Quinta-feira, 1 de Dezembro de 2016
RESTAURADORES EM 1 DE DEZEMBRO DE 1640

 

 

Lisboa-Restauradores.jpg

Lisboa - monumento aos restauradores da sobernia nacional 

 

Afonso de Menezes, D.

Álvaro Coutinho da Câmara, D.

Antão Vaz d’Almada, D.
António de Alcáçova Carneiro, D.Alcaide-mor de Campo Maior
António Álvares da Cunha, D. 17º Senhor de Tábua
António da Costa, D.
António Luís de Menezes, D.1º Marquês de Marialva
António de Mascarenhas, D.

António de Melo e Castro
António de Saldanha – Alcaide-mor de Vila Real
António Teles da Silva – Governador do Brasil
António Telo, D.

Carlos de Noronha, D.
Estêvão da Cunha
Fernando Teles de Faro, D.

Fernão Teles de Menezes – 1º Conde de Vilar Maior
Francisco Coutinho, D.

Francisco de Melo
Francisco de Melo e Torres – 1º Marquês de Sande
Francisco de Noronha, D.

Francisco de São Paio
Francisco de Sousa, D.1º Marquês das Minas
Gaspar de Brito Freire
Gastão Coutinho, D.

Gomes Freire de Andrade
Gonçalo Tavares de Távora
Jerónimo de Ataíde, D.6º Conde de Atouguia
João da Costa, D.1º Conde de Soure
João Pereira, D.

João Pinto Ribeiro, Dr.
João Rodrigues de Sá
João Rodrigues de Sá e Menezes, D.3º Conde de Penaguião

João de Saldanha da Gama
João de Saldanha e Sousa
Jorge de Melo
Luís Álvares da Cunha
Luís da Cunha
Luís da Cunha de Ataíde, D.Senhor de Povolide,
Luís de Melo, Alcaide-mor de Serpa
Manuel Rolim, D. – Senhor de Azambuja

Martim Afonso de Melo – Alcaide-mor de Elvas
Miguel de Almeida, D.4º Conde de Abrantes
Miguel Maldonado
Nuno da Cunha de Ataíde, D.1º Conde de Pontével
Paulo da Gama, D.

Pedro de Mendonça Furtado – Alcaide-mor de Mourão
Rodrigo da Cunha, D.Arcebispo de Lisboa
Rodrigo de Menezes, D.
Rodrigo de Resende Nogueira de Novais
Rui de Figueiredo – Senhor do morgado da Ota
Sancho Dias de Saldanha
Tomás de Noronha, D. - 3º Conde dos Arcos
Tomé de Sousa -  Senhor de Gouveia
Tristão da Cunha e Ataíde - Senhor de Povolide
Tristão de Mendonça

 

TOTAL = 55



publicado por Henrique Salles da Fonseca às 05:29
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Sábado, 19 de Novembro de 2016
NA GUERRA DAS LARANJAS

 

Miguel Távora.jpg

Filho do então Marquês de Abrantes, o Senhor D. Miguel da Lancastre e Távora, já então cavaleiro de se lhe pôr um olho em cima, teria entre 15 e 16 anos de idade e foi convidado nos idos de 60 do século anterior para ir passar umas férias escolares de Inverno na Quinta da Torre Bela, propriedade dos Duques de Lafões.

 

E foi então que me veio à ideia a Guerra das Laranjas.

 

Vamos à História...

 

O último Távora.png

 

Quando os seus avós, os Marqueses de Távora, subiram ao cadafalso de Belém, Pedro de Almeida Portugal era ainda um menino. Durante dezoito longos anos ainda ficou longe da família: o pai foi encarcerado no Forte da Junqueira e a mãe e irmãs fechadas no lúgubre Convento de Chelas.

 

Foi sob o signo de muitas contradições que começou a vida do futuro 3º Marquês de Alorna. Távora e de condição aristocrática, protagonizou os episódios políticos mais marcantes do seu tempo, nomeadamente a fuga da Côrte para o Brasil e as Invasões Francesas. Um enredo de intrigas, maldições e invejas, durante muito tempo escondido no emaranhado da História, levou o entretanto nomeado Marquês de Alorna e muitos outros companheiros a juntarem-se aos franceses, combatendo na Europa, participando na 3ª Invasão e partilhando o terrível destino do exército de Napoleão na campanha da Rússia.

