Quarta-feira, 30 de Setembro de 2009
CRÍTICA DA TOLERÂNCIA PURA

 

A Tolerância da Intolerância um Sinal da Decadência?
 
 
 
Afinal, a frase evangélica, “no caso de te darem uma bofetada na face põe a outra face à disposição do inimigo”, só parece ser própria para afirmar no rosto dos outros! A dinâmica e relevância dos grupos mais fortes da História têm dado razão aos militantes sociais e não aos pacíficos.
 
O autor Henriyk M. Broder no seu novo livro “Kritik der reinen Toleranz” (Crítica da Tolerância pura), censura a política da tolerância perante imigrantes intolerantes. Broder é conhecido também pela crítica da violência de motivação islâmica e doutros males sociais. Critica o abuso de certos grupos que abusam do recurso à assistência social à custa dos trabalhadores. Entre muitos casos de abuso, relata o exemplo dum islamista de origem egípcia que nunca trabalhou, adquiriu a nacionalidade alemã, vive em Berlim e recebe pelos os seus 7 filhos 2300 euros por mês, além da complementação da renda de casa e outros apoios. Até aqui nada de especial, o problema é que ele conseguiu impor o nome de Dschiad (Guerra Santa) para o filho, através do tribunal. O processo que ganhou em segunda instância foi subsidiado pela assistência social.
 
Broder não consegue compreender que haja alemães com trabalhos precários e por outro lado muita gente a servir-se descarada e arrogantemente dos impostos dos trabalhadores. Para ele constitui problema o facto de muçulmanos se encontrarem sempre no centro dos acontecimentos. Enquanto que Hindus não se queixam da Alemanha pelo facto da comida de carne de vaca; em Berlim  muçulmanos “queixam-se que a grelha dum recinto de encontros para grelhar está contaminada pela carne de porco e exigem a colocação dum grelha só para muçulmanos. Tal coisa ainda não ouviu dizer de Hindus que não comem carne de vaca nem de Judeus que têm nojo de carne de porco”. Os turcos e muçulmanos têm uma grande lóbi e os cidadãos nativos são abandonados a si mesmos pela política. Até já chegam a exigir um espaço nas escolas para rezarem.
 
O jornalista sente-se inquieto porque “onde hoje há conflitos sociais, quase sempre se encontra lá uma minoria muçulmana activa. Quando se fala de problemas de cidadãos de fundo migrante, trata-se sempre dum grupo determinado. São sempre turcos ou cidadãos muçulmanos de países árabes”. 
 
Broder tem uma explicação para o facto: “… são grupos socialmente problemáticos e que dão nas vistas…isto deve-se a diferenças culturais, de que não queremos tomar conhecimento”. Na Alemanha, segundo estatísticas, 34% dos jovens turcos já cometeram um acto criminal e 30% das mulheres turcas apanham porrada dos seus maridos.  
Até ao atentado de 11de Setembro de 2001 tinham “liberdade de loucos” porque a sociedade não se preocupava com os seus verdadeiros problemas no sentido duma “capitulação preventiva”. 
 
Para o jornalista existe na sociedade um medo real sob os bastidores da ameaça, tal como aconteceu no caso de Salman Rushdi e das caricaturas dinamarquesas de Maomé. Os bastidores da ameaça “funcionam até no caso de não serem activados”.
 
Broder interpreta o fenómeno da sociedade apática e medrosa a um sentimento de sociedade do bem-estar, que se quer esquecer e se odeia a si mesma. Uma sociedade que já não conhece exigências existenciais. Vive-se numa sociedade farta refugiada na fartura e que “no caso de ser confrontada com desafios autênticos, já os não pode confrontar e procura a culpa sempre em si mesma”.
 
O problema da Alemanha e da Europa não está em ter imigrantes a mais mas sim em ter perdido a sua ética, a sua integridade e a sua responsabilidade individual e colectiva. O problema não está na tolerância a mais mas na falta de personalidade cívica e cultural dos cidadãos ocidentais.
 
 
 António da Cunha Duarte Justo
 

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publicado por Henrique Salles da Fonseca às 10:17
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3 comentários:
De Henrique Salles da Fonseca a 1 de Outubro de 2009 às 22:31
RECEBIDO POR E-MAIL:

Sim, já vem de longe o conceito, apesar do outro, o do "olho por olho" que também se pratica ainda. Somos bons, queremos ser bons, mesmo que nos maltratem, havemos de ser sempre bons. Se o não formos, seremos chamados de racistas, o que é incómodo e pouco civilizado. Connosco também se passa isso. Temos de tratar com muita consideração os imigrantes que nos desconsideram. Para mostrarmos que somos bons, superiormente tolerantes, embora desprezemos o nosso povo iletrado. Porque isso não se vê, ao passo que o imigrante que vende droga e mata vem para a televisão acusar-nos de racismo.
Berta Brás


De Adriano Lima a 1 de Outubro de 2009 às 23:58
Tudo o que é aqui dito é irrefutável. Alertas deste género deviam servir para uma reflexão serena mas lúcida e consequente. Há sinais crescentes de que a Europa está adormecida nos seus próprios ideais de liberdade, tolerância e humanismo, enquanto os portões se abrem a cavalos de Tróia que se instalam sinlenciosamente na escuridão.
Liberdade, tolerância e humanismo, sim, mas só para quem partilha lealmente o mesmo jogo.


De Henrique Salles da Fonseca a 4 de Outubro de 2009 às 00:03
RECEBIDO POR E-MAIL:

A descrição dos sintomas de paralisia cultural que se apossou da Europa, a começar pela Alemanha, feita por Duarte Justo, é exacta ainda que alarmante. Julgo que a causa do mal se situa no economicismo que se apossou dos espíritos por efeito dos novos agentes de transformação “cultural”– as EMN. Abordei há meses atrás este assunto sob o título “Diálogo Civilizacional”. Precisamos continuar a tratá-lo.

Luís Soares de Oliveira


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