e muito elegante, de graciosas prendas e boa sociedade". Para se aproximar dela, Madeira fez-se amigo do Corregedor, seduzindo-a e consumando a traição.

 

O soberano, entretanto, tudo descobriu e não perdoou Madeira, castigando-o brutalmente. O cronista insiste no afecto do soberano, referindo enigmaticamente: "Como quer que o Rei muito amasse o escudeiro, mais do que se deve aqui dizer (...)", mas regista que D. Pedro mandou "cortar-lhe aqueles membros que os homens em maior apreço têm". O escudeiro recebeu assistência e sobreviveu, mas "engrossou nas pernas e no corpo e viveu alguns anos com o rosto engelhado e sem barba".

 

FGA-2OUT15.jpg

Francisco Gomes de Amorim



publicado por Henrique Salles da Fonseca às 18:37
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Sexta-feira, 23 de Setembro de 2016
LIDO COM INTERESSE – 68

Maimónides.jpg

 

Título – O MÉDICO DE CÓRDOVA

 

Autor – Herbert le Porrier

 

Tradutora – Clara Alvarez

 

Editora – Bizâncio

 

Edição – 5ª, Junho de 2016

 

O médico judeu Moisés Ben-Maimon, conhecido no Ocidente por Maimónides, nasceu em Córdova em 1135 e morreu aos 69 anos no Cairo, corria o ano de 1204, depois de a errância o ter levado – com o pai e o irmão – a Fez e à Palestina.

 

Nesta história, cujo narrador é o próprio Maimónides, o autor confessa que, consultados os documentos históricos, foi fiel ao espírito mas não à letra produzindo uma obra de divulgação histórica de muito fácil leitura. Admito que o trabalho tenha partido de um amontoado de informação bruta que o vulgar leitor (eu, por exemplo) se recusaria a folhear e a ler sequer por alto.

 

Para além do pai do nosso personagem central, o rabi Maimon, ficamos a saber coisas interessantes sobre o muçulmano Averróis (Ibn-Rushd) muito pouco ou mesmo nada religioso que Maimónides sempre teve na mais alta consideração e que tomou por mestre desde os 12 anos, sobre o muçulmano de origem berbere (?) nascido em Algeciras de seu nome Al-Hajib al-Mansur por cá conhecido por Almançor que se gabava de ser analfabeto e sobre o curdo Saladino (Salah-al Din Yusuf) que ao conquistar o Egipto se «agarrou» ao nosso herói para dele beber o máximo de cultura.

 

Portanto, com excepção do bruto conquistador almóada da Península, todos eram personalidades da mais elevada cultura. E como nesta história não dá para distinguir com exactidão onde acaba a realidade comprovável pelos estudiosos para começar a imaginação do autor, tudo se enquadra na plausibilidade do que temos como verídico no âmbito do confronto das Civilizações, i. e., das Religiões, ao nível do esmero cultural de cada uma dessas personagens.

 

Trechos que chamaram a minha atenção:

 

Não eras, como eu, educado de pais para filhos para enfrentar a adversidade; não pertencias ao meu povo que nunca deixou extinguir o pavio da esperança no auge da tempestade, no mais escuro da noite. Há mais de doze séculos que temos um encontro capital marcado a que não podemos faltar: no ano que vem, em Jerusalém. (...) Terás certamente notado que nunca invoquei Deus. Ele terá a sua hora. Tem-nas todas. (pág. 13)

[No âmbito da Civilização] quando o fio carnal tinha interrupções, no vínculo do espírito não havia hiatos. (pág. 99)

Um judeu a fingir que é muçulmano para salvar a pele? Mais vale um cão vivo que um leão morto. Os Árabes são senhores da forma e nada distingue, à primeira vista, uma forma vazia de uma forma cheia. Que nos pedem? Que digamos que Alá é grande e que Maomé é o seu Profeta. (...) tudo é permitido desde que não nos deixemos apanhar. (...) cada um é livre de se empenhar à sua maneira no caminho da salvação. (pág. 121)

Para além de ter cortado a cabeça ao responsável máximo da Universidade de Córdova, Almançor mandou queimar a biblioteca num alegre auto-de-fé para gáudio da populaça, ou seja, dos que não tinham [tido] acesso à festa, [para] o prazer daqueles que o prazer [da cultura] havia excluído. (pág. 130)

A constante da nossa herança [judaica] era o hábito do provisório. O exílio não deveria constituir excepção. (pág. 143)

O que é um povo?, interrogava-se o meu pai. São muitos homens que se alimentam do mesmo reservatório de língua e de cultura, que se submetem sem esforço a um complexo de tradições idênticas, que se reclamam duma história comum e dum futuro convergente. (pág. 161)

Averróis descurava o rito da oração. Encontrava-se preso na contradição irredutível entre o peripatetismo e o dogma corânico, principalmente no que respeitava ao conceito da criação. – Que Deus tivesse feito o mundo a partir do nada, era inconcebível para um espírito humano pois nada pode nascer do nada, como nenhuma quantidade pode estar contida no nada, a menos que desviemos a noção de nada do seu significado essencial. (...) Ao que Maimónides respondeu que não convinha tomar à letra a palavra revelada e que havia que a aceitar como pura alegoria. (pág. 164 e seg.)

Que idiotas são os que nos atacam por errarmos pelo mundo. (...) faço questão de me afastar do seu caminho pois nunca ninguém convenceu um idiota da sua idiotice. (pág. 197)

 

Estas, algumas das «coisas» que despertaram o meu interesse. Muitas outras passagens, quiçá mais importantes, ficam à disposição do futuro leitor desta curiosa obra. A não perder.

 

Setembro de 2016

 

Henrique Salles da Fonseca, Delhi.JPG

Henrique Salles da Fonseca



publicado por Henrique Salles da Fonseca às 07:35
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Quinta-feira, 22 de Setembro de 2016
MAIS UM LUSODESCENDENTE

 

 OS PORTUGUESES NO MUNDO

 

“Em todas as partes do mundo por onde andei, ao ver uma ponte perguntei quem a tinha feito, respondiam «os portugueses»; ao ver uma estrada fazia a mesma pergunta e respondiam: «os portugueses». Ao ver uma igreja ou uma fortaleza, sempre a mesma resposta: «portugueses, portugueses, portugueses».

Desejava pois que, da acção francesa em Marrocos, daqui a séculos, fosse possível dizer o mesmo dos franceses...”

Marechal Lyautey.png

Marechal Lyautey*

In http://lusosucessos.blogspot.com/

 

*Louis Hubert Gonzalves Lyautey (17 Novembre 1854 à Nancy - 27 Juillet 1934 à Thorey) est un militaire français, officier pendant les guerres coloniales, Résident Général au Protectorat français du Maroc en 1912, Ministre de la Guerre lors de la Première Guerre Mondiale, puis Maréchal de France en 1921, académicien et Président d'honneur des Scouts de France. Sa devise, empruntée au poète anglais Percy Bysshe Shelley, est restée célèbre : «La joie de l'âme est dans l'action».

(Wikipédia)



publicado por Henrique Salles da Fonseca às 06:25
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