 

* * *

 

E quem comandava então a política de defesa em Portugal? Exactamente o Duque de Lafões que, sendo membro do Conselho Régio em representação da Corte Portuguesa exilada no Brasil, proibiu as tropas comandadas por D. Pedro de Almeida Portugal de intervirem contra as forças franco-castelhanas as quais, ao longo da fronteira com Portugal, se encaminhavam de Cáceres para tomarem Olivença. E o herdeiro dos Marqueses de Távora, do lado de cá da fronteira, a ver toda a manobra inimiga mas proibido de agir. E assim foi que o verdadeiro inimigo de Portugal foi identificado com a inépcia do poder instituído passando a caber a Napoleão a preferência dos bravos que por cá ainda havia. Absurdos da circunstância que só quem nela se vê metido consegue decifrar. A velha ordem estava podre, viesse uma nova ordem que pusesse os inaptos na valeta da História.

 

Só que, afinal, acabou D. Pedro por morrer em Königsberg, na Prússia Oriental, aquando da retirada napoleónica daquela que foi a aventura russa do pequeno corso.

 

* * *

 

Então, quando eu ainda era jovem mas já conhecendo algumas passagens da vida de Portugal, ver um Távora a passar férias em casa do Duque de Lafões, fez-me logo pensar que estávamos perante um curto-circuito na História de Portugal.

 

Conclusão? Sim! A de que, a bem da Nação, há ainda muitas pazes a fazer...

 

Novembro de 2016

Uruguai-Piaffer 2.jpg

Henrique Salles da Fonseca



publicado por Henrique Salles da Fonseca às 08:19
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Segunda-feira, 14 de Novembro de 2016
DIA DE SANTA CECÍLIA

Santa Cecilia - Maderno.jpg

Em 1599, Stefano Maderno esculpiu a estátua jacente de Santa Cecília reproduzindo a posição em que o corpo, incorrupto, foi encontrado 14 séculos depois da morte. 

 

Para saber mais, consultar, p. ex., em

https://pt.wikipedia.org/wiki/Santa_Cec%C3%ADlia

 



publicado por Henrique Salles da Fonseca às 12:07
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Quarta-feira, 5 de Outubro de 2016
O FORTE DE PENICHE E A VERDADE HISTÓRICA

 

Forte de Peniche.jpg

 

 

A polémica àcerca da concessão deste forte para um empreendimento turístico levou-me a este comentário dadas algumas confusões que parece haver quanto ao seu valor como monumento histórico relacionado com as lutas anti-salazarismo.

 

Como as lutas salazaristas eram sobretudo contra os comunistas que durante o período do Governo de Espanha ser por eles controlado, além de serem conhecidas as perseguições ali verificadas contra particularmente a religião católica e as que na União Soviética aconteceram para ser possível lá instalar o comunismo, um tal monumento que se realizasse no Forte de Peniche seria também de homenagem ao comunismo.

 

O que obviamente quem for a favor da liberdade em Portugal não poderá estar de acordo.

 

Ainda por cima recordo-me de ter ouvido nos círculos de anti-salazaristas, em que eu participava e não eram comunistas, a versão de que a fuga tinha sido muito apreciada por Salazar pois constava este ter a opinião de que Cunhal nunca deveria passar a ser um mártir e o ideal seria ele viver fora de Portugal.

 

Parece pois que a História precisa de ser bem contada…para que se possa ficar a saber a verdade!

 

Lisboa, 4 de Outubro de 2016

Eng. J.C. Gonçalves Viana

José Carlos Gonçalves Viana



publicado por Henrique Salles da Fonseca às 08:34
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Terça-feira, 4 de Outubro de 2016
ESTÁ COM TOSSE?

Inês, Pedro e....jpg

 

 

Eis como D. Pedro I tirou a Tosse ao escudeiro Afonso Madeira que ele muito amava «mais do que se deve aqui dizer...». Nunca fiando...


