Domingo, 14 de Fevereiro de 2010
OS ESCRAVOS BRANCOS AÇORIANOS

 

 
 
 
Desde o nascimento como povo, os açorianos conheceram a escravidão. À principio como vitimas e presas de piratas nas lutas religiosas entre cristãos e muçulmanos e mais tarde como mão-de-obra barata e escrava em terras de novo mundo. Com a proibição do tráfico de escravos no século XIX, os grandes plantadores brasileiros viram-se na condição premente de arranjar gente para trabalhar a terra. Foi na imigração que a politica tentou resolver o problema. Formaram-se grupos legais para contratos de trabalho no exterior, amparados pelos governos. Os portugueses e italianos mais pobres e necessitados eram os mais encontrados para  fazerem esse tipo de transacção.  
 
Os imigrantes recebiam passagens,   pagamentos de deslocamentos até as fazendas. Alimentação e local para morada, tudo seria pago com prestação de serviços até cumprirem o contrato. Assim começavam as desditas desses contratados. Com as dificuldades em juntar dinheiro, a maioria não conseguia liquidar as dividas e tornava-se cativa dos patrões.   A situação piorava quando o imigrante se encontrava em situação irregular com o Estado, quando entrava no país de forma clandestina. Com receio de procurar alguma autoridade, tornava-se um marginal sem direitos e muitas vezes caía no crime. Só bem mais tarde, no século passado,  o Consulado Português  tomou uma atitude controlando e avaliando os  contratos  de trabalho, para tentar proteger o imigrante contra os especuladores e desmandos de patrões desumanos.
 
Com o tempo os imigrantes portugueses perceberam que nas actividades urbanas e no Comércio poderiam ter mais chance de independência financeira. Mas os açorianos, na imensa maioria analfabetos, sem alternativa de escolha de trabalho,  iam para as fazendas produtoras de café, na zona rural. Os que escolhiam ficar na cidade faziam trabalhos braçais como conduzir ou puxar carroças ( os burros sem rabo) ou trabalhar em Chácaras perto da cidade, cuidando de plantas e gado.
 
Para fugir da miséria ou do serviço militar obrigatório muitas famílias portuguesas faziam sacrifícios,  vendiam o que possuíam para enviar os filhos para o exterior. Assim é que jovens de 17 anos e até menos,  chegavam ao país desconhecido sozinhas. Felizes eram as que encontravam abrigo em casa de parentes e amigos,  porque não era incomum serem largadas à própria sorte para trabalhos em armazéns e casas de charque onde dormiam em cima de sacos de cebolas e feijão,  dividindo o espaço com ratos e comendo o que lhes dava o patrão. Sem higiene e alimentação adequados, muitos não resistiam e caíam doentes. Alguns  morriam abandonados em alguma instituição pública para indigentes. Os mais fortes resistiam e ganhavam a vida fazendo serviços brutos,  ou como atendentes em lojas. Alguns conseguiam serviços de caixeiro viajante.   Esses  ganhavam o suficiente para sobreviver e conseguiam até fazer 
"dinheiro". Eram uns poucos.
 
Numa amostragem oficial do inicio do século passado, no Rio de Janeiro, de 182 imigrantes homens açorianos (oriundos do Faial), 120 eram solteiros, apesar de terem mais de 40 anos. O motivo declarado era a dificuldade de ter ganhos para sustentar uma família.
 
Nas fazendas do interior brasileiro as dificuldades de adaptação ao meio arruinavam a saúde dos imigrantes europeus mais fracos. Levantavam-se antes da aurora, tinham meia hora para cada refeição (três por dia)  e só paravam de trabalhar após uma jornada de 10 horas, quando a noite caia. O sol e o calor inclementes, os mosquitos, os animais  peçonhentos,  a derrubada das matas,  os alimentos diferentes, a falta de médicos e de remédios foram situações superadas só nas gerações subsequentes. Os primeiros imigrantes precisaram aprender a se alimentar com a farinha de mandioca mansa - a brava mata - e de milho, a comer carne e peixes secos. Passaram a conhecer e comer frutos e animais selvagens e a  se tratar com receitas indígenas e roceiras para sobreviver.   O café passou a fazer parte do seu dia a dia,  como alimento e estimulante para superar o cansaço da lida. Eram tantas as mortes que um agente consular do Maranhão dizia...que num ambiente somente suportado pelos africanos, naturalmente adaptados, o louco imigrante colocava a vida quotidianamente em risco...
 
