Terça-feira, 23 de Agosto de 2016
PÁTRIA PEQUENA

 

maia-centro-aerea.jpg

 

POEMAS MAIATOS

 

 

INTRÓITO

 

Na imensidão campestre da terra onde vivo

Abri uma porta, até hoje cerrada,

Onde estavam guardadas

Histórias de amores ausentes, perdidos ou não,

Que por aqui se espraiaram e continuam vivos

No choro das pedras, na dança do vento, no aroma das flores.

São Maiatos os Poemas

Porque aqui foram sentidos e escritos

E porque aqui será, para sempre,

Seu etéreo repouso.

 

Maria Mamede.jpgMaria Mamede


 

 



publicado por Henrique Salles da Fonseca às 18:20
link do post | comentar | favorito
|

QUALIDADE DO ENSINO É PAUTA DO DESEMPENHO DO PAÍS

 

IST.png

 

 

Ao observar em diferentes países a solidez do seu desenvolvimento, indaguei como era a qualidade e exigência do seu ensino. Não duvido haver uma correlação forte entre os dois parâmetros.

 

Porque o ensino em geral, e mais o ensino Superior, incutem hábitos de trabalho e de exigência intelectual que mais tarde têm reflexo no trabalho profissional, nas organizações em que aqueles se inserem e comandam, moldando as instituições e espalhando essa exigência e compromisso com a qualidade de tudo quanto se faz no país.

 

Nas sociedades acomodadas, onde têm voz os medíocres, que falam mais do que trabalham, a tendência é para um nivelamento por baixo. Tipicamente, quando se quer resolver problemas de insucesso baixando a fasquia da exigência, para fazer passar todos, é quando se criam frustrados e incapazes. Porque o estudante, com essa passagem, em particular nas matérias estruturantes do pensar, vai avançando, com dificuldade crescente, sem bases que nunca chegou a adquirir, acumulando incompetência e incapacidade, ao ver-se empurrado, sem domínio dos conhecimentos básicos necessários.

 

Ao contrário, um razoável teste para passar de ano ou entrar num determinado curso, acaba por ter mais vantagens do que inconvenientes. Veja-se o que se passa no acesso aos estudos de Medicina: com a seleção baseada nas médias dos estudos, ainda que falível e incompleta, é contudo muito melhor do que não existir nada. E os resultados notam-se: a selecção leva os candidatos a começarem a estudar, com intensidade, muito antes e ganham hábitos de trabalho que perduram pela vida fora. E, depois do curso, acabam sendo bons profissionais, pelo saber que adquiriram com a aplicação, mas também com a exigência no âmbito do seu trabalho, reflexo da que tinham antes de entrarem para a medicina.

 

Poderia pensar-se se não seria uma selecção demasiada, pois há falta de médicos e algum excesso deles não seria nada mau. Seja como for, hoje uma pessoa sente-se em boas mãos..., no que toca ao ‘saber’ dos médicos.

 

Por motivos diferentes, por não haver suficientes instituições de Ensino Superior, na admissão para os Indian Institute of Technology (IIT), na India, há uns anos atrás havia 425.000 candidatos para 9.500 vagas (1 vaga por 45 candidatos). Durante um longo tempo os candidatos preparavam-se intensamente, para conseguir entrar. A admissão no IIT é como um passaporte para uma carreira profissional óptima e bem remunerada na India e melhor nos EUA.

 

Para os que não entram, não é uma situação frustrante, depois de tanto esforço? É. E importa que da parte da familia, não se dê demasiada importância, nem se crie grande tensão, para o jovem não se sentir frustrado.

 

À par deste contra, os aspectos a favor são muito importantes: todos os que se prepararam ficam num nível de conhecimentos e de raciocínio muito superior ao do momento inicial da preparação. E mesmo não entrando nos IIT, ao entrar em qualquer instituição de 2ª escolha, eles chegam bem preparados.