Embora havendo três filhos do seu segundo casamento e tendo vivido uma relação intensa com Inês de Castro, com quem também houve descendência, acerca do temperamento deste soberano, o cronista Fernão Lopes dedicou um capítulo que intitulou "Como El-Rei mandou capar um seu escudeiro porque dormia com uma mulher casada", permitindo entrever que o gesto teria sido motivado por ciúmes do monarca por seu escudeiro, de nome Afonso Madeira.

 

Madeira é descrito como um grande cavalgador, caçador, lutador e ágil acrobata, e regista: "Pelas suas qualidades, El-Rei amava-o muito e fazia-lhe generosas mercês."

 

O escudeiro, entretanto, apaixonou-se por Catarina Tosse, esposa do Corregedor, descrita como "briosa, louçã e muito elegante, de graciosas prendas e boa sociedade". Para se aproximar dela, Madeira fez-se amigo do Corregedor, seduzindo-a e consumando a traição.

 

O soberano, entretanto, tudo descobriu e não perdoou Madeira, castigando-o brutalmente. O cronista insiste no afecto do soberano, referindo enigmaticamente: "Como quer que o Rei muito amasse o escudeiro, mais do que se deve aqui dizer (...)", mas regista que D. Pedro mandou "cortar-lhe aqueles membros que os homens em maior apreço têm". O escudeiro recebeu assistência e sobreviveu, mas "engrossou nas pernas e no corpo e viveu alguns anos com o rosto engelhado e sem barba".

 

FGA-2OUT15.jpg

Francisco Gomes de Amorim



publicado por Henrique Salles da Fonseca às 18:37
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Sexta-feira, 23 de Setembro de 2016
LIDO COM INTERESSE – 68

Maimónides.jpg

 

Título – O MÉDICO DE CÓRDOVA

 

Autor – Herbert le Porrier

 

Tradutora – Clara Alvarez

 

Editora – Bizâncio

 

Edição – 5ª, Junho de 2016

 

O médico judeu Moisés Ben-Maimon, conhecido no Ocidente por Maimónides, nasceu em Córdova em 1135 e morreu aos 69 anos no Cairo, corria o ano de 1204, depois de a errância o ter levado – com o pai e o irmão – a Fez e à Palestina.

 

Nesta história, cujo narrador é o próprio Maimónides, o autor confessa que, consultados os documentos históricos, foi fiel ao espírito mas não à letra produzindo uma obra de divulgação histórica de muito fácil leitura. Admito que o trabalho tenha partido de um amontoado de informação bruta que o vulgar leitor (eu, por exemplo) se recusaria a folhear e a ler sequer por alto.

 

Para além do pai do nosso personagem central, o rabi Maimon, ficamos a saber coisas interessantes sobre o muçulmano Averróis (Ibn-Rushd) muito pouco ou mesmo nada religioso que Maimónides sempre teve na mais alta consideração e que tomou por mestre desde os 12 anos, sobre o muçulmano de origem berbere (?) nascido em Algeciras de seu nome Al-Hajib al-Mansur por cá conhecido por Almançor que se gabava de ser analfabeto e sobre o curdo Saladino (Salah-al Din Yusuf) que ao conquistar o Egipto se «agarrou» ao nosso herói para dele beber o máximo de cultura.

 

Portanto, com excepção do bruto conquistador almóada da Península, todos eram personalidades da mais elevada cultura. E como nesta história não dá para distinguir com exactidão onde acaba a realidade comprovável pelos estudiosos para começar a imaginação do autor, tudo se enquadra na plausibilidade do que temos como verídico no âmbito do confronto das Civilizações, i. e., das Religiões, ao nível do esmero cultural de cada uma dessas personagens.