Havia também os mais espertos, aqueles que saíam da terra com um contrato, mas chegando no país pediam liberação dele, com alegações e negociações através do Consulado. Pagavam multas ou renegociavam-nas pelo dobro do contrato. Esses foram os que não se apertaram, que souberam usar das brechas e das falhas das leis, foram os protótipos dos nossos políticos!
 
No contingente açoriano vinham também mulheres, casadas e solteiras. Ramalho Ortigão dizia do apreço dos fazendeiros brasileiros pelas jovens açorianas, chegando a pedi-las por "encomenda! É sabido de casos em que eram empregadas em serviços domésticos e outros serviços não tão honrados, dependendo da aparência que possuíam.  Na luta pela sobrevivência, sem qualificação profissional, nas cidades,  muitas se entregavam à prostituição, morrendo não raro de doenças, ditas antigamente venéreas,  em cortiços infectos,  sozinhas.
 
Mas dentre tantas tristes histórias haviam também aqueles que sobreviveram e que "fizeram a  América". No inicio do século passado, as estatísticas dos Açores diziam que em cada 10 emigrantes, 3 morriam, 3 voltavam mais pobres e haviam aqueles poucos que voltavam com a saca cheia! O resto ficava e não voltava mais. Os que constituíam nova família, a família brasileira. Basta comprovar na História os brasileiros filhos ou netos de açorianos que marcaram presença,  Machado de Assis, Getúlio Vargas, João Goulart, Cecilia Meirelles, Érico Veríssimo, Euclides da Cunha, Pedro Nava, Guimarães Rosa ...e tantos outros que têm nas veias o sangue açoriano.
 
Embora essa posição não seja hoje mais comum de se ver, até uns cinquenta anos atrás aquele imigrante que conseguia fazer capital e se destacar na sociedade local era motivo de inveja e até de hostilidades. A explicação possa ter sido dada pelo complexo colonial brasileiro daquela época,  em que ainda havia uma necessidade de afirmação nacionalista. Talvez fosse perturbador ver o imigrante ignorante e miserável, apesar  de todas as dificuldades, ser capaz de em  terra estranha superar a mediocridade da sua existência.
 
Uberaba, 10/02/2010
 Maria Eduarda Fagundes
 

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publicado por Henrique Salles da Fonseca às 11:34
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10 comentários:
De Adriano Lima a 15 de Fevereiro de 2010 às 23:24
Entristece ler isso, mas infelizmente é pura verdade. Este tipo de escravidão também aconteceu no arquipélago de Hawaii, para onde foram levados açorianos e madeirenses, mais ou menos na mesma altura. A nossa televisão transmitiu há alguns anos uma reportagem sobre o caso do arquipélago de Hawaii.


De mihelle a 14 de Junho de 2012 às 20:47
E triste mas nao podemos eskecer ke os portugueses,judiaram muito dos negros tbm,sou contra qker escravidao,e mts brancos foram escravos e ate o ser humano e escravo das sua obrigaçoes!!mas creio ke msm hj em dia kem imigra pra outro país sofre muito msm,nao e facil vc ta indo p um lugar ke nao e seu,e triste mas e a realidade,nao tem vitimas nisso tudo ai,so culpados mesmos,e nos tds somos,colhemos o ke plantamos!!


De Henrique Salles da Fonseca a 14 de Junho de 2012 às 21:28
Mihelle:
Deve ser necessário pensar muito para conseguir escrever desse modo absolutamente inacreditável.
E Você fica contente com isso?
Que lástima!!!
São, portanto, Vocês brasileiros, que acabam com o famigerado Acordo Ortográfico. Obrigado por nos pouparem esse trabalho.
Henrique Salles da Fonseca