 

Por falta de meios, veio a insuficiência de faculdades para os estudantes que queiram prosseguir os estudos. Mas a boa qualidade dos que se formam em matérias científicas, técnicas, médicas, informáticas, económicas, etc., quando inseridos num modelo económico que valoriza a iniciativa faz empurrar a Sociedade a grandes passos como a India está a dar a partir do ano 1991. Após graves sofrimentos da população com a destruição operada pela colonização britânica, veio o pós-independencia, com o modelo apelidado de socialismo indiano, que matou a iniciativa e responsabilidade pessoal. Contudo, houve formação de qualidade e muitos licenciados nas melhores Escolas da India foram produzir riqueza, saber e empregos nos EUA. Poderiam tê-lo feito na sua terra, enriquecendo-a, como agora já está a acontecer com intensidade ao criar-se um espaço de liberdade para as iniciativas dos cidadãos.

Eugenio Viassa Monteiro.jpg

Eugénio Viassa Monteiro

Professor da AESE e Dirigente da AAPI



publicado por Henrique Salles da Fonseca às 11:31
link do post | comentar | favorito
|

AINDA AS OLIMPÍADAS DO SEXO

 

 

Um comentário recebido sobre as

 

Olimpíadas do Sexo

 

Muito interessante

 

 

A Estoria é velha....mas dantes não havia camisinha... zemaximo

 

E na atualidade?                                                                                      

                     

Do blog Super Interessante: Sexo, sangue, bebedeira e doping: a vida louca das Olimpíadas da Antiguidade – Conta Outra Conta Outra    

                                           

Sexo, sangue, bebedeira e doping: a vida louca das Olimpíadas da Antiguidade

 

FGA-Olimpo 1.jpg

O esporte não era a única atracção das Olimpíadas da Antiguidade. Ele fazia parte de um festival religioso que, além de rituais, incluía muita arte, com exibições de pintores, escritores e escultores. Mas não só. Prostitutas, engolidores de fogo, videntes e outras atracções mantinham o público entretido.

 

A vida louca dos Jogos era uma mistura de sexo, violência, sacrifícios animais e zero higiene. Um “Woodstock da Antiguidade”, na definição de Tony Perrottet, autor de The Naked Olympics: The True Story of the Ancient Games.

 

As Olimpíadas da Antiguidade duraram de 776 a.C. a 394, uma impressionante longevidade para um evento realizado a cada quatro anos (os Jogos modernos têm só 120 anos e a humanidade já furou o calendário três vezes, durante as guerras mundiais). O que era um mega festival pagão acabou justamente por isso mesmo, proibido em um mundo que se cristianizava. Nesses mais de mil anos de história, Olímpia se revestia de tradição e santidade – mas de um jeito diferente do que imaginamos.

 

Para começar, a imagem de nobres esportistas, cavalheiros asseados e competidores honrados lutando para superar os próprios limites foi difundida só no século 19 e não é lá muito verdadeira. Até mesmo a trégua olímpica, a fim de repelir e evitar conflitos bélicos, é relativa. Os gregos não queriam a paz universal, apenas uma paz pontual e temporária, que não atrapalhasse a logística dos Jogos nem a migração de atletas e espectadores. Ou seja, quer pilhar uma vilazinha, saquear uma cidade ou massacrar uma tribo? Tudo bem, mas desde que seja longe de Olímpia – o que não era tão difícil, porque a cidade ficava no meio do nada para os padrões da época. E chegar lá era um perrengue só.

 

Pausa para uma suposição anacrónica. Se você tivesse garantido um ingresso para assistir à cerimónia de abertura e desembarcasse em Atenas, teria que ir andando os 340 km que separam as cidades. Ao chegar lá, teria que se virar e dormir em qualquer buraco. Claro, isso se você não fosse rico, caso contrário poderia armar uma tenda para os seus servos trabalharem razoavelmente protegidos do calor de rachar. No auge do verão, os dois rios de Olímpia secavam, ninguém conseguia tomar banho direito, quase não havia água potável e, por isso mesmo, muita gente acaba colapsando de calor (ainda mais porque no estádio não havia assentos).