 

Trechos que chamaram a minha atenção:

 

Não eras, como eu, educado de pais para filhos para enfrentar a adversidade; não pertencias ao meu povo que nunca deixou extinguir o pavio da esperança no auge da tempestade, no mais escuro da noite. Há mais de doze séculos que temos um encontro capital marcado a que não podemos faltar: no ano que vem, em Jerusalém. (...) Terás certamente notado que nunca invoquei Deus. Ele terá a sua hora. Tem-nas todas. (pág. 13)

[No âmbito da Civilização] quando o fio carnal tinha interrupções, no vínculo do espírito não havia hiatos. (pág. 99)

Um judeu a fingir que é muçulmano para salvar a pele? Mais vale um cão vivo que um leão morto. Os Árabes são senhores da forma e nada distingue, à primeira vista, uma forma vazia de uma forma cheia. Que nos pedem? Que digamos que Alá é grande e que Maomé é o seu Profeta. (...) tudo é permitido desde que não nos deixemos apanhar. (...) cada um é livre de se empenhar à sua maneira no caminho da salvação. (pág. 121)

Para além de ter cortado a cabeça ao responsável máximo da Universidade de Córdova, Almançor mandou queimar a biblioteca num alegre auto-de-fé para gáudio da populaça, ou seja, dos que não tinham [tido] acesso à festa, [para] o prazer daqueles que o prazer [da cultura] havia excluído. (pág. 130)

A constante da nossa herança [judaica] era o hábito do provisório. O exílio não deveria constituir excepção. (pág. 143)

O que é um povo?, interrogava-se o meu pai. São muitos homens que se alimentam do mesmo reservatório de língua e de cultura, que se submetem sem esforço a um complexo de tradições idênticas, que se reclamam duma história comum e dum futuro convergente. (pág. 161)

Averróis descurava o rito da oração. Encontrava-se preso na contradição irredutível entre o peripatetismo e o dogma corânico, principalmente no que respeitava ao conceito da criação. – Que Deus tivesse feito o mundo a partir do nada, era inconcebível para um espírito humano pois nada pode nascer do nada, como nenhuma quantidade pode estar contida no nada, a menos que desviemos a noção de nada do seu significado essencial. (...) Ao que Maimónides respondeu que não convinha tomar à letra a palavra revelada e que havia que a aceitar como pura alegoria. (pág. 164 e seg.)

Que idiotas são os que nos atacam por errarmos pelo mundo. (...) faço questão de me afastar do seu caminho pois nunca ninguém convenceu um idiota da sua idiotice. (pág. 197)

 

Estas, algumas das «coisas» que despertaram o meu interesse. Muitas outras passagens, quiçá mais importantes, ficam à disposição do futuro leitor desta curiosa obra. A não perder.

 

Setembro de 2016

 

Henrique Salles da Fonseca, Delhi.JPG

Henrique Salles da Fonseca



publicado por Henrique Salles da Fonseca às 07:35
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Quinta-feira, 22 de Setembro de 2016
MAIS UM LUSODESCENDENTE

 

 OS PORTUGUESES NO MUNDO

 

“Em todas as partes do mundo por onde andei, ao ver uma ponte perguntei quem a tinha feito, respondiam «os portugueses»; ao ver uma estrada fazia a mesma pergunta e respondiam: «os portugueses». Ao ver uma igreja ou uma fortaleza, sempre a mesma resposta: «portugueses, portugueses, portugueses».

Desejava pois que, da acção francesa em Marrocos, daqui a séculos, fosse possível dizer o mesmo dos franceses...”

Marechal Lyautey.png

Marechal Lyautey*

In http://lusosucessos.blogspot.com/

 

*Louis Hubert Gonzalves Lyautey (17 Novembre 1854 à Nancy - 27 Juillet 1934 à Thorey) est un militaire français, officier pendant les guerres coloniales, Résident Général au Protectorat français du Maroc en 1912, Ministre de la Guerre lors de la Première Guerre Mondiale, puis Maréchal de France en 1921, académicien et Président d'honneur des Scouts de France. Sa devise, empruntée au poète anglais Percy Bysshe Shelley, est restée célèbre : «La joie de l'âme est dans l'action».