De Mihelle a 14 de Junho de 2012 às 23:42
Quantos anos você tem meu querido? Eu tenho 17 anos. Será que eu não tenho tempo de aprender a escrever melhor? Pra sua informação eu escrevo muito bem. Eu só escrevi assim, porque é o jeito que escrevo na internet. Posso muito bem escrever um texto enorme, mas eu não quis, pois é minha opinião e peço pra você respeitar. Se você não sabe, aqui no Brasil temos um jeito de escrever diferente na internet. Isso não quer dizer que eu seja burra, muito pelo contrário. Eu sou estudada e tenho aqui no Brasil uma condição financeira muito boa, melhor do que muitos portugueses. Pra sua informação, meu bisavo foi português. Não apoio nenhum tipo de escravidão, tanto de negros contra brancos, quanto de brancos contra negros. O que eu quis dizer é que tudo mundo sabe que quem sai do Brasil e vai para portugal ou estados Unidos trabalham feitos burro de carga. Não vem falar mal dos brasileiros, porque senão vou falar mal dos portugueses e não gosto de me rebaixar a esse nível. Portanto respeite a minha opinião como eu respeito as opiniões alheias. Respeite para ser respeitado. Até mais.


De Henrique Salles da Fonseca a 15 de Junho de 2012 às 05:33
Tenho 67 anos, minha querida e poderia ser seu avô.
Sugiro-lhe que não progrida na degradação da escrita pois isso significa desleixo na qualidade da comunicação. E quando deixarmos de comunicar com qualidade, então aproximar-nos-emos dos grunhidos.
Puxe para cima, não se deixa arrastar para baixo.
Seu «Avô»,
Henrique



De Willian a 15 de Junho de 2012 às 14:54
Henrique,

Isso q vc diz sobre a forma de escrita é totalmente desnecessario. Ninguem é obrigado a escrever formalmente na net, as pessoas tem pressa, dispoe de pouco tempo e nem sempre estao com paciencia p ficar acentuando palavras ou escrevendo tudo "certinho".
É ridiculo isso, a moça da a opiniao dela em seu post e em vez de comentar algo sobre isso, vc vai ficar criticando o jeito dela escrever?
o q ela disse é verdade. Em portugal, muitos brasileiros sao tratados como lixo, sofrem preconceito e sao humilhados. os indios brasileiros foram enganados desde que aqueles malditos portugueses colocaram a ponta do pe no brasil. roubaram nossas riquezas, escravizaram nossos indios, surraram nosso povo. alem disso escravizaram africanos no nosso pais. E depois de fazerem tudo isso, ainda vcs que tem preconceito com nosso povo? Vc é preconceituoso henrique, a moça nao falou nada demais e vc ja julgou ela. alias, julgou todos os brasileiros.
Nao somos animais como vc diz p conta de ortografia, somos pessoas. nao e porque nem todo mundo escreve perfeitinho como vc, que as pessoas nao merecem respeito. respeite os brasileiros, e respeitaremos os portugueses.

Willian


De Henrique Salles da Fonseca a 15 de Junho de 2012 às 18:42
William:
Você deve ser inglês ou yankee; se fosse de origem portuguesa seria Guilherme.
Apenas referi a escrita e nada mais.
Quer discutir o resto?
Dê a cara e apresente as suas credenciais para me ensinar seja o que for. Será então que me disporei a aprender, o que farei com todo o gosto se Você tiver nível para isso. Por enquanto ainda NADA demonstrou.
Henrique Salles da Fonseca


De Willian Figueiredo Fachetti a 15 de Junho de 2012 às 19:44
Nao quero discutir o resto. Entrei no site por causa da materia, nao vou ficar aqui batendo boca com vc. agente discute com quem tem interesse em debater o assunto, nao com gente q nem vc que foca em coisas desnecessárias.
mas ja q vc acha que eu nao tenho nivel pra dizer quem sou, pesquisa meu nome no google. ta ai, Willian Figueiredo Fachetti. percebe no meu sobrenome q tenho decendencia portuguesa, ja que vc se precepitou e disse q nao. e nao sou ingles nem americano. sou brasileiro de pai e mae. acontece q aqui no brasil nao é como em portugal, que se tem q procurar os "vocábulos" em uma lista oficial. no brasil, podemos escolher o nome q quisermos, mesmo que seja originario de outro pais. entao, colocar Willian, ao inves de Guilherme, em criança brasileira nao é contra a nossa legislaçao.
mas e por isso q nao estou interessado em discutir o assunto aqui. vc em vez de falar sobre o assunto da materia, fica procurando detalhes sem importancia, como ortografia ou nome proprio. por fim, meu nome esta ai, pra quem quiser ver se eu existo.