 

Mesmo assim, um público de estimadas 40 mil pessoas comparecia ao evento e ficava em êxtase em um local sagrado, para ver de perto atletas que se tornariam famosos por gerações. Lá está Platão vendo uma luta! Olhe, Sófocles torcendo em um jogo de bola! Os grandes pensadores e autores eram celebridades garantidas nessas arquibancadas sem camarote. Tudo sem precisar pagar para entrar, já que os organizadores eram aristocratas que participavam pelo orgulho de fazer parte do maior acontecimento da Grécia antiga, e não, necessariamente, para fazer dinheiro. Não que eles precisassem lidar com uma organização monumental. Basicamente, bastava pastorear ovelhas e vacas e tirá-las das pistas e dos templos. A estrutura estava toda montada, não era preciso construir novas vilas olímpicas, estádios e outras espécies de elefantes brancos.

 

Um balde de água fria na corrupção? Nem tanto assim. No século 4 a.C., o lutador Eupolus foi flagrado subornando adversários. Episódios do tipo eram mais ou menos frequentes. Isso sem contar a incrível façanha de Nero. Quando Roma conquistou a Grécia, o imperador decidiu competir na corrida de bigas e venceu – mesmo caindo do veículo!

 

 

FGA-Olimpo 2.jpg

Olimpo - A primeira cidade olímpica da história

 

A cada cerimónia de abertura, os jogos ganhavam o banho de honra divina que servia de repelente à corrupção e revigorante de tradição, relegando os casos sujos a segundo plano. Tudo graças à imagem impactante dos atletas preenchendo o templo para, em frente à monumental estátua que Fídias concebeu em honra a Zeus (e que se tornaria uma das Sete Maravilhas da Antiguidade), fazer juras sobre pedaços sangrentos de carne de javali em prol do espírito esportivo e das regras do jogo. Isso era necessário. Os juízes se preocupavam com atletas que usavam substâncias que aprimoravam a performance, como cogumelos secos, misturas de ervas exóticas, testículos e coração de animais e coquetéis à base de ópio. Mais popular que o doping, só as pragas que se jogavam sobre oponentes. A magia negra tinha muito espaço no espírito olímpico.

 

Mais popular que ambos, só a insanidade do lado de fora dos estádios. Os gregos já tinham o conceito de bar de esportes e, apesar de não serem lá muito beberrões, eles tiravam o atraso nessa época. Além disso, tinha o sexo. Prostitutas de vários cantos do Mediterrâneo chegavam à cidade para levantar em cinco dias mais dinheiro do que no resto do ano. As Olimpíadas eram uma farra concentrada de bebedeira pesada, pouco sono e orgias alcoolizadas promovidas por estudantes. Sob esse ponto de vista, elas chegaram ao Brasil bem antes dos Jogos do Rio. Afinal, já estavam presentes nas competições universitárias nacionais, cuja tradição é muito mais forte em destruir neurónios do que em construir atletas de ponta.

 

Da mesma forma que em muitos momentos do século passado, as Olimpíadas daqueles tempos também viraram um caldeirão político – tão descontrolado quanto os torcedores bêbados caindo pelas tabelas. Em 364 a.C., o “COI” tradicional, de raiz, a turma que sempre realizava os Jogos, partiu para a agressividade com o novo “COI”, que organizara a edição de então. No meio de uma competição de luta, eles invadiram o santuário, com direito a arqueiros no alto dos templos. Para o público, foi espetáculo em dobro. Todo mundo parou de ver os lutadores para acompanhar a briga campal dos aristocratas, torcendo e vaiando como se fosse um esporte para valer. Em um tempo em que o pancrácio – luta em que ossos quebrados era comum e que só bania em caso de apertar os olhos – era um esporte olímpico, assistir a uma batalha na arquibancada podia ser bem interessante.

 

* * *

 

 

Tem razão! não se pode quebrar a tradição. Camisinhas neles!

FGA-2OUT15.jpg

FGA-2OUT15.jpg

Francisco Gomes de Amorim

 



publicado por Henrique Salles da Fonseca às 00:43
link do post | comentar | favorito
|

Segunda-feira, 22 de Agosto de 2016
A QUADRATURA DO CÍRCULO POLÍTICO...