(Wikipédia)



publicado por Henrique Salles da Fonseca às 06:25
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Quarta-feira, 3 de Agosto de 2016
HERANÇA

 

MADUFA-Fazenda 1.jpg

Fazenda Invernada de 1822 (em reforma) Morro Agudo-SP

Fonte: Informativo (Jornal da Carol) 2005

 

É triste ver cidades com séculos de existência destruírem o seu património histórico-arquitectónico em nome do tão sonhado progresso. Derrubada de casarões e de edifícios de época é feita da noite para o dia, sem a menor consciência. Que desenvolvimento é esse que apaga da sua história as marcas e caminhos percorridos por seus antepassados? Como exigir dos cidadãos de agora amor e respeito ao solo que os viu nascer se eles não têm referencias e exemplos a seguir? Como desenvolver sentimentos de identidade, pertença e orgulho, se eles não conhecem suas raízes, passado, lutas e conquistas! Como formar indivíduos briosos e valentes se eles não sabem de quem provêm, de onde vêm e para onde vão? Como poderão avaliar a força do gene que cada um traz em si e que foi capaz de mobilizar gerações a ir atrás do sonho?

 

É na sequência de gerações que o caminho se faz e se aprimora. É nas marcas deixadas por elas que o orgulho de pertença aparece. É na herança que o passado nos deixa que o futuro se assenta e o progresso acontece.

 

A história interiorana é tão rica quanto seu solo. Nele se achou ouro, diamantes, pedras preciosas. Plantou-se e criou-se gado. Gente aventureira, desbravadora e destemida se instalou em seu território, fez coisas boas e más, aos trancos e barrancos, acertando e errando, trouxe progresso.

 

Longe do Poder Central e da civilização, os portugueses, depois de lutas, mortes e expulsões, conquistaram a região. Abriram com a ajuda dos índios aculturados picadas e caminhos, vararam rios e florestas, fundaram arraias e vilas, destruíram tribos e quilombos. Ganharam sesmarias, compraram e se apossaram de terras, fizeram grandes fazendas onde desenvolveram latifúndios que, com ajuda do escravo e do caboclo, mais tarde dominaram a política do interior brasileiro.

 

Há quase duzentos anos, uma das famílias que marcou esse espaço fundou em Morro Agudo, na margem esquerda do Ribeirão do Carmo, a Fazenda Invernada.

 

MADUFA-Fazenda 2.jpg

Fazenda Invernada (de 1864) Morro Agudo-PS

Fonte: Informativo (Jornal da Carol) Maio/2005

 

A ideia inicial do Tenente Francisco António Junqueira, do seu irmão João Francisco e do seu cunhado, o alferes João José de Carvalho, era pousar para invernar, mas gostaram tanto do local que ficaram e construíram uma fazenda que subsiste até os nossos tempos. Nela Francisco António estabeleceu-se definitivamente, criou seus 21 filhos (dos quais sobreviveram sete), criou gado e produziu queijos para a venda. Um dos seus filhos, Francisco Marcolino Diniz Junqueira, herdeiro que ficou com a Fazenda Invernada, se tornou um grande produtor de bovinos, porcos, muares e cavalos.

 

Cavalo Mangalarga.png

 

Foi dessa geração que saíram os protótipos dos Mangalarga, orgulho da raça equina do interior. Nestes quase 200 anos de gerações da família, o património cresceu e o conjunto arquitetónico da fazenda (casa grande, senzala, dependências de serviço,...) foi preservado (1822/1864) e reformado para orgulho da Família Junqueira de Morro Agudo SP.

 

Uberaba, 28/07/16

Maria Eduarda Fagundes

Maria Eduarda Fagundes

 

Fonte dos dados:

Jornal da Carol (Maio/2005)



publicado por Henrique Salles da Fonseca às 17:37
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Domingo, 31 de Julho de 2016
ET POUR CAUSE...

 

BATALHA DE OURIQUE.jpg

 

Ao período da História europeia compreendido entre a queda do Império Romano do Ocidente vulgarmente conhecida por «queda de Roma» em 476 d.C. e a queda do Império Romano do Oriente vulgarmente conhecida por «queda de Constantinopla» em 1453 d.C. chama-se Idade Média.