Willian


De Henrique Salles da Fonseca a 15 de Junho de 2012 às 20:24
A matéria de fundo não tem discussão pois estamos todos de acordo, desde a menina até mim, passando por si que entrou na conversa.
O que está em causa é a forma, não o conteúdo. Não percebeu?
Passe bem.
Dou aqui o processo por encerrado. Escrevam como quiserem nesse crioulo mal amanhado a que erradamente chamam português.



De Henrique Salles da Fonseca a 18 de Junho de 2012 às 08:48
Caros comentarista;
RECEBIDO POR E-MAIL:

Muito me alegro em ver que meu texto foi lido com interesse. Peço apenas, como diz o nosso prezado moderador, o Economista e Prof. Salles da Fonseca, que se atenham ao conteúdo, pois a forma de escrever tem lá suas evidentes diferenças, se avaliarmos a idade, a cultura e a origem de cada um que deu seu parecer. O conteúdo e a forma aprimoram-se com estudo e o tempo..., mas a curiosidade é própria da juventude, por isso mesmo vou tentar aproveitá-la para esclarecer alguns posicionamentos, dentro do meu parco cabedal cultural.

A Michelle tem razão em execrar a escravidão, ela é uma mancha social a combater. Mas olhando de uma maneira realista e histórica, não podemos esquecer que a escravidão foi e é um sistema sócio-econômico muito antigo, baseado na servidão das pessoas. Não foi invenção nem monopólio português. Fez parte da hierarquia social de quase todas as sociedades, das menos às mais civilizadas. Que digam os indígenas, os bárbaros, os judeus, os gregos, os romanos, os árabes, os portugueses, os ingleses, os holandeses, os franceses, os brasileiros, ...que a exerceram de uma forma mais ou menos marcante, mas sempre tendo em vista os interesses políticos e econômicos.

Sem gente suficiente, foi através dos degredados, dos pobres continentais e insulares sem eira nem beira, do trabalho do índio escravizado e principalmente da mão-de-obra africana, forte e resistente, adaptada ao clima e aos trabalhos necessitados, que Portugal conseguiu ocupar e viabilizar economicamente o Brasil. Brasileiro era chamado o português que vinha para as terras tropicais e que ali se fixava gerando com a índia e a negra, que ele trouxe consigo, o povo brasileiro.

Como a Michelle e o Willan não são seus pais, mas que só existem porque eles existiram antes deles, os brasileiros são com todas as qualidades e defeitos, um povo gerado pela miscigenação do português e seus escravos, que como vêem nem sempre maltratados. É só desvendar um pouco mais a História Brasileira e verão o quanto as índias e Chicas da Silva dominaram os corações e vontades do conquistador Português. A escravidão é sempre uma condição degradante e triste, mas ainda hoje, em pleno século XXI, se apresenta sob diversas maneiras, sociais, políticas, econômicas, é só ler os jornais ou ver as notícias na TV.

A juventude brasileira não é tola, sabe o que quer, mas , em geral, pouco se interessa pela História. Quando a lê, se atém resumidamente a datas, a episódios, a pareceres viciados, que nem sempre correspondem à realidade. É preciso ler mais e diversificar as fontes das leituras, amadurecer, acumular saberes, ver com os olhos das sociedades locais os emaranhados politico-sociais das épocas para avaliar e entender melhor os comportamentos históricos. A História é dinâmica, é feita de acontecimentos e de desenvolvimentos, tem desdobramentos. A cada situação apresenta um contexto que lhe dita as regras, que lhe mostra os caminhos, que lhe desenha o futuro, que lhe marca a época. Antes de julgá-la deveríamos aprender com ela, assim, talvez errássemos menos.

Agradeço os comentários e espero que o meu texto, por ser fundamentado em várias fontes fidedignas, possa de fato ter contribuído de alguma maneira para o conhecimento de todos nós, portugueses e brasileiros.

Um abraço de uma açoriana, portanto portuguesa de nascimento, brasileira de formação e contribuição social, e tronco materno de duas gerações de brasileiros, uma carioca e outra mineira.

Maria Eduarda Fagundes

Uberaba, 17 de junho de 2012


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