 

 

... consiste na tentativa de conciliação

 

do hierárquico e do convivial.

 

Paul Ricoeur.jpg Paul Ricoeur,

in A CRÍTICA E A CONVICÇÃO, Edições 70, pág. 69, Março de 2009

 

 

Como por exemplo,

 

Pergunta: - Como é que o Senhor Político faz isso?

 

Resposta: - Daqui de cima, determino fazer a demagogia que me

                   apetece.

 

 

HSF-AGO16-Tavira

 

Henrique Salles da Fonseca



publicado por Henrique Salles da Fonseca às 11:28
link do post | comentar | ver comentários (2) | favorito
|

MEMÓRIAS DE UM PROGRESSISTA DESILUDIDO

 Vasco Pulido Valente.png

 

Vou respigar alguns parágrafos de duas crónicas que Vasco Pulido Valente escreveu, em devido tempo, no jornal Público.

Em 13/07/2014 escrevia:

«Para a minha geração..., o 25 de Abril chegou a tempo. Andávamos pelos 30 anos, com uma profissão e uma longa vida à nossa frente. Íamos finalmente mudar Portugal. Fazer um novo cinema, um novo teatro, uma nova literatura, uma universidade exemplar e um Estado democrático. Íamos varrer a miséria atávica do país, que manifestamente nos seguiria.

Em vez disso... Infelizmente, a nossa "sorte" incluía também uma certa esterilidade pessoal e a amargura duma colectiva desilusão. E à nossa volta sucessivos governos criavam as ruínas da nossa velhice».

Em 04/03/2006 escrevia:

«De facto, cada vez mais releio os livros de antigamente, suponho que à procura de um pequeno canto de sossego e sanidade. O Estado também aflige. Por favor, não tomem isto como propaganda política. Imaginem o Estado durante Salazar e Caetano. Existia a PIDE e a censura: e mil tiranetes por aqui e por ali. Não vale a pena repetir o óbvio. Em compensação, o Estado não queria mandar na vida de ninguém. Não proibia que se fumasse. Deixava o trânsito largamente entregue a si próprio. Não andava obcecado com a saúde e a segurança. Não regulava, não fiscalizava, não espremia o imposto até ao último tostão. Um indivíduo, pelo menos da classe média, passava anos sem encontrar o Estado: em Portugal, em Inglaterra, em Itália, na Europa. Acreditam que nunca voltei a sentir o espaço e a liberdade desse tempo?»

 

Jorge Nogueira Vaz



publicado por Henrique Salles da Fonseca às 06:23
link do post | comentar | favorito
|

Domingo, 21 de Agosto de 2016
SOB A BURKA DO ESTRANHO NA DIFERENÇA

 

Burkas.jpg

 

É proibido proibir
Das costeletas grelhadas o odor
Das burcas engradeadas o suor

 

É proibido proibir
As carnes ostentadas
Das carnes tapadas

 

É proibido proibir
A presença da ausência
Na ausência presente

 

É proibido proibir
A experiência do estranho
No estranho do existir

 

É proibido proibir
A diferença manifesta
No sentido do viver

 

É proibido proibir
A proibição de proibir

 

É proibido proibir
A permissão de permitir

 

Tolerância é viver
No estranho da diferença.

 

ACDJ-Prof. Justo-2.jpgAntónio da Cunha Duarte Justo



publicado por Henrique Salles da Fonseca às 22:56
link do post | comentar | favorito
|

OS REGATINHOS DE EÇA

 

 

 

Foi na juventude que li algumas obras de Eça de Queiroz e gostei. Comecei pelos Maias e depois lembro-me de ter passado pela Relíquia sendo que esta última também vi posta em teatro interpretada pela inesquecível Elvira Velez. Um fartote de riso. Ah sim, também li O crime do Padre Amaro e As minas de Salomão, traduções que amiúde passam por originais queirozianos. Foi há pouco tempo que fui conduzido à leitura da Vida de Santos.