 

E chamou-se-lhe Média porque se situa entre a Idade Antiga, a que decorreu desde a invenção da escrita até 476 d.C. e a Idade Moderna que vai de 1453 até à Revolução Francesa, em 14 de Julho de 1789.

 

Feitas as contas, a Idade Média durou 1313 anos, o que foi suficiente para que muita coisa tenha acontecido no seu decurso…

 

E aconteceram muitas coisas ainda hoje tão importantes como a formatação política que com adaptações desenhou a Europa actual. Por exemplo, a constituição de Portugal com as fronteiras que hoje globalmente1 prevalecem.

 

A componente militar foi determinante em toda a construção europeia e essa a razão pela qual hoje é tão difícil reunir sob um único comando as Forças Armadas que durante séculos se guerrearam entre si.

 

  • Um Batalhão português sob comando espanhol? Só se for para ensaiar a repetição da Batalha de Aljubarrota ou da Guerra da Restauração.

  • Uma unidade militar francesa com tecnologia de ponta sob comando alemão? Só se for para um remake conclusivo de Verdun.

  • Uma Companhia de Fuzileiros inglesa sob comando dinamarquês? Só se for para expiação da alma de Hamlet.

 

E como foi a Europa construida?

 

Pois bem, com diversos modos mais ou menos violentos:

 

- Algaras – incursões militares em território inimigo como manifestação de poder (todas as que os cristãos faziam em território mouro e vice-versa);

 

- Bafordos – torneios em substituição de batalhas sob a égide de autoridades religiosas que arbitravam e confirmavam os resultados (foi no bafordo do Vale do Vez que os portugueses venceram os leoneses e castelhanos assim confirmando a determinação política da independência de Portugal; também, uma vitória do Arcebispo de Braga, D. João Peculiar, contra o Arcebispo Gelmirez de Santiago de Compostela);

 

- Fossados – acções militares com saque mas sem intenção de conquista territorial, apenas com o objectivo de reforçar a fortuna dos atacantes (foi na sequência de um fossado que D. Afonso Henriques fez a Sevilha que se deu a batalha de Ourique em que os perseguidores foram derrotados);

 

- Presúrias – acções militares com saque e conquista territorial (todas as da reconquista cristã da Península Ibérica).

 

Et pour cause… de quando o Islão ameaça de novo Portugal e Espanha.

 

Julho de 2016

 

Henrique Salles da Fonseca, Delhi.JPG

Henrique Salles da Fonseca

(na grande mesquita de Delhi, Janeiro de 2008)

 

1 - Excepção à usurpação espanhola de Olivença desde 1801



publicado por Henrique Salles da Fonseca às 17:39
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Quinta-feira, 28 de Julho de 2016
BATALHA DE OURIQUE

BATALHA DE OURIQUE.jpg

 

Tinha D. Afonso Henriques ido a Sevilha fazer um fossado de que haviam resultado avultadas prebendas quando viu que estava a ser perseguido por importante grupo dos que ele prejudicara dias antes e que queriam reaver os bens que lhes tinham pertencido.


Como era costume nessas épocas, os guerreiros faziam-se acompanhar de mulheres, crianças e criados.

 

D. Afonso Henriques decidiu então esperá-los em campo aberto, vazio (significado de «ourique») e fazer-lhes frente em local tão inesperado pelos mouros.


Não esperando pelo combate em local tão vazio e sem defesas, os mouros foram apanhados desprevenidos e vencidos.

 

D. Afonso Henriques manteve as prebendas que fossara em Sevilha, ficou com as mulheres dos mouros que morreram no combate, filhos e criados e seguiu caminho em direcção a Coimbra.


Só que dentre os cativos, dizia-se haver muitos mossárabes e o clero de Coimbra veio-lhe ao caminho exigindo a D. Afonso Henriques que libertasse de imediato esses cativos cristãos.


Parece que sim, que foram libertados mas é conveniente consultar fontes históricas mais eruditas que a minha para saber como decorreu o episódio até à calmaria que se lhe seguiria…

 

Henrique em Marrakesh.jpg

Henrique Salles da Fonseca

(em Marrakesh, terra moura)



publicado por Henrique Salles da Fonseca às 08:56
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