Sexta-feira, 18 de Dezembro de 2009
A BEM DA HUMANIDADE

 

 
 
Foto de Cesar Loureiro/Ag Globo
Local Praia de Copacabana, RJ
Fonte: Revista Veja ( 2 de Dezembro/2009)pg 136
 
 
 
O  facto é que, fora a polémica sobre o aquecimento global,  ignorando as altas pesquisas científicas,  sérias ou manipuladas,  o clima está mudando mais rápido do que se previa nestes últimos  50 anos. Qualquer um que more abaixo da linha do Equador, e que tenha mais de 60 anos, percebe na pele essa mudança.
 
No Brasil,  o Inverno (frio)  no centro-oeste não existe mais. Do rico e pouco estudado serrado não resta quase nada, só pequenas áreas de reserva  ambiental em  fazendas particulares e algumas faixas de mata marginais às estradas. A seca em certas zonas da Amazónia, antes nunca mencionada,  agora é noticia nos telejornais.  São enormes áreas derrubadas e queimadas para fazer pastos, explorar o subsolo, fazer pesquisas por nacionais e estrangeiros.
 
Avenidas e áreas residenciais de cidades litorâneas do nordeste  submergiram, em poucas décadas,  tomadas pelas águas do mar e areias.  No interior da região,  são as perenes secas levando ao êxodo a sua sofrida população, pela inoperância dos governos.  No sul e sudeste,  dunas desaparecem sob acção humana, as chuvas e os ventos, desregulados, destroem cidades com enchentes e tornados. Na Argentina, por inadequado gerenciamento ecológico, áreas pastoris viram deserto. Tudo isso são eventos geo-climáticos que, pouco apercebidosaté algum tempo atrás, agora passaram a fazer parte da nossa " rotina"  quotidiana.
 
 No mar contaminado, os corais e o micro plâncton, envenenados, se extinguem.A fauna com seu sistema de radar biológico, discinético, "aloprado", perde o rumo,  morre nas praias,  asfixiada.  Animais silvestres, em  extinção ou não,  sem espaço, invadem as urbes sujas e poluídas à procura de alimento, levando  viroses desconhecidas, contaminando mais ainda os humanos.  Nos campos, plantas, sementes  e frutos que não se desenvolvem se não forem tratados com agrotóxicos ou outros venenos, cada vez mais poderosos, para não se falar dos transgénicos. Nunca se teve tantas doenças alérgicas,  respiratórias,  dos aparelhos digestivo e imunológico,  como agora.Não há como ignorar,  seja pelo desmatamento desenfreado, ou  pela emissão dos gases,  emitidos pela digestão dos animais dos grandes rebanhos comerciais e pelas industrias;  seja pelos gases eliminados na queima dos combustíveis fósseis,  ou expelidos nas catástrofes naturais (queimadas,  vulcões), formando buracos na camada de ozónio;  seja pelacontaminação das minas e lençóis freáticos ou pela sujeira deixada pelos artefactos espaciais que circulam na órbita terrestre,   é notório perceber as mudanças físicas e climáticas que estão  ocorrendo de maneira acelerada na face  da Terra.  Está passando a hora de parar,  de reavaliar as consequências dos nossos actos, de assumir compromissos e tomar atitudes efectivas para preservar o meio ambiente para o bem da humanidade.
 
O homem actual, egoísta, com sua desmedida ambição e ilusória omnipotência,  está modificando o seu habitat, a sua casa.Talvez,  inviabilizando a vida neste lindo e azul planeta.  É preciso acordar, dar um basta. É preciso ter atitudes de respeito à vida, à natureza. É preciso garantir o futuro. 
 
 Maria Eduarda Fagundes
Uberaba, 13 de Dezembro de 2009


publicado por Henrique Salles da Fonseca às 09:25
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1 comentário:
De Henrique Salles da Fonseca a 18 de Dezembro de 2009 às 19:16
RECEBIDO POR E-MAIL:

Mas o espaço da sua fotografia é lindo, outros há lindos também, uns tratados pela acção do homem, outros naturais, onde a mão do homem, felizmente ainda não chegou. Há sempre um deus que recompõe o que destrói e o homens também o fazem, com muita coragem por vezes. Confiemos na cimeira de Copenhaga para eliminar certas ambições causadoras da destruição do planeta. E continuemos a amar os nossos filhos, se nos deixarem. Somos criadores de vida, não podemos aceitar que no-la destruam assim. Será necessário um desenvolvimento tecnológico em ritmo tão acelerado? Pobres árvores pulmões da Terra, que deitamos abaixo com tanto desamor, pelas árvores e pela Terra! A Maria Eduarda Fagundes deve continuar a alertar com a sua objectividade e rigor para esses perigos que tão bem analisa! Oxalá a "ouçam"!
Berta Brás


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