 

Inquestionavelmente, um bom escritor.

 

E o que resulta da obra de Eça? Uma crítica bem assertiva à sociedade portuguesa, sem dúvida, mas pondo-nos a ridículo de um modo que a partir de certa idade me começou a irritar. Deve ter tudo a ver com o 25 de Abril, época a partir da qual a comunicação social se dedicou a apontar-nos todos os defeitos do mundo, os que temos e os que os jornalistas inventam. E fá-lo a tempo inteiro. Então, como não posso mandar calar a comunicação social nem sequer mandá-la fuzilar sem julgamento prévio, decidi aligeirar o mais possível toda a maledicência que me rodeia e pus Eça de Queiroz na prateleira sem tencionar voltar a lê-lo enquanto o pesado ambiente crítico me rodear. Já bastam os telejornais!

Regato.jpg

Eis por que nunca li A cidade e as serras nem todas as outras obras de Eça que não citei até aqui. Et pour cause, não conhecia a bela frase que consta algures (já não recordo em que página) dessa Vida de Santos em que Eça bucoliza os «Espertos regatinhos (que) fugiam rindo com os seixos, dentre as patas da égua e do burro». E como não a conhecia, estava com uma ideia truncada de Eça pois não o estava a ver muito fora da trama social.

 

Então, como homem do asfalto, sorriu-me o bucolismo da paisagem atravessada por um regato a cantar nos seixos e eu montado na égua a molhar as mãos e os pés na água fria (para nós, homens de cavalos, não há patas mas sim mãos e pés a que mais correctamente deveríamos chamar braços e pernas; mas não, sempre dizemos mãos e pés).

 

Mas quanto à correcção da ideia truncada que eu tinha de Eça, fica por aqui já que não a tenciono colmatar nos tempos mais próximos. Cesse a maledicência e, então e só então, encararei a hipótese de completar o que está incompleto, o meu conhecimento queiroziano.

 

E, já agora, espero que me façam justiça reconhecendo que os espertos regatinhos são muito bem apanhados e que a vida continuará a ser bela enquanto eles rirem nos seixos.

 

Continuemos...

 

Barril-14AGO16-3.jpg

 Henrique Salles da Fonseca



publicado por Henrique Salles da Fonseca às 18:15
link do post | comentar | ver comentários (4) | favorito
|

IMPOSTO SOLAR

 

Imposto solar.jpg

 

GOVERNO PORTUGUÊS APLICA LEI DE CONFISCAÇÃO DO SOL CONTRA A QUALIDADE DE VIDA

 

Casas com boa exposição ao sol são agravadas no imposto IMI até 20%

 

Casas com meios de transporte públicos à porta, casa com boa exposição solar poderão ver o seu IMI aumentado. O Artigo 43º (1) contempla um imposto para casas com localização excepcional, “quando o prédio ou parte do prédio possua vistas panorâmicas sobre o mar, rios, montanhas ou outros elementos visuais que influenciem o respectivo valor de mercado”: https://sites.google.com/a/pttax.net/imi/cimi/vi-do-valor-patrimonial-dos-predios-urbanos/artigo-043

O imposto municipal (IMI) pode incidir nas regalias que a natureza distribui gratuitamente; a boa exposição ao sol pode agravar até 20% o imposto IMI; a localização sombria pode desagravar até 10%. No meio de tanto cinismo e despudor só há que esperar o bom senso dos municípios.

 

A aplicação dos critérios do artigo 43 torna-se numa medida de incentivo à construção precária. As novas construções, para se tornarem menos caras, terão certamente de evitar varandas e terraços… Quem pagará as persianas para impedir o calor? Qual será o benefício para as casas viradas à ventania e à chuva embora com boa exposição ao sol. Quem paga o bolor e o mofo e os dias chuvosos em que não há sol?

 

O Estado já quebrou mais impostos a quem comprou em lugar de construção mais cara.

 

Um desabafo: A Governança colocou o povo à caça de gambuzinos

 

Imagine-se que a EU determinava que os países do Sul, por serem mais soalheiros, deveriam pagar mais contribuições à Comunidade! Na lógica do governo português seria legítima a cobrança de imposto do privilégio soalheiro!

 

Esta é uma medida de comunismo a entrar pela porta do cavalo em casa de um povo distraído e cada vez mais reduzido a “proletário”. Este socialismo até das regalias da natureza se quer apropriar para concretizar o seu conceito de igualdade pois tudo o que cheire a qualidade é suspeito ou monopólio reservado à nomenclatura. Qual a razão por que temos em Portugal uma esquerda tão bem alimentada pelo Estado mas tão vesga, invejosa e radical que não suporta sequer que o sol seja de graça! Será que só tem para disponibilizar o que rouba ou o que herda, nada entendendo de empreendimento nem de trabalho produtivo? A ideologia jacobina tem investido no desconforto não tolerando o conforto de quem trabalha e paga já demasiados impostos. Na sua função militante implementa uma sociedade proletária dependente só do Estado, esquecendo que uma das missões do Estado civilizado é possibilitar a felicidade do cidadão. Os critérios da sua orientação encontram-se invertidos ao terem como padrão a infelicidade.

 

Também aqui se nota o conceito de igualdade da esquerda radical equacionada no governo Geringonça; esta é a realidade que avassala um povo colocado à caça de gambuzinos.

 

Os chupistas do regime formam uma casta sem moral, sempre à caça dos impostos. (Cf. Dívidas e cultura cooperativa: http://antonio-justo.eu/?p=3261)

 

Estamos mesmo arrumados neste mundo de oportunismo interesseiro em que uns nos confiscam o sol e os outros o trabalho. A vida cada vez parece estar melhor para sanguessugas que viverem dos postos sobranceiros do Estado e se comprazem em levantar impostos não se preocupando em fomentar a rentabilidade nem o trabalho produtivo. Que esquizofrenia esta, de um Portugal com tão bom sol e boas gentes mas com políticos parasitas sem bom senso nem respeito por quem trabalha!

 

Os parasitas da governança vivem bem à custa da crise e dos impostos mas, com tal actuar não passam de pessoas frustradas e cínicas que sentem satisfação em ferirem a inteligência e em frustrarem o povo. A corrupção do pensamento chega a ser mais dolorosa para quem pensa do que a degradação e a entropia de que os corruptos vivem.

 

Encontramo-nos num estado tal que parece já não haver lixívia que consiga lavar a democracia!

 

ACDJ-Prof. Justo-3.jpg

António da Cunha Duarte Justo



publicado por Henrique Salles da Fonseca às 00:15
link do post | comentar | ver comentários (2) | favorito
|

Sábado, 20 de Agosto de 2016
«GRANA PADANO»

 

Grana padano.png

 

Sempre tive para mim que grana padana era um queijo ralado italiano. Até ao momento em que me apercebi de que os naturais de Pádua não são os padovanos mas sim os patavinos. E o queijo é padano e não padana como eu dizia.

 

E, de surpresa em surpresa, eis-me a aprender algumas coisas...

 

Então, no meio daquela extensa planície do norte de Itália, corre o rio Pó que, à semelhança de todos os demais rios deste mundo criado por Deus, tem duas margens que são a esquerda e a direita mas que, neste caso, são a do norte e a do sul. E, à semelhança dos Açores, em toda a parte há vacas que comem, ruminam, estrumam e produzem leite. É deste que se produzem todos os respectivos derivados de que, neste caso, só me interessam os queijos. Na margem norte produz-se o chamado Grana Padano; na margem sul, o Parmigiano.

 

O termo “grana” significa “granuloso”, que é uma das caraterísticas deste queijo do vale do Pó; o adjectivo “padano” tem por etimologia o nome do rio em latim, “Padus”. O queijo pode ser comido às fatias ou ralado e eis que, afinal, eu não andava assim tão desavisado.

 

E, de descoberta em descoberta, lá fui parar a Pádua que no período romano se chamava Patávio e que na Idade Média foi um centro de grande importância no estudo e divulgação do Direito e da Teologia. Por aqui se percebe por que razão São Francisco de Assis cuidou de mandar o «seu Bispo» (professor de Ciências Sagradas 1) para a sua congregação naquela cidade. Refiro-me ao nosso Fernão de Bulhões que passou à História como Santo António de Lisboa e de Pádua.

 

Assim se compreende que os naturais de Patávio fossem os patavinos e que de quem nada soubesse de Direito nem de Teologia se dissesse que não sabia mesmo patavina daquelas matérias.

 

Fica a dúvida sobre se o nosso Santo António comia grana padano ou parmigiano às fatias ou ralados ou ainda se… nem sequer gostava de queijo. Contudo, estou em crer que teologicamente a dúvida é despicienda.

 

Junto a Balsa, Agosto de 2016

 

HSF-AGO16-Tavira

Henrique Salles da Fonseca

 



publicado por Henrique Salles da Fonseca às 11:42
link do post | comentar | ver comentários (11) | favorito
|

A OLIMPÍADA DO SÉCULO...

FGA-JO do sexo.jpg

 

OU DO SEXO ???

 

Com a liberdade séquissual, agora permanentemente exposta aos nossos olhos, em jornais, revistas, cinema, televisão, e até exibições de línguas e apalpanços em lugares públicos, desde há vários anos que a organização das Olimpíadas põe, à disposição dos “atletas” uma enorme quantidade de camisinhas, os tais condom.

 

Em Londres foram 150.000, mas no Rio – isto aqui é muito mais sexy – começaram por 450.000, mas houve um reforça de mais 100.000!

 

Isto para 11.000 atletas, aliás menos porque nem todos ficaram alojados na Vila Olímpica. Mas considerando que lá terão ficado também treinadores, massagistas, chefes de equipas, etc, calcula-se que nessa Vila passaram umas 15.000 pessoas. E boa parte delas saiu antes do fim da festa, alguns dirigentes estão capengando, dá uma média de 40 a 50 camisinhas por pessoa o que para duas semanas de “trabalho” dá 3,5 por dia.

 

Acontece que nalguns prédios dessa Vila, em todos os corredores, as/os arrumadeiras têm tido que repor, nas caixas, cheias, à disposição, até 7 vezes por dia, as tais camisinhas que somem durante as tardes e noites.

 

Já se noticiou que o mais famoso, o Bolt, quando ganhou em Londres passou a noite com 3 atletas suecas no quarto. Bom, mas Bolt é Bolt e suecas são suecas.

 

Houve um outro atleta que disse que a média dele nas penúltimas Olimpíadas foi de 3 por noite. Bota espírito atlético nisso!

 

Aqui um corredor americano tomou uns comprimidos para melhorar o comportamento séquissual e teve que tomar depois algo para anular o seu efeito porque seria detectado no doping. Dopou-se para a prova noturna!

 

Mulheres beijam-se apaixonadamente quando uma das parceiras tem um bom desempenho no estádio “e il publico aplaude rindo alegremente”. “Un tal gioco, credetemi, é meglio giocarlo con me”. (Música de fundo, a abertura, de I Paglacci”)

 

Agora que se aproxima o fim destas – MAGNÍFICAS – Olimpíadas, era bom saber-se quem levaria a medalhada de ouro dos homens, das mulheres, dos pares mistos e dos pares... pares, com o conveniente anúncio das “performances” de cada medalhado.

 

Sugiro ao COI que nas próximas Olimpíadas equipem todos estes, e outros, atletas sequissuais com um dispositivo eletrónico, ligado ao pulso, por exemplo, ou tornezeleira eletrónica, e daí a um computador central, para se apurar quem “deu” mais e possa no final receber a competente medalha. Não precisa de ter presente um juiz para ver se o comportamento foi perfeito, o que poderia, ou não, prejudicar o desempenho, nem para saber se “pisou” o risco. Hoje a tecnologia informativa pode tudo à distância.

 

Até, outra sugestão, seria colocar um vibrador em cada cama!

 

E assim vai a vida dos atletas. Correm e saltam de dia e fazem abdominais de noite.

 

Ou... será que os atletas roubaram as camisinhas para as revender nos seus países????

 

Sempre a aprender.

 

18/08/2016

FGA-2OUT15.jpg

Francisco Gomes de Amorim



publicado por Henrique Salles da Fonseca às 07:18
link do post | comentar | favorito
|

mais sobre mim
pesquisar
 
Agosto 2016
Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab

1
2
3
4
5
6

7
8
9


24
25
26
27

28
29
30
31


artigos recentes

PÁTRIA PEQUENA

QUALIDADE DO ENSINO É PAU...

AINDA AS OLIMPÍADAS DO SE...

A QUADRATURA DO CÍRCULO P...

MEMÓRIAS DE UM PROGRESSIS...

SOB A BURKA DO ESTRANHO N...

OS REGATINHOS DE EÇA

IMPOSTO SOLAR

«GRANA PADANO»

A OLIMPÍADA DO SÉCULO...

arquivos

Agosto 2016

Julho 2016

Junho 2016

Maio 2016

Abril 2016

Março 2016

Fevereiro 2016

Janeiro 2016

Dezembro 2015

Novembro 2015

Outubro 2015

Setembro 2015

Agosto 2015

Julho 2015

Junho 2015

Maio 2015

Abril 2015

Março 2015

Fevereiro 2015

Janeiro 2015

Dezembro 2014

Novembro 2014

Outubro 2014

Setembro 2014

Agosto 2014

Julho 2014

Junho 2014

Maio 2014

Abril 2014

Março 2014

Fevereiro 2014

Janeiro 2014

Dezembro 2013

Novembro 2013

Outubro 2013

Setembro 2013

Agosto 2013

Julho 2013

Junho 2013

Maio 2013

Abril 2013

Março 2013

Fevereiro 2013

Janeiro 2013

Dezembro 2012

Novembro 2012

Outubro 2012

Setembro 2012

Agosto 2012

Julho 2012

Junho 2012

Maio 2012

Abril 2012

Março 2012

Fevereiro 2012

Janeiro 2012

Dezembro 2011

Novembro 2011

Outubro 2011

Setembro 2011

Agosto 2011

Julho 2011

Junho 2011

Maio 2011

Abril 2011

Março 2011

Fevereiro 2011

Janeiro 2011

Dezembro 2010

Novembro 2010

Outubro 2010

Setembro 2010

Agosto 2010

Julho 2010

Junho 2010

Maio 2010

Abril 2010

Março 2010

Fevereiro 2010

Janeiro 2010

Dezembro 2009

Novembro 2009

Outubro 2009

Setembro 2009

Agosto 2009

Julho 2009

Junho 2009

Maio 2009

Abril 2009

Março 2009

Fevereiro 2009

Janeiro 2009

Dezembro 2008

Novembro 2008

Outubro 2008

Setembro 2008

Agosto 2008

Julho 2008

Junho 2008

Maio 2008

Abril 2008

Março 2008

Fevereiro 2008

Janeiro 2008

Dezembro 2007

Novembro 2007

Outubro 2007

Setembro 2007

Agosto 2007

Julho 2007

Junho 2007

Maio 2007

Abril 2007

Março 2007

Fevereiro 2007

Janeiro 2007

Dezembro 2006

Novembro 2006

Outubro 2006

Setembro 2006

Agosto 2006

Julho 2006

Junho 2006

Maio 2006

Abril 2006

Março 2006

Fevereiro 2006

Janeiro 2006

Dezembro 2005

Novembro 2005

Outubro 2005

Setembro 2005

Agosto 2005

Julho 2005

Junho 2005

Maio 2005

Abril 2005

Março 2005

Fevereiro 2005

Janeiro 2005

Dezembro 2004

Novembro 2004

Outubro 2004

Setembro 2004

Julho 2004

Junho 2004

Maio 2004

Abril 2004

Março 2004

Fevereiro 2004

Janeiro 2004

tags

todas as tags

links
Contador

contador de visitas para site
blogs SAPO
subscrever